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bem vindo 2024

 
Quase dois anos sem publicar nesssa rede, pensei que não fazia mais sentido trazer nada para cá, embora eu continue escrevendo reflexóes nos meus caderninhos. Só que eu recebi um aviso que me deixou coinvicta ser a  voz do Espírito Santo, sobre não enterrar um talento ou então uma ferramenta que Ele mesmo colocou nas minhas mãos desde a adolescência - esse espaço aqui.

Eu achei que compartilhar escritos e refelxóes não chegaria em ninguém, e seria um trabalho um tanto inútil, mas só Deus sabe sobre isso, o que eu preciso é fazer.

Um dos meus defeitos é querer deixar tudo perfeito, sem erros, sem defeito, só que até eu ter a perfeição em minhas mãos eu não chegarei a lugar algum. Por isso, resolvi que esse ano não vou me demorar em um único projeto, seja ele um texto, uma peça, uma coreografia ou o que for. Vou buscar finalizar, tendo um prazo bem definido. 

Me conheço, sei que sou uma pessoa de projetos inacabados, então é hora de finalizá-los, ou então se estiver inacabado e eu não quiser terminar, que seja considerado como concluído, entrega do jeito que tá. 

Escrevo isso até rindo da minha própria cara, pois sei que é um processo difícil para mim.

Li esses dias sobre um conceito de jardim social e pelo que entendi é justamente ter um ambiente que possa compartilhar processos em vez de produtos finais, sabe? Em vez de postar a arte finalizada, mostrar o projeto, os rascunhos, os erros e eu achei isso bem interessante.

Compartilhar os processos mesmo que quando dão errado é ser vulnerável. Ser vulnerável não quer dizer ser fraco, pelo contrário, é ser muito forte e corajoso. E quero transformar ainda mais esse ambiente em um lugar que dê para ser mais "eu mesma", compartilhar os mini projetos até os mais grandiosos e se isso te inspirar em algum ponto da sua vida, o propósito já tá mais do que concluído. 

Que 2024 seja leve como a folha levada pelo vento, será um ano incrível.

Resenha: Roube como um artista - Austin Kleon

Isso mesmo que vê leu no título, uma resenha depois de muito tempo aqui no blog. Eu sempre gostei de compartilhar sobre os livros que li, as minhas considerações e tudo o mais, mas à vezes isso se perde no meio do caminho e eu me esqueço. Ainda mais, no meio de uma pandemia que a percepção de tempo e espaço ficou afetada.

Em 2020 eu li alguns livros, a maioria de gente que eu nunca ouvi falar e que estavam disponíveis no Kindle Unlimited, que confesso ter sido uma das melhores assinaturas que fiz. 

No caso, eu já tinha ouvido falar sobre esse livro, muito bem por sinal. Roube como um Artista do Austin Kleon foi o queridinho de muitas pessoas aqui na internet e eu com certeza tinha que conferir. Confesso que estava esperando mais do mesmo, sabe? Aquelas dicas mais batidas que o sino da igreja? hahaha

Mas me surpreendi. E muito.

O livro conta com diversas sacadas muito boas, chacoalhões de dar vontade de sair roubando por ai. Além da estética muito bonita, até para o ebook, o que me chamou bastante atenção, muitas ilustrações e frases marcantes. Fiquei com vontade de ter o livro físico para sempre que eu quisesse verificar algo.

Bons artistas copiam, grandes artistas roubam - Pablo Picasso

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o capítulo que falava sobre manter hobbies. Quem me conhece sabe que eu faço de tudo um pouco e por muito tempo eu me criticava por não ser boa o bastante em pelo menos uma coisa só, mas o que ele explica nesse capítulo é que os hobbies são a fonte de energia para o trabalho. E que alguma hora o trabalho vai ficar chato, e nada melhor do que ter algum hobbie que possa ser fonte de inspiração e deleite para nossas mentes.

Uma das coisas que Austin afirma tanto no livro quanto na sua palestra no TEDx é que nós somos uma mistura (mashup) das coisas que deixamos entrar na nossa vida.

O que me faz pensar que nesse ano esquisito, eu me refugiei poucas vezes na escrita, muitas vezes foi a dança, ou a colagem, ou o desenho, ou os tiktoks (hahha novo 'talento' encontrado), ou até uma caminhada. Isso é poderoso demais.

Ainda sobre o livro, a leitura é muito leve e tranquila, eu decidi ler bem lentamente para absorver cada ensinamento, mas pode ser facilmente lido em alguns horas dias se você quiser.

Outra coisa que Kleon ensina é ter um caderno de furtos, um local onde você coloca todas ideias roubadas, e você pode deixar elas dormindo ali por um tempo até que elas se juntem com outras ideias e mais outras até que você tenha uma ideia "nova".

Esse caderno pode ser digital ou fisico, fica a teu critério. Eu gosto de intercalar entre as duas formas, pois o analógico me faz ter contato um pouco mais presente com a arte, mas o digital me ajuda a armazenar todas as informações num só local.

Se for para dar uma nota seria 4/5 - porque sou difícil, mas recomendo muito o livro para instigar a sua criatividade e ajudar a roubar ideias por aí.