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Aprendendo sobre processos plantando girassois



No início do ano passado uma amiga (Alô Thaly) me deu algumas sementes de girassóis, eu fiquei tão empolgada para plantar, mas tinha lido em algum lugar que era melhor plantar no final da primavera. Então eu esperei, mas acabei me esquecendo. Na segunda semana de férias, lá por dezembro, decidi que deveria plantá-los e isso me fez um bem maravilhoso, foi na hora certa, mas isso fica para outra narrativa. A verdade é que na hora percebi que seria um ótimo exercício de reflexão sobre processos, então resolvi acompanhar.

Quando ganhei as sementes fiquei super feliz e empolgada, mas eu precisei esperar o tempo certo para poder semeá-las, pois de certo não sobreviveriam às geadas e chuvas. Essa foi a primeira etapa. O mesmo ocorre em nossas vidas, quando recebemos alguma promessa ou um chamado devemos esperar o tempo de Deus para que se cumpra, e assim ir para a próxima etapa.

Quando chega na época certa do plantio, deve-se executar a ação, além de escolher o local que será plantado. É preciso fazer alguns buracos na terra, a profundidade desses buracos depende da semente, quanto maior a flor mais profundo deverá ser o buraco (pessoas que entendem que me ajudem). Então, deve-se colocar as sementes com alguns centímetros de distância e cobrir de terra de novo. Isso ocorre conosco também, para que algo floresça em nós é necessário retirar algumas coisas de dentro do nosso coração e isso por vezes pode machucar, então a semente será “ajustada” no local e coberta novamente de terra, criando um ambiente favorável para que ela germine. Não ache que seu sonho está sendo sufocado, pode demorar para que ele apareça sobre a terra, mas esperar faz parte. É preciso que a semente passe por um momento de escuridão para germinar. 

Depois disso é importante cuidar, regar (não afogar) e acompanhar a evolução a cada dia. Nos primeiros dias eu ficava impaciente, sempre checando se elas já tinham começado a sobressair na terra. E nós também muitas vezes nos encontramos em situações que desanimam, parece que o nosso sonho nunca se tornará realidade, mas quando menos esperamos ele começa a germinar, brotar, crescer e então florescer.
"Plante de manhã a sua semente, e mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos à toa, pois você não sabe o que acontecerá se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas." Eclesiastes 11:6

Os girassóis começaram a crescer, crescer e crescer, ficaram maiores do que eu, mas as flores demoraram para aparecer. Por algum tempo eu já estava até frustrada porque estava demorando demais. E chegou o dia que o primeiro começou a surgir e depois os outros, aos poucos a base foi tomando forma e o primeiro girassol finalmente floresceu. 

E assim acontece com nossos sonhos, quando se tornam realidade nós vemos beleza, ficamos encantados e maravilhados com tanta bondade do senhor de nos permitir vivenciá-los, no entanto essa sensação é ainda mais ressaltada quando participamos de todos os processos, pelos momentos de dúvida, de indecisão, de espera, da paciência, do início e do fim.


Para finalizar, algo bem importante: não menospreze seus sonhos, dê o devido valor, não os esqueça. Quando os meus girassóis floresceram eu os valorizei por um tempo, depois ficou “monótono”, tudo igual e quando vi eles já haviam secado. O secar faz parte da vida do girassol, pois é nesse momento que podemos tirar as sementes e esperar a primavera para plantar mais girassóis. Mas eu não dei conta de tantas sementes, por isso eu as compartilhei. Tenho entregado para pessoas que são importantes para mim e deixado claro que como os sonhos eu quero compartilhar com elas. Uma semente geram muitas sementes. Um sonho geram muitos outros sonhos.




Esse é mais um post do BEDA. O que você achou? Comenta aí embaixo:

Projetos inacabados


Eu tenho muitas ideias inacabadas, algumas só estão no campo da mente mesmo, outras eu até comecei a desenvolver, mas por preguiça ficaram paradas e não foram para frente.

Quando eu era criança gostava muito de escrever, o que não mudou muito de uns tempos para cá, mas mudou o contexto e a minha empolgação. Eu amava criar histórias e personagens diferentes, nem que a história ficasse sem sentido, eu gostava. 

