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bem vindo 2024

 
Quase dois anos sem publicar nesssa rede, pensei que não fazia mais sentido trazer nada para cá, embora eu continue escrevendo reflexóes nos meus caderninhos. Só que eu recebi um aviso que me deixou coinvicta ser a  voz do Espírito Santo, sobre não enterrar um talento ou então uma ferramenta que Ele mesmo colocou nas minhas mãos desde a adolescência - esse espaço aqui.

Eu achei que compartilhar escritos e refelxóes não chegaria em ninguém, e seria um trabalho um tanto inútil, mas só Deus sabe sobre isso, o que eu preciso é fazer.

Um dos meus defeitos é querer deixar tudo perfeito, sem erros, sem defeito, só que até eu ter a perfeição em minhas mãos eu não chegarei a lugar algum. Por isso, resolvi que esse ano não vou me demorar em um único projeto, seja ele um texto, uma peça, uma coreografia ou o que for. Vou buscar finalizar, tendo um prazo bem definido. 

Me conheço, sei que sou uma pessoa de projetos inacabados, então é hora de finalizá-los, ou então se estiver inacabado e eu não quiser terminar, que seja considerado como concluído, entrega do jeito que tá. 

Escrevo isso até rindo da minha própria cara, pois sei que é um processo difícil para mim.

Li esses dias sobre um conceito de jardim social e pelo que entendi é justamente ter um ambiente que possa compartilhar processos em vez de produtos finais, sabe? Em vez de postar a arte finalizada, mostrar o projeto, os rascunhos, os erros e eu achei isso bem interessante.

Compartilhar os processos mesmo que quando dão errado é ser vulnerável. Ser vulnerável não quer dizer ser fraco, pelo contrário, é ser muito forte e corajoso. E quero transformar ainda mais esse ambiente em um lugar que dê para ser mais "eu mesma", compartilhar os mini projetos até os mais grandiosos e se isso te inspirar em algum ponto da sua vida, o propósito já tá mais do que concluído. 

Que 2024 seja leve como a folha levada pelo vento, será um ano incrível.

Favoritos?

Photo by Christin Hume on Unsplash

Esse post é um daqueles que ficaram nos rascunhos e que eu acabei me esquecendo, mas gostei da reflexão, mesmo depois de 2 anos e meio de ter escrito. (11/dez/18)


Nesse momento estou escutando V E R do AMEN JR e relembrando o show maravilhoso que aconteceu em Curitiba no dia 07/12/18 e depois desse show muitas coisas aconteceram

Estava olhando alguns arquivos antigos, como a minha lista de favoritos do Google. E me deparei com algo que até então não tinha parado para pensar. Algumas coisas da minha adolescência eu comecei a entender só agora. Eu tinha dificuldade de diferenciar o que era favorito do que era apenas uma coisa legal que eu vi na internet. Quando eu via um site legal já adicionava nos favoritos para não perder, se eu procurava alguma dica sobre determinado assunto, também salvava, algum produto que eu queria muito entrava na lista.

E assim a minha lista ia aumentando a cada dia, eu criava pastas e subpastas para cada área da minha vida tentando deixar tudo de forma organizada. E mantive essa lista enorme de favoritos no meu computador por anos, algumas vezes eu passeava por ela dando adeus para alguns links, mas ela continuava enorme.

Dessa forma, isso me fez refletir. Sempre tive dificuldade de separar as coisas, de criar "prioridade" Por exemplo, quando estava no ensino médio eu incluía todas as pessoas que conversavam comigo no colégio no campo "amigos", mas na verdade a maioria não sabia nada sobre mim nem eu sobre eles, entende? Na época, talvez eu fazia isso por insegurança de ficar sozinha. Não que tenha mudado muito do que sou hoje.

O ponto é que talvez você seja parecido comigo em algum aspecto da sua vida, não tem separado tudo de forma correta e tem sentido algo como sufocamento. Pois é, eu me sinto por várias vezes assim em relação a muitas coisas, mas tomo consciência de que eu me sobrecarreguei, e não foi só de trabalhos, conteúdos para estudar, papeis no meu quarto, mas também de pessoas que para mim eram melhores amigos, de conceitos sobre minha personalidade, meu estilo de vida, autocrítica, sobre tudo. E agora eu percebo que já passou da hora de mandar embora aquilo que não condiz com quem eu sou.

O que eu estou dizendo aqui, não é para você eliminar as pessoas da sua vida, mas encarar as pessoas como pessoas e dar valor àquelas que estão realmente próximas, que te dão importância, que te conhecem. A gente já sabe muito bem que é impossível agradar a todo mundo, e com uma infinidade de pessoas ao seu redor com certeza não vamos agradar a todos. 

Nesse momento, além de escrever esse texto estou eliminando boa parte dos favoritos, assim, como me livrando de alguns rascunhos antigos, tô me sentindo bem melhor, tenta você também.

Talvez essa seja para você

Photo by Benjamin Lyngsø on Unsplash

Se tem algo em que a escrita é util é o poder dela nos trazer a memória o que traz esperança. Já dizia Jeremias lá em Lamentações 3:21. Aliás, o livro de Lamentações nada mais são do que murmúrios, reclamações, maas, em meio a esses murmúrios há a esperança. 

Me vi como Jeremias ao ler meus textos antigos. Como pode né? Deus é tão bondoso que usa até o nosso eu passado para falar com o eu futuro.

É por isso que Deus é atemporal. Alfa e Ômega, Princípio e Fim. 

Depois de uma crise de choro ~ que durou uma hora, diga-se de passagem ~ onde a dor que era tão grande, eu precisava escrever algo, mas Deus me levou aos antigos escritos e me mostrou em poucos minutos o quanto Ele se importa comigo. 

Eu estava desesperada. O motivo? Bom, me sentia sozinha, desvalorizada e sentia que não tinha ninguém para me ouvir e ser meu confidente. Ora, ora, se não é o mundo dando voltas? 

Caro leitor, eu tenho fé que essas palavras possam trazer paz ao seu coração, e caso você seja meu eu futuro, saiba que Ele já te consolou, que por mais que os sentimentos venham à tona, o mundo pareça ir contra você, é possível sim encontrar esperança na tristeza.

Veja bem, lembre que Ele guarda cada lágrima, eu não disse algumas, uma ou outra, eu disse CADA UMA de suas lágrimas num potinho ~ embora eu ache que seja uma bacia hahah.

Lembre-se que você não está na Terra para agradar aos homens e mulheres que existem e convivem com você. E é fato que vai se chatear com alguma palavra mal direcionada, alguma acusação sem base, mas fundamente-se ainda mais na sua identidade, posicione-se e não vitimize seus sentimentos.

Como diz nosso querido Marcos Almeida: toda dor é por enquanto. Essa tempestade vai passar, confia. 

Pisquei... é fevereiro! (ô ô ô)

Photo by Kawin Harasai on Unsplash

Confesso que o título desse post foi cantado ao som de Ivete Sangalo. E eu nem escuto Ivete. 

Todo ano eu começo com um post de boas vindas, só nesse que não rolou. Não sei bem porquê não o fiz, talvez por querer me dar um tempo disso tudo, mas eu não sou muito boa em desapegar.

Hoje eu estava organizando algumas pastas no Notion (o melhor app de organização para mim até agora - olha que não é publi) e me deparei com um cantinho levando no título o nome desse blog. O local estava meio deprimente, desorganizado e cheio de teias de aranha, no entanto, só essa atividade de ter entrado nessa página me animou a vir aqui e falar sobre alguma coisa que eu não sei bem ainda.

Tenho percebido que desenvolvi um gosto por temas aleatórios, sem muito nexo, mas que fazem completo sentido em algum lugar na minha cabeça. Bom, como isso aqui não tem uma linha reta, tenho que dizer que fazia tempo que não tinha uma semana tão parecida com as semanas que eu tinha pré pandemia como essa está sendo.

E eu amo isso. O único detalhe que diferencia é a máscara na cara, o 'álquingel' e toda essa história de coronavírus que já tem seus dias contados (amém?). Fora isso, nem parece que estamos numa pandemia. Isso porque tenho traalhado bastante, dançado, estudando muito, ou entãoeu me acostumei com essa rotina e não me lembro mais como era uma semana "normal" pré pandemia.Vai saber.

Já comentei diversas vezes aqui que gosto da correria, embora eu me sinta um caco esmiuçado no final do dia, gosto de me sentir produtiva e útil para os ourtros.

Calma aí que não tô valorizando o esgotamento físico e mental, ok? 
É mais do que importante ter momentos de descanso, comunhão com os irmãos, além de sentir-se produtivo e "ticar" mil-i-uma tarefas durante o dia. 

Uma coisa que essa quarentena me ensinou é saber respeitar os meus limites e sempre olhar para os meus valores inegociáveis. Isso determina minhas prioridades, as tarefas que vou realizar durante o dia, ou o que eu devo deixar de fazer porque ferem meus valores.

Quais são os seus valores? Tira esse tempinho e pensa nas coisas que te definem (não que os outros disseram para você, mas quilo que você reconhece em si mesmo), o que você gosta - de verdade - de fazer, quais hábitos gostaria que tivesse... Vale muito a pena reconhecer aquilo que está dentro de si. Esse exercício é contínuo, mas pode ter certeza que ele clareia muito o caminho da nossa vida.

Enfim, vamos fazer o seguinte, já que eu não tenho "nada" de útil para dizer hoje, vou deixar uma palavrinha que me chamou a atenção no devocional de ontem, tá bom? 
"Quem é o homem que ama a sua vida, que deseja viver muito para ver o bem? Guarda a tua língua do mal e os teus lábios de falarem enganosamente. Aparta-te do mal e faze o bem; procura a paz e segue-a."
Salmos 34:12-14 

Tomara que eu não pisque e seja final de ano, vou me esforçar para ser semana que vem ou então março, tá bom? Até mais. 

2020 - O ano da adaptabilidade

Photo by Alex Simpson on Unsplash

O clássico resumão do ano não poderia faltar por aqui né? Todo ano eu faço essa avaliação de tudo que aconteceu, o que fiz, o que me marcou. E se tem algo que eu posso dizer que me marcou foi o ano de 2020, de diversas formas. 

A primeira coisa que me vem a mente é que nem sempre o que a gente planeja pode dar certo, porque existe uma infinidade de coisas que podem interferir na execução, tipo uma pandemia, né? Quantas metas, sonhos, planos que colocamos como 'regra' para 2020. Até o que estava certo, acabou tendo que ser adiado, como a minha formatura, que confesso, no início foi muito difícil de aceitar. 

Algo dentro de mim gosta de métodos, sistemas, previsibilidade e de ter controle da situação, tudo o que 2020 arrancou da gente né? Me ensinou, de certa forma, na marra que preciso ser adaptável e flexível com a situação da vida. 

No início do ano, fiz uma viagem com os Artistas de Cristo para Toledo e Paraguai a fim de levar o amor de Cristo e de ter um treinamento intesivo de artes, foi uma experiência incrível e que vou levar no meu coração para sempre, o que me fez imaginar um ano totalmente diferente e "agitado" digamos assim. Além disso em Fevereiro, fiz minha primeira viagem de avião com minha irmã e amigas para São Paulo, por causa do The Send ~ até escrevi sobre minha experiência por lá, mas acabei não postando, pode ser que o post ainda saia, se fizer sentido.

Em março, comecei a trabalhar num escritório de contabilidade com minha amiga (alô Ana Paula <3), eu estava amando ter uma rotina de novo, o trabaho era tranquilo, além de ser maravilhoso ver sua amiga todos os dias. Mas durou apenas 22 dias, a pandemia  tirou essa alegria de mim. hahah

Depois foram dias e mais dias sem saber o que fazer, alguns tentando ser produtiva, fazer exercícios, com vontade de mudar o meu mundo, já em outros, levantar da cama não era uma opção válida. Senti que esse ano foi um grande looping de um dia só com mudança de alguns detalhes.

Mas de longe, eu não quero dizer que esse ano foi muito ruim. Não foi como eu esperava? Nem um pouco. Tive que tomar decisões difíceis? Muitas. Quero apagar o ano da miha vida? Talvez ahhaha. 

Uma das minhas maiores dificuldades foi ter que correr atrás do meu trabalho. Lá em agosto decidi começar a divulgar meu trabalho como nuticionista e confesso que essa vida de empreendedora é uma grande montanha russa com altos e baixos. Além disso, no finalzinho desse ano aluguei uma salinha para atender meus pacientes e estou muito feliz com essa conquista, embora nenhum paciente ainda tenha pisado lá.

Além disso, senti muita falta de estar com meus amigos de forma presencial. Alguns eu conseguia ver pois iam na igreja, ma outros demoravam meses para ter a possibilidade de ser ver, sem muito tempo para conversar. Acredito que isso fez com que eu valorizasse ainda mais minhas amizades e o tempo que passamos juntos.

Me senti sozinha diversas vezes, mas isso já é coisa minha. E chorei muito. Se eu pudesse contar quantas vezes eu desabei em lágrimas e comparar com os outros anos, 2020 com certeza estaria no top 3. Não sei bem porquê, mas talvez por ter mais tempo para pensar e... sentir. 

Em contrapartida, no Kadoshi foi um ano de muito molde e crescimento. Apesar da pandemia, percebi que os laços entre nós foram estreitados a cada dia. No início foi muito difícil ter ensaios online, as vezes o espaço não colaborava, a internet, até mesmo o desânimo. Quando conseguimos voltar com os ensaios presenciais, tivemos que aprender a dançar com máscaras, o que não é muito favorável hahah. 