Hoje não, por mais que goste de escrever, a cobrança é muito maior, da minha parte é claro. A busca e necessidade de fazer algo perfeito é inevitável para mim. Quantas vezes parei o projeto da escrita nos "bastidores" da descrição da personagem? Inúmeras. Ah, mas a história é muito clichê. O que eu quero passar com isso. Ah mas vão achar muito sem noção esse diálogo. Puff, lá se foi o projeto.

Nem só isso, tem textos que eu realmente gosto muito da ideia, está tudo certo na minha mente, só tenho preguiça de revisar, corrigir, de levar para frente. Esses são os piores, ficam engavetados esperando uma inspiração do além para sem acabados, ou pior deixá-los perfeitos, por isso nunca são finalizados.

Mas e aí? A vida é essa coisa inacabada mesmo?

Desde que esse projeto começou eu estou tentando escrever sobre coisas diferentes, de formas diferentes e sempre caio na mesmice de apenas despejar palavras sobre a folha em branco, muitas vezes sentimentos, em outras devaneios, tudo de forma simplista demais, ou até rasa.

Claro que nem tudo é superficialidade, em alguns momentos fui muito feliz pois as palavras que vieram foram profundas demais até para mim e gerou um certo orgulho de saber que fui eu quem as escreveu. Bom, já deu para perceber que esse post aqui é mais do mesmo que eu fiz até agora?

Nota mental: desenvolver as histórias que estão engavetadas, ou se livrar logo delas e liberar espaço para que as novas surjam.

Eu poderia citar muitas desculpas aqui, falar que está tudo uma correria, que não tenho tempo para isso, mas hoje foi um daqueles que fiquei a tarde inteira deitada fazendo nada, então é preguiça mesmo. 

O orgulho machuca e o perdão cura

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Oh lá, mais um texto sobre perdão. Não adianta, este sempre será um tema em pauta. 

Eu estava refletindo hoje sobre isso e para ajudar a devocional do ensaio (obrigada Ly) foi justamente sobre isso. Isso mexeu comigo.

A primeira coisa que lembrei foi de um caso, faz um tempo já que tive uma discussão com meu pai e isso me deixou muito triste. Eu não lembro sobre o que era, mas a verdade é que meu peito ficou muito apertado e eu não conseguia dormir. Resolvi passar por cima do meu orgulho, das nossas diferenças e pedir perdão, apesar de achar antes que estava certa. 

E vou confessar, chorei muito, pois estava ferida, eu não queria admitir o erro - talvez o que causou a discussão não, mas por ter discutido com ele.

Por que perdoar dói tanto? 

Gosto de pensar que é um remédio que precisa passar bem em cima da ferida aberta, que arde, faz a gente chorar de dor, mas depois alivia, ajuda a cicatrizar. Jesus nos ensina a perdoar como Ele nos perdoou por meio da morte de cruz, carregou todos eles e os remiu com seu sangue.
Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. (Efésios 4:32
Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós. (Colossensses 3:13)
O orgulho estava me machucando, me paralisou e quando eu liberei perdão era como se tivesse tirado o curativo, que na verdade me paralisava. O orgulho muda sua visão, muda as suas atitudes e te coloca na posição de centro. Ou melhor dizendo, te cega e te faz agir de acordo com a sua vontade e necessidades.

Eu sei que eu sempre uso as mesmas metáforas, mas até que eu encontre outra forma de dizer, será isso mesmo. Deixe ser curado, libere perdão, peça perdão. É o melhor de todos os tratamentos. 

Comer é lembrar



Pensei em falar sobre comida afetiva (ou comfort food), pois o ato de se alimentar é muito social e envolve diversos fatores, envolve relacionamento e envolve principalmente pessoa

A comida é muito mais do que apenas um aglomerado de nutrientes e que nutrem o nosso corpo. O alimento é mais do que apenas biologia, traz história, cultura, prazer, memórias, etc. O momento de sentar à mesa tem se tornado único e restaurador de memórias desde que eu comecei a estudar.

Cada alimento carrega uma lembrança ou tem a capacidade de marcar aquele momento. Nas férias eu me dediquei a prestar atenção nesses detalhes, trazer aquilo que eu amava comer na infância e por mais que fizesse anos que não comia determinado alimento o cheiro e o sabor eram únicos e me teletransportavam para a Jéssica de 10 anos. 