Por fim, me aproximei um pouco mais da leitura, graças ao kindle unlimited (não é publi, juro) eu tive acesso há vários livros diferentes, de temas e gêneros distintos. Pode ser que eu traga as resenhas dos livros que li por aqui em 2021. ~ Aliás, Amazon se quiser me dar um Kindle de presente eu aceito, viu?

Como nos últimos 2 anos, eu sempre defino um foco/tema do ano. Em 2020 era sobre crescer em cohecimento da palavra e cuidar de pessoas. Não posso dizer que cresci muito em relação a conhecimento bíblico, no primeiro semestre até li muito, avancei bastante nisso, mas não tive tanta constância. Sobre cuidar de pessoas, eu aprendi algumas coisas na marra, e tive que aprender a fazer isso a distância embora eu esteja longe de ser alguém muito bom nessa área, mas espero melhorar no ano que vem.

Para o ano de 2021, penso em perseverança. Eu percebi que eu tenho uma certea dificuldade de me manter focada ou motivada em alguma atividade, qualquer que seja ela, pois tentei fazer muuita coisa nesse ano que deixei de lado em poucos dias ou até semanas. Não quero mais largar as coisas pela metade e fazer tudo com excelência. 

Já tô com a roupa de ir para 2021, com uma cabeça transformada ~e traumatizada ~ com uma nova visão de mundo, alguns detalhes para ajeitar e esperançosa que essa situação vai melhorar em algum momento do ano que vem. Principal meta é ser vacinadah.

E para você, o que 2020 representa? Comenta aqui embaixo se sentir a vontade para compartilhar. <3

Simplifique: Não esqueça de brincar


Olá pessoal! Como estão? Eu dei uma bela sumida daqui, como sempre, não é mesmo? Mas essa semana uma amiga me perguntou "e o blog?", e eu dei aquela desculpa que não estava dando conta, tinha muitas coisas para fazer. E na verdade, podia ser que eu estivesse me sentindo sobrecarregada com tudo mesmo, mas eu me dei conta de algo enquanto eu estava aqui lendo alguns emails. E uma vozinha na minha cabeça, aquelas bem sensatas que trazem perguntas provocantes e reflexões interessantes, vulgo Espírito Santo (hahaha), dizendo isso:

"Você sente-se sobrecarregada porque acaba colocando muito peso em tudo que você faz"

BOOM! [Insira aqui o emoji de cabeça explodindo]

E não é que essa voz está certa? Não sei você, mas eu tenho essa tendência de colocar muito peso, muita carga em cima de algo simples. Eu me cobro tanto, que nem percebo, a busca pela perfeição está incutida na minha mente e nas minhas atitudes de tal forma que por vezes me faz desistir e deixar de lado aluns "projetos" como esse aqui. E esse peso não me permite brincar, sentir a leveza das coisas, é tudo pesado demais para me divertir.

"Se não for para fazer bem feito eu nem faço" 

E essa ideia é errada, porque nos trava, nos deixa inertes. Por isso, eu deixo aqui a reflexão, será que você também não está colocando peso demais nas coisas, nos seus projetos, nos seus sonhos? Será que você também não está se esquecendo de brincar?

A vozinha me disse: Vai lá e faz. 

E eu obedeci. 

Simplifica, não coloque tanto peso em tudo e não esquece de brincar e se divertir. :)


Pequeno Cristo


Olá! Tudo bem!? Mas uma vez resolvi ignorar todos os meus rascunhos e escrever algo novo, hahah. É que ocorreu uma discussão no Twitter - acredito que é lá que as informações circulam mais rápido - sobre ser chamado de cristão. Não importa qual foi a origem da discussão, até porquê eu não quero atacar ninguém. 

A questão é que houve um debate sobre o dizer ou não ser cristão. E a partir disso eu preciso esclarecer algumas coisas. 

A origem da palavra cristão significa pequeno Cristo, ou seja, um imitador de Cristo - foi usado pela primeira vez para descrever os discípulos em Antioquia (Atos 11:26). Este termo é designado não à uma religião, mas sim relacionada à identidade de uma pessoa. E antigamente ele era usado como forma pejorativa para identificar os seguidores de Cristo, sabe? 

Atualmente, ser cristão é uma coisa "normal" na nossa sociedade, pelo menos aqui no Brasil né. A realidade é diferente em outros países onde a igreja é perseguida, mas esse papo fica para uma conversa posterior. Até então ser chamado só de crente era quase um insulto porque "crente, até o diabo", então esse termo foi estigmatizado e a galera começou a denominar-se cristão. 

Só que ai mora um perigo. 

Veja bem, eu disse que ser cristão é ser imitador de Cristo, por mais que hajam as dificuldades e somos pecadores por natureza, óbvio que vamos errar e etc. Ou seja, ser cristão não significa ser ausente de pecados, mas sim pessoas que pecam, mas remidas pelo sacrifício de Jesus. O ponto chave é que muitas pessoas denominam-se cristãos, mas não agem como tal. E isso acaba manchando a imagem do Evangelho.

É muito comum ouvirmos histórias de pessoas que foram feridas por cristãos intolerantes e que em vez de pregar o Evangelho de Jesus pregaram um monte de regras e condenaram o pecado dessas pessoas. 

Entenda que a religião não é algo ruim, por muito tempo eu tive medo de dizer que eu tinha uma religião e ser taxada de religiosa. A verdade é que estamos inseridos numa religião, se você se diz cristão você faz parte de uma religião. 

Cristão é ser uma pessoa falha, mas que reconhece os seus erros e os coloca diante de Jesus. Que não condena o próximo, mas está pronto e disponível para amar o próximo. O Evangelho é baseado no amor de Deus pelo mundo, que entregou Jesus POR AMOR.

A partir do momento que você aceita Jesus, começa a congregar numa igreja isso não te faz melhor que ninguém! Te faz ser alguém que pelo amor de Jesus seja justificado e restaurado, mas a luta é diária, sabe? É necessário ser constante.

Eu acredito no poder que há no nome de Jesus Cristo, por isso sim, eu quero ser chamada de pequeno Cristo, porque Ele é a minha referência e é por causa do nome dEle que muitas pessoas morrem em países que não aceitam o evangelho. 

Aaah, queria deixar uma música para você escutar, sempre que penso em ser um pequeno Cristo eu lembro dela.


Obrigada por ler até aqui, comenta aí embaixo o que você pensa sobre isso

Sobre meditação e Tempo de qualidade com o Pai


[Oi, esse texto é de março, deixei ele de lado por um temo, mas quando me deparei com ele nos rascunhos senti que esse é o momento dele ser público]

Depois de mandar meu celular para a assistência técnica e ficar sem ele por umas 2 semanas eu já estava sem aquela certa dependência. E ontem, ao ler um dos posts da Thais Godinho sobre rotina eu tive um insight. Esses dias eu comecei a sentir algumas coisas profundas. Sabe saudades, tristeza, raiva, e etc. 

Então percebi que alguma coisa estava diferente em mim. E por incrível que pareça era por conta do celular. Não, não estou dizendo que o celular desencadeia esses sentimentos, a verdade é que eu sempre tive esses sentimentos, mas a distração do celular acabou roubando, tornando-os rasos e imperceptíveis, muitas vezes.. 

Vou explicar melhor. Ano passado, quando fiz meu estágio nas unidades de saúde eu conheci profissionais incríveis, principalmente a nutricionista e a fisioterapeuta da equipe que me ensinaram muitas coisas. Uma delas foram as PIC’s, as Práticas Integrativas Complementares, que são abordagens terapêuticas não convencionais, ou seja, como se fosse outro caminho para alcançar a resolução do problema, em vez de apenas prescrever medicamentos. E sim, são aprovadas pelo Ministério da Saúde e que geram bons resultados. 

Tá Jéssica, mas por que você está falando tudo isso? E o celular?

Uma das práticas inclusa nas PIC’s é a meditação, e antes que venham com sete pedras na mão, vou explicar. Estou falando da prática da meditação como forma de concentração e não ligada ao espiritual, que muitos pensam. Ela ajuda a trazer os pensamentos para o presente e concentrar-se no aqui e agora. Um termo utilizado para essa prática é o mindfulness, ou atenção plena, observar o momento, presenciar aquilo com todos os sentidos. A verdade é que eu gosto de usar o conceito de mindfulness como forma de autoconhecimento.

Nos grupos de meditação que fazíamos juntamente com as profissionais, víamos os participantes comentarem que começaram a sentir dores durante a meditação, mas a verdade é que a pessoa já estava com aquela dor, mas não tinha sentido ainda por conta das distrações e estresses da sua rotina.

Vou confessar que a meditação me encantou, pois me fez perceber que muitas vezes estamos muito focados no futuro ou no passado, não vivemos o agora. E isso tem impacto em muitas áreas da nossa vida, fazemos as coisas no automático, esquecemos vários detalhes do dia a dia, acabamos sendo menos produtivos e no fundo gera uma angústia.

A meditação serve para que a gente separe um momento do dia apenas para processar o que está acontecendo, permitir sentir o que precisa ser sentido. 

Quando foi a última vez que você orou? Que você conversou com o Pai? Que você expôs uma situação que está desgastante para você? Ou algo alegre? 

Talvez a palavra ‘meditação’ tenha te assustado. Calma! Está tudo bem, você não está infringindo nenhuma “lei espiritual”. Sabe por quê? Quando oramos é um momento de meditação, mas se fazemos às pressas, não dá nem tempo de ouvir aquilo que Deus tem a dizer.

Eu te convido a você orar nesse momento. Separe um tempinho agora para falar com Ele. Tem que ser agora, porque você vai esquecer depois. Feche os olhos e converse com o Abba. Depois você vai ficar em silêncio. Se concentre no momento e não deixe seus pensamentos irem para o que você precisa fazer no dia seguinte. Sempre retome onde você está, no lugar que você está sentado, o que está fazendo agora. Imagine você se olhando de fora, como se você fosse uma outra pessoa e pudesse até tocar em você. Imagine o olhar do Pai amoroso, olhando com ternura a sua preciosa filha, ou olhando com orgulho o seu filho. 

Se você quiser pode colocar uma música para esse momento, eu indico essa aí debaixo:

 

É assim. O Pai gosta de tempo de qualidade com os seus filhos. Passe tempo com Ele. 

Espero que esse post tenha feito sentido para você, se fez não deixe de comentar e se você acha legal falar mais sobre meditação por aqui, também comenta.:)

Não silencie


[Foi difícil terminar esse texto.]

Ultimamente não tenho me expressado como gostaria. Escrevo bastante, só não consigo publicar. Crio diálogos na minha mente, só não consigo colocá-los para fora. E a cada dia eu tenho deixado de falar o que penso, de me posicionar, de opinar e também de dizer o que sinto. Por diversas vezes tentei expressar algo e uma voz - bem lá no fundo - acabava me impedindo. E a verdade é que eu estava ficando sem voz.

Entendo que há tempo para todas as coisas, inclusive o tempo de calar. No entanto, eu já não estava falando mais nada, nem compartilhando as minhas dores, alegrias, as conquistas. Nada. E sobre compartilhar, não digo apenas nas redes sociais, mas com os meus irmãos na fé, amigos ou mesmo com a minha família. 

Tenho lidado com tudo quase sozinha. Não considerando as poucas coisas que falo sem muita profundidade para quem está mais próximo. Ou seja, tenho sido rasa nas minhas conversas, não porque eu quero, mas porque algo em mim tem medo. Vou te contar um segredo que antes de tudo doeu em mim: Isso não é ser igreja

Igreja é lugar de comunhão. E comunhão é relacionamento. Eu tenho visto muito mais as pessoas vivendo em suas bolhas, preocupadas com as suas coisas e esquecendo de ajudar uns aos outros em amor. Eu sei que não é fácil revelar os nossos pontos fracos onde há cultura de vida perfeita e sem defeitos, onde um erro é suficiente para gerar acusações e interpretações erradas. Nessa cultura, não posso admitir que sou falha. Entretanto, é necessário ser vulnerável.

Disso eu já falei bastante, e você sabe tanto quanto eu que não é fácil expor certas coisas. Obviamente, não estou dizendo que tudo deve ser exposto, e sim ter cuidado com aquilo que expomos, principalmente na internet. Em contrapartida, devemos ponderar até que ponto estamos sendo silenciados - ou estamos nos silenciando.

Eu estou com receio de estar sendo confusa e você achar que estou me contradizendo. 

Quando a Bíblia diz que devemos confessar nossos pecados e dificuldades uns aos outros não é atoa, sabe por quê? Porque nós não aguentamos tudo sozinhos, não conseguimos levar uma carga tão grande sobre nossos ombros. Por isso, ao confessarmos, dividimos o peso e a caminhada fica mais leve.

No meu caso, eu tinha - ainda tenho - medo do que as outras pessoas falariam. No entanto, se tem algo que aprendi - na marra - é que nunca devemos buscar aprovação de pessoas, pois certamente seremos frustrados, devemos buscar a aprovação de Deus, somente dEle. E, claro, reconhecer que precisamos uns dos outros para prosseguir e irmos mais longe. 

Não se iluda com fotos bonitas e sorrisos farsantes. Pessoas não vivem em conto de fadas, pessoas erram, pessoas acordam em dias ruins também. Não compare a sua vida com aquilo que elas permitem que você veja. Você não tem acesso à realidade delas. Assim como elas não têm acesso à sua realidade. Uma vez eu li uma frase mais ou menos assim: não compare os seus bastidores com o palco de alguém.

Por isso, esteja disposto a ouvir o outro, compartilhe as suas dificuldades também. Talvez a pessoa não tenha o melhor conselho, mas com certeza ela tem um abraço. Aliás, tenha sempre um abraço na manga. Eles curam muitos males.

É isso.

[Pensei que nunca terminaria esse texto]

Aprendendo sobre processos plantando girassois



No início do ano passado uma amiga (Alô Thaly) me deu algumas sementes de girassóis, eu fiquei tão empolgada para plantar, mas tinha lido em algum lugar que era melhor plantar no final da primavera. Então eu esperei, mas acabei me esquecendo. Na segunda semana de férias, lá por dezembro, decidi que deveria plantá-los e isso me fez um bem maravilhoso, foi na hora certa, mas isso fica para outra narrativa. A verdade é que na hora percebi que seria um ótimo exercício de reflexão sobre processos, então resolvi acompanhar.

Quando ganhei as sementes fiquei super feliz e empolgada, mas eu precisei esperar o tempo certo para poder semeá-las, pois de certo não sobreviveriam às geadas e chuvas. Essa foi a primeira etapa. O mesmo ocorre em nossas vidas, quando recebemos alguma promessa ou um chamado devemos esperar o tempo de Deus para que se cumpra, e assim ir para a próxima etapa.

Quando chega na época certa do plantio, deve-se executar a ação, além de escolher o local que será plantado. É preciso fazer alguns buracos na terra, a profundidade desses buracos depende da semente, quanto maior a flor mais profundo deverá ser o buraco (pessoas que entendem que me ajudem). Então, deve-se colocar as sementes com alguns centímetros de distância e cobrir de terra de novo. Isso ocorre conosco também, para que algo floresça em nós é necessário retirar algumas coisas de dentro do nosso coração e isso por vezes pode machucar, então a semente será “ajustada” no local e coberta novamente de terra, criando um ambiente favorável para que ela germine. Não ache que seu sonho está sendo sufocado, pode demorar para que ele apareça sobre a terra, mas esperar faz parte. É preciso que a semente passe por um momento de escuridão para germinar. 

Depois disso é importante cuidar, regar (não afogar) e acompanhar a evolução a cada dia. Nos primeiros dias eu ficava impaciente, sempre checando se elas já tinham começado a sobressair na terra. E nós também muitas vezes nos encontramos em situações que desanimam, parece que o nosso sonho nunca se tornará realidade, mas quando menos esperamos ele começa a germinar, brotar, crescer e então florescer.
"Plante de manhã a sua semente, e mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos à toa, pois você não sabe o que acontecerá se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas." Eclesiastes 11:6

Os girassóis começaram a crescer, crescer e crescer, ficaram maiores do que eu, mas as flores demoraram para aparecer. Por algum tempo eu já estava até frustrada porque estava demorando demais. E chegou o dia que o primeiro começou a surgir e depois os outros, aos poucos a base foi tomando forma e o primeiro girassol finalmente floresceu. 

E assim acontece com nossos sonhos, quando se tornam realidade nós vemos beleza, ficamos encantados e maravilhados com tanta bondade do senhor de nos permitir vivenciá-los, no entanto essa sensação é ainda mais ressaltada quando participamos de todos os processos, pelos momentos de dúvida, de indecisão, de espera, da paciência, do início e do fim.


Para finalizar, algo bem importante: não menospreze seus sonhos, dê o devido valor, não os esqueça. Quando os meus girassóis floresceram eu os valorizei por um tempo, depois ficou “monótono”, tudo igual e quando vi eles já haviam secado. O secar faz parte da vida do girassol, pois é nesse momento que podemos tirar as sementes e esperar a primavera para plantar mais girassóis. Mas eu não dei conta de tantas sementes, por isso eu as compartilhei. Tenho entregado para pessoas que são importantes para mim e deixado claro que como os sonhos eu quero compartilhar com elas. Uma semente geram muitas sementes. Um sonho geram muitos outros sonhos.




Esse é mais um post do BEDA. O que você achou? Comenta aí embaixo:

Mania de perder (auto)conexão

Eu sempre esqueço meu celular em algum lugar.

É até engraçado, quando acontece nem me admiro. Ontem foi um desses dias. Estava saindo de casa apressada (outro fato que já faz parte da minha vida), carregando duas bolsas e o celular na mão, pelo menos eu pensei que estivesse carregando. 

Entrando no carro, cumprimentei meu amigo e olhei dentro da bolsa, cadê o celular? Putz, esqueci em casa. Mas tudo bem, vou aproveitar os momentos com meus amigos - pensei - não ia ter sinal na chácara mesmo. Inclusive, foi incrível de verdade. Fazia tempos que não tinha um dia assim: comunhão, alinhamento, risadas, boa conversa, zoeira. Muita zoeira. 

Depois, quando cheguei em casa, lá fui eu atrás do celular. E cadê? Procurei por tudo mas não encontrava. A primeira coisa que passou pela minha cabeça é de que estaria no carro, afinal, eu achei que tinha levado, não é mesmo? Dei um jeito de conversar com meu amigo para que ele pudesse procurar. No final das contas, o celular estava o tempo todo no carro e eu não havia percebido.

Só poderia buscar o celular no dia seguinte. Fiquei um dia e meio sem alguns apps e foi, digamos, libertador. Me vi pensando sobre a necessidade de estar conectada o tempo todo e completamente abstraída por meros aplicativos, por conexões que nem sempre são reais.

Valeu a pena estar sem celular nesse período, não estar distraída com notificações de aplicativos, perdida no vácuo infinito que é o feed do Instagram, estar atenta ao que estava acontecendo ao meu redor e valorizar os momentos com meus olhos e não apenas em fotografias - que também são legais, no entanto, nem sempre precisamos estar com as câmeras apostas para registrar tudo e todos.

Quando peguei o celular, vi uma imensidão de mensagens e fiquei com vontade de esquecê-lo em outros lugares.


Já falei um pouco sobre isso em outros posts:

Esse negócio de querer fazer tudo ao mesmo tempo


Senta que lá vem textão-desabafo:

Para começar, esse texto vai ser um pouco diferente do que estou acostumada a publicar, ou não, talvez nem vá ao ar, mas acho que vai valer a pena escrever sobre, com pouco filtro, pouca correção, então me perdoa desde já.

Se você não sabe, eu estou no último ano da faculdade, faltam exatos 6 meses para o final do ano e para o final dessa loucura toda chamada de graduação. 

Ninguém avisa que a gente muda feito o milagre da transformação da água em vinho, ninguém fala que a mentalidade muda, que as opiniões se convergem, que a gente encontra pessoas com o mesmos gostos e interesses e pessoas que não são nem um pouco parecidas com você. Ninguém fala das tretas e discussões que acontecem por causa da nota errada lançada no portal ou da prova que não tinha nada a ver com o conteúdo passado. Ninguém avisa que tem noites que a gente não dorme para terminar o trabalho que precisa entregar no dia seguinte, ou estudando para a prova que você não teve tempo de estudar nos outros dias.

Enfim, não é para isso que eu tô aqui, em resumo quis dizer que a gente é moldado durante esse período, mas eu percebi que estava sofrendo dos mesmos males do ensino médio. Para quem está a mais tempo, sabe que reclamar sobre falta de tempo, sobrecarga, sufocamento, dormir pouco, fazer 500 coisas ao mesmo tempo (e muitas outras coisas) é uma constante que me acompanha desde o último ano do médio, e olha eu aqui no último ano da faculdade chorando pelas mesmas pitangas.

Será que o problema é a faculdade então? 

- Ah é a falta de tempo, só me organizar, ficar 15 dias em casa sem nenhum compromisso externo, colocar tudo em dia, já resolve. 

Só que não.

Tenho que ser sincera. O problema sou eu mesma. E não adianta me sentir culpada por isso. Uma coisa que a Maki falou lá no blog dela (um tempo atrás já) é que tem que rolar um perdão. E isso veio de encontro ao meu coração. Sim, eu preciso me organizar para fazer tudo, mas preciso encontrar o equilíbrio. 
"(...) [você] tem vontade de sumir por uns dias e ficar bem longe, isolada, colocando os pensamentos em ordem. mas mesmo no pouco tempo livre que você tem agora, você usa pra procrastinar ao invés de colocar a coisa em prática." Maki
Essa frase aí me descreveu todinha. Eu não via a hora das férias chegarem para colocar tudo em dia. Fazem uns 5 dias que entrei em férias (na verdade, tenho que ir 2 dias ainda) e o que eu fiz? Isso mesmo, quase nada. No máximo eu passei um paninho na superfície dos móveis, separei algumas roupas, mas dormi, dormi demais. 

Férias é para isso mesmo, descansar. Quem sou eu para desmistificar o poder que elas exercem sobre nós. O problema está na desorganização da rotina, do acúmulo de tarefas desnecessárias ou não tão relevantes que tomam o nosso tempo e distraem a nossa mente. Você chega nas férias e acha que tá sobrando tempo e coloca outras mil coisas para fazer só que não consegue fazer, se frusta e se sente incompetente. Eu conheço esse filme.

Cheguei na raiz do problema.
"(...) talvez eu devesse gravar mais vídeos pro Youtube, começar um podcast. fazer mais fotos. começar um hobby novo e mostrar tudo no blog. escrever mais newsletters semanais. postar mais stories. talvez eu devesse começar a escrever um livro e quem sabe abrir um Patreon… onde mais será que eu posso escrever? mal tenho tempo de dormir direito, mas tudo bem a gente dá um jeito, eu durmo depois." Maki (acertando em cheio de novo)
Uma frase que todos me falam é "ai Jéssica, você quer abraçar o mundo", e é verdade, mas não quero acreditar nisso, nem aceitar, continuo me enfiando em compromissos, em grupos, em coisas que poderiam esperar. Só que eu nunca acho que tô fazendo o suficiente, sempre está faltando alguma coisa.

Eu falo que gosto da correria, que gosto de fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas no final das contas sempre estou cansada, desmotivada, sem energias para terminar aquilo que comecei, o pior é que muitas vezes não consigo me desligar desses compromissos, pois são coisas que amo fazer, que já criei vínculos e que dependem de mim. E aí?

O ideal é focar naquilo que é prioridade. Isso é o que todo mundo fala, mas como faz isso? 

PARE!

Analisa tudo que está ao seu redor, vê o que faz sentido para você nesse momento e foca nisso. Ok, falar é fácil. Eu sei porque tô nesse impasse e esse conselho é, nada mais, nada menos do que para mim mesma. Tá no final de uma fase, termina, foca nisso. Tá no começo de algo e tem várias coisas já, escolha aquilo que você quer fazer. 

Confesso que é bem difícil, chega a doer ter que abrir mão de coisas que você ama, mas é necessário para você não entrar em colapso e manter a sua saúde mental, vai por mim.

Agora, para finalizar bem! Não esqueça de Jesus no meio do caos. Eu frequentemente faço isso, estou em apuros, chorando pelos cantos e Ele me lembra que está comigo, que cuida de mim, que zela por mim. É necessário manter um relacionamento com Ele, conversar, abrir meu coração, deixar que cure as feridas, preencha o vazio e me dê forças para continuar. Sério, faz toda a diferença. 

Agora é melhor parar por aqui, pois esse post já está enorme e se você chegou até aqui, fico honrada por isso. Muito obrigada.

Assuma a vulnerabilidade

@familiagma

Estava me analisando esses dias, coisa que a gente nem sempre faz em meio à correria (nossa boa e velha amiga - ou será inimiga?), e me deparei com alguns detalhes da minha personalidade que me intrigaram muito.

Identifiquei em mim diversas fraquezas e inseguranças, que quando percebi incorporei na minha autobiografia mental. No entanto, mal identifiquei a característica e nem questionei o porquê da existência dela. Por exemplo, percebi que tenho um complexo de que não lido bem com rejeições e críticas, apesar de no exterior não demonstrar essa fraqueza, no meu interior isso estava acabando comigo. Perceberam que eu disse "tenho um complexo", ou seja, eu tomei posse desta característica, aceitei que aquilo é meu. Mas não é bem por aí que as coisas devem seguir.

Nem sempre é fácil identificar um defeito em nós, e podemos seguir duas vertentes depois desse processo: a autoaceitação ou a negação. Se aquilo for uma característica, posso aceitar e pronto ou negar e fazer algo para mudar. É nesse ponto que eu quero chegar. 

A nossa vida é dinâmica, estamos em constante mudança, tendo em vista o processo que passamos a cada dia, o ambiente muda, o nosso círculo de amizades muda e com a nossa mentalidade não seria diferente. 

Importante ressaltar que a partir do momento que identificamos o problema, devemos evitar ao máximo as desculpas. Quando erramos, devemos assumir o erro, nos arrepender e mudar. Entenda que há diferença entre assumir o erro e assumir a culpa. Assumir o erro significa que você identificou sua vulnerabilidade e isso representa a verdade, na palavra diz que nós conheceremos a verdade e ela nos libertará (Jo 8:32) e que a verdade é o próprio Jesus (Jo 14:6), se de coração nos arrependermos desse erro seremos justificados. Agora assumir a culpa é carregar um fardo de condenação, que traz consequências e destruição (Jn 1:12), que te acusa a todo instante e na palavra diz que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1) e Ele nos conservará firmes para que no dia da volta não tenhamos culpa de nada (1Co 1:8). 

É fato que todos erramos, mas devemos persistir na tentativa de não errar mais uma vez. O processo de mudança é contínuo. Eu sei que parece estranho, mas muitas vezes por não assumirmos isso, acabamos colocando a responsabilidade nas coisas e pessoas que estão ao nosso redor, não tentamos mudar a situação, tendemos a sempre colocar sobre o outro, por ser mais cômodo. O poder de mudança está sobre nós.

Que fique bem claro que assumir o erro não é aceitar que aquilo faz parte de você. Se você fizer isso também não gerará mudança e isso pesará sobre os seus ombros. O processo inclui arrependimento. Esse era meu problema ("era" porque não aceito mais ele fazendo parte da minha vida, é tudo uma questão de posse), era muito autocrítica e isso me deixava super mal, parecia que todos os dias havia um dedo acusador sendo apontado para mim. Agora, assumo meus erros, mas não deixo que isso seja maior que eu, enfrento o erro e tento não errar mais.

Jesus não te acusa, nem te condena, pelo contrário, Ele te liberta, tira o fardo pesado e coloca o dEle que é leve. Foi pela cruz que toda condenação foi revogada, pelo sangue do cordeiro fomos lavados e purificados. Por isso, só Ele pode te ajudar e dar forças para enfrentar todos os seus erros e te moldar segundo os padrões dEle que é perfeito.

Depois de eu ter escrito tudo isso, eu recebi uma notificação de vídeo do Dunamis sprints com o Eduardo Nunes e ele falou sobre a diferença entre culpa e arrependimento que corroboram com tudo o que veio ao meu coração enquanto escrevia essas palavras, por isso acho que vale a pena dar uma olhada.

Quem é você?


Esse é o texto que representa boa parte do meu 2018, foi um ano de descobertas e de encontro comigo mesma, inclusive a maioria dos trechos foi escrito durante essa fase. Estava cheia de perguntas, volta e meia eu me questionava sobre alguma coisa diferente da vida. E então fiz um curso onde eu conhecia praticamente ninguém e me vi obrigada a dizer quem eu era. Mas "quem sou eu de verdade?"

Eu poderia começar falando sobre a minha idade, meu estilo de vida, talvez dizendo que sou uma pessoa organizada, que faço faculdade de Nutrição, mas isso não diz quem eu sou. Na verdade parece ser uma pergunta bem difícil de ser respondida, concorda? Sim e não. O que está na Terra não consegue me descrever por completo, descrever o ser humano é algo bem complexo.

Na faculdade, a gente aprende e chama o homem como um ser biopsicossocial, que deve ser visto além de suas características biológicas, psicológicas, sociais e por aí vai. Nós somos seres complexos para os homens. Eu como estudante da área de saúde que estudo e - tento - entender o corpo humano, reconheço que a estrutura é uma perfeita biologicamente, diversos mecanismos, vias metabólicas, compensatórias e etc, é maravilhosa. E depois entramos no aspecto social e vemos ainda mais complexidades relacionadas a nós, as relações entre humanos, o comportamento perante a sociedade e os significados e simbolismos presentes em coisas que nos rodeiam. E então, o aspecto psíquico, onde nossa mente está cheia de questões das mais bobas e aleatórias para questões sérias que ainda não foram encontradas as respostas, e muitas batalhas internas que nos desestabilizam e afetam o social também.


Mas sabe de uma coisa, quando lemos a respeito da nossa criação parece ter sido tão simples. Repare, em Gênesis, quando a formação do homem é descrita, parece que foi tudo muito rápido. "E Deus formou o homem do pó da terra e soprou em sua narinas o sopro de vida", a gente lê essa frase em segundos, e isso carrega tamanha magnitude. Uaau! Parece que a criação do homem, essa criatura complexa, demoraria bem mais que alguns segundos. Deus criou o homem em um dia (que a gente nem sabe se esse dia tinha 24 horas mesmo), um dia inteirinho dedicado para a criação do homem, a criatura que seria à imagem e semelhança dEle, creio que Deus teve muito cuidado, carinho e concentração quando nos criou. Então chegamos a conclusão que somos criaturas dEle, mas será que é só isso? 

Você sabe quem é você? 
Ou você acha que sabe? 
Ou você é o que as pessoas dizem sobre você?

Eu tenho reparado em alguns detalhes da minha vida e me questionado por diversas vezes se aquilo que eu acho que sou é a realidade, e percebi que muitas coisas que eu fazia eram porque pessoas ao meu redor me diziam que eu era e eu as aceitei. Eu não estou dizendo - apenas - de coisas ruins, eram bons elogios relacionados a minha personalidade, à minha inteligência, desenvoltura e etc. Ao longo do tempo fui me moldando a esses padrões e aquilo que era meu de verdade, trancava numa caixinha e ninguém sabia desses detalhes. Resultado: muitas atitudes não condiziam com aquilo que eu realmente sou na essência. Algumas atitudes sim foram ótimas mudanças e começaram a fazer parte de mim, entretanto, outras eram máscaras. que escondiam a verdadeira identidade.

Tenho me descoberto a cada dia. E para algo ser descoberto é necessário retirar o "objeto" que está em cima e que o esconde. E tem sido assim, tenho me livrado daquilo que não é meu, das críticas, das opiniões alheias que não condizem com quem eu sou e que Ele diz sobre mim, me encontrando cada vez mais. Ao longo do tempo, algumas coisas vão tomando outras formas e o meu ser é moldado, afinal, a gente nem sempre mantém a mesma opinião para o resto da vida e somos imperfeitos. Então, amadureço. E eu vou me despindo dessas coisas velhas, me reinventando, me renovando.



Em meio a essa fase eu me encontrei com uma missionária (Alô Amanda!!) que com muito carinho me deu uma arte escrito "identidade". Não, ela não sabia o que eu estava passando e liberou palavras preciosas sobre a minha vida, que me ajudaram a prosseguir o caminho e me conhecer cada vez mais nEle.

Descarregamento de informações

Foto improvisada 
Olá! Como vai?

Eu sei, eu sei, muito tempo longe, mas uma coisa que esse blog já está acostumado é viver de hiatus. Apesar desse tempo todo sem postar, não parei de escrever, só não tive tempo nesse ano para amadurecer os textos que me ocorriam. O fato é que agora que estou de férias (posso ouvir um 'amém'?) consegui dedicar um tempo para isso, então alguns dos próximos posts serão textos "antigos", que o problema já foi superado e resolvido, mas acho que valem a pena serem postados.

***

Antes de eu querer escrever sobre algo específico, preciso desenrolar algumas coisas. Minha mente tá uma confusão. Não estou conseguindo sair do lugar.