Às vezes fico chocada com a capacidade que nosso cérebro tem de guardar informações tão simples como o sabor de algo que comemos a tanto tempo. E mais do que isso, trazer memórias emocionais, afetivas e relacionais.

Por exemplo, eu não tenho muito costume de comer sopa hoje em dia, mas quando era criança minha mãe sempre fazia sopa de músculo que eu amava. E é engraçado, porque eu não só lembro desse prato, mas lembro que a minha mãe sempre fazia a sopa de noite, ou seja, o contexto é uma memória totalmente atrelada ao alimento. Assim como também sempre lembro dos almoços em família no Natal, que juntávamos várias mesas e todos sentávamos juntos (quase todos, pois a família era muito grande) para almoçar.

Se eu fosse contar todas as memórias afetivas relacionadas a alimentação acho que ficaríamos um mês falando só sobre isso. 

Para finalizar, se não o post vai ficar gigantesco, vou propor uma tarefinha, ou uma reflexão, se você preferir: Vamos resgatar as nossas memórias afetivas relacionadas à alimentação. 

  • Escreva em algum lugar todos alimentos e preparações que te fazem lembrar de algo. 
  • Analise aquilo que faz um tempo que você não come e tentar se questionar o porquê de não consumir mais. 
  • Depois, você pode se planejar para reproduzir aquela receita, ou se for algum alimento que comia em um lugar específico, ir nesse lugar. 
  • Resultado é um quentinho no coração.
Vocês já pararam para pensar nisso? Provável que esse tema apareça mais vezes por aqui. Ah, me conta nos comentários qual alimento que você tem memórias boas, aceito histórias também, vai ser um prazer saber disso.


Aqui vai um convite: Acampe 2019

As aulas mal voltaram e já está apertado para trazer posts, mas consegui fechar a primeira semana do desafio e isso é uma vitória. Aliás, minhas ideias estão se esgotando hahahah, preciso pensar em coisas diferentes para trazer aqui, por isso pensei no post de hoje "por que não?"


Para quem me conhece sabe que eu estou como estagiária no Missão Artistas de Cristo (MAC), um ministério cristão voltado para missões através da arte, ou seja, o talento que Deus nos deu. Mas quem é artista sabe que é um estado constante de aperfeiçoamento e de aprender coisas novas para fazer o melhor possível e de forma excelente para o Senhor. Se é bailarina, sempre tem uma técnica, um estilo, um passo para se aprender. O mesmo para atores, palhaços, artistas circenses, é um mar infinito, nunca acaba.

Por isso, o MAC promove todo ano há mais de 20 anos um evento de capacitação artística chamado Acampeteatro. Esse evento conta com preletores do Brasil todo, inclusive várias pessoas de diversos lugares vem prestigiar o evento. 

O tema desse ano é "Não é sobre você":
MANIFESTO: 
Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. - Rm 11:36
Estamos aqui à serviço. Escolhemos viver uma vida de entrega pela causa do Reino. Percebemos que todos os talentos que temos e todas as particularidades das quais somos feitos, vieram Dele. Somos artistas, à Sua imagem e semelhança. E tão somente porque Ele é, é que nós também o somos. Permanecemos. Apesar das dificuldades do caminho, das frustrações da vida ou da inconstância que nos cerca. Apesar de nós. Continuamos porque Ele ordenou e avisou: a recompensa não é agora. Que tamanha loucura é servir ao outro sem esperar nada em troca. Que tamanho privilégio é confiar. Porque isso tudo não é sobre nós, é sobre Ele.
Voltamos ao propósito e o seu propósito não é sobre você. O propósito é única e exclusivamente sobre o nosso Deus. 

Participar deste evento é um investimento muito importante se você tem o chamado nessa área, bem parecido com o Mission Arts que fui no início do ano, só não tem a parte prática para as ruas, é basicamente capacitação com mais de 30 oficinas, além de ter momentos de comunhão.

As oficinas oferecidas durante o seminário de artes
Lá no site do acampe tem todas as informações necessárias e se você precisar de algo ou tiver alguma dúvida pode conseguir ajuda no instagram do evento.

Fica meu convite a todos os artistas para participar desse evento incrível, venha se aperfeiçoar. Faça sua inscrição. Eu vou!