No geral, eu me considero uma pessoa organizada, motivada e inspirada, mas nem sempre consigo colocar em prática tudo que passa na minha mente. E percebo que isso tem refletido na minha vida, no meu quarto, na faculdade, no meu home office, e por aí vai. Toda essa bagunça, seja o armário cheio de roupas, as bolsas que ficam rolando de lá para cá, os papeis que estão espalhados na mesa, tudo se perde e esconde o que é importante de fato. A todo momento eu preciso me desfazer de alguma coisa, de renovar outras e de liberar espaço. Já assumi que sou uma acumuladora de tralhas, e não estou falando apenas de coisas físicas.

Na minha mente se passam mil coisas ao mesmo tempo, até coisinhas pequenas são consideradas preocupações, como tarefas que poderiam ser adiadas, ou uma mensagem que poderia ser respondida depois. Essas coisas se confundem no meio das ideias. Eu acho que talvez aquele pensamento seja uma ideia, mas na verdade não é, sendo apenas uma preocupação boba que fica me atormentando. Não sei bem qual é a solução para isso, nem mesmo o que pode estar causando essa bagunça, só sei que quero resolver o quanto antes.

É necessário esvaziar a mente desses pensamentos, liberando espaço para as ideias, para boas memórias e para o que vale a pena.

Perdão caro leitor, sei que não tem nada de interessante nas palavras acima, não tem nenhuma lição de moral, nem uma dica para a vida. Lamento você ter lido até o final, mas precisava deixar registrado que minha mente geralmente é uma confusão, só que isso você já deve ter percebido faz tempo.

Confesso que de tão bagunçado tive de reescrever várias vezes para seguir uma linha de raciocínio. Nesse meio tempo, o Pai me lembrou e lembra toda vez que me encontro nessa situação confusa e cheia de preocupações do seguinte versículo:

Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês. (1 Pedro 5:7)

E mais uma vez me vi vulnerável na presença dEle, dependente do Seu amor que tem me feito olhar para dentro e ver que sem Ele eu não sou nada, eu sou confusa, mas Jesus me organiza, me dá descanso, me acalma e coordena a minha vida.

A arte e a adoração


Eu sou uma pessoa criativa. Sempre achei isso. Sou movida pela arte, e é por qualquer tipo de arte. Desde pequena eu gostei de ler e escrever, essa é, realmente, a minha praia. Quando meus pais compraram uma câmera digital, então, eu pude fotografar tudo que via pela frente. Depois me encontrei na dança, uma das minhas maiores paixões atualmente, me envolvi com o teatro, circo e até frequentei aulas de violão, além de gostar muito de cantar, e tenho gostado de fazer alguns rabiscos, sejam eles algumas folhas, flores, ou palavras com fontes diferentes. Mas faz um tempo que eu estou, digamos dessa maneira, estacionada.


Eu tenho saudade de escrever sobre tudo, de colocar alguma ideia ou projeto no papel, de sair "lá fora" apenas para observar, de registrar cada movimento de uma formiga e tentar adivinhar o que ela estava pensando, de encontrar algo bonito aos meus olhos e fotografar de todos os ângulos, de dançar na cozinha porque está tocando uma música incrível, enfim. Por que eu estou dizendo isso, afinal? É nesse momento que eu quero te fazer refletir. Qual o sentido desse talento todo se não expressado ao mundo? Não digo que eu sou uma pessoa cheia de talentos e deveria ser conhecida por todas as pessoas, pelo contrário. O talento não é meu. Eu acredito que esse amor pela arte não é meu. É dELE. E de alguma forma eu sinto amor pela arte porque toda arte O adora.

A escrita, a fotografia, a música, a dança, o teatro, o desenho, a pintura, tudo isso O adora, e nós carregamos isso dentro de nós, porque Ele colocou isso dentro de cada um de acordo com a sua personalidade e jeitinho de ser. E, indo ainda mais além, somos adoradores, ou seja, não é uma questão de ter essas "coisas" dentro de nós, mas de ser aquilo que Ele planejou que nós fossemos - adoradores. Adorar em tudo o que fizermos e com todo o nosso coração. 


Foto: @tacifoto
Eu estou escrevendo isso aqui mais para mim do que para você do outro lado da tela, acredite. Eu precisava entender que não devo enterrar esses talentos, Ele os confiou a mim porque pretende que eu faça alguma coisa com eles. E como disse, a intenção não é fazer o meu nome conhecido, mas sim o dEle. A arte é a chave que manifestará a glória de Deus aqui nessa Terra. E para que isso aconteça, cabe a mim fazer alguma coisa, eu não posso estacionar.

Durante todo esse tempo afastada, pensei que tinha acabado de verdade. Continuo cantando e dançando, e algumas pessoas me veem fazendo isso, continuo escrevendo mesmo que apenas orações, mas tinha guardado essa parte só para mim e entendi que não é bem assim. Também entendo que não voltarei a ativa por aqui de forma integral, porque eu conheço minhas responsabilidades, mal tenho tempo para algumas coisas básicas, imagine editar uma publicação do jeito que sou crítica com cada detalhe? A ideia é não deixar morrer, por isso tenho contado com pessoas maravilhosas que Deus tem colocado ao meu lado para me incentivar, sou muito grata por tê-las comigo.

“A essência de toda arte bela, de toda grande arte, é a gratidão.” Nietzsche


"Deus nos salvou e nos chamou para sermos o seu povo. Não foi por causa do que temos feito, mas porque este era o seu plano e por causa da sua graça . Ele nos deu essa graça por meio de Cristo Jesus, antes da criação do mundo." (2Timóteo 1:9)


Estou enferrujada, eu sei, faz uma era que eu não coloco os neurônios para funcionar, isso quando se trata de escrever aleatoriedades que não sejam sobre a faculdade. No entanto, acredito que seja como andar de bicicleta, dá um a travada no começo, mas depois você reaprende. E no momento eu me encontro em meio a tanto ócio que precisava mexer alguma coisa, e resolvi que seriam os dedinhos. Aliás, creio que esse assunto será abordado mais vezes por aqui. Até a próxima!

Por que precisamos compartilhar tudo?

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Olá pesoal!!! 

Cheguei a conclusão de que eu não sirvo para ser blogueira, demorei cerca de um ano para publicar algo novo por aqui e descobri que não tenho vocação, para trabalhar com isso, além de dar muito trabalho (plataforma, template, conteúdo, fotos, edição, e por aí vai) é expor a sua vida.

Acabei de ler meu primeiro (e último) texto de 2017 e quase mudei a data da publicação, pois era basicamente a mesma coisa que ia escrever por aqui, então aproveita e dá uma lida nele. É incrível como essa época do ano faz com que a gente sinta necessidade de renovar, limpar algumas áreas da nossa vida e até mudar algo que nos incomoda. Muitas vezes, quando voltamos das férias, esse sentimento acaba e voltamos às velhas e nem sempre boas atitudes.

Resultado de imagem para o felipe guga adeus ano velho
Aliás, não podia deixar de agradecer a Deus pelo ano maravilhoso que foi 2017, não deixou de ser difícil, mas foi cheio de realizações, trabalho, alegria, e muito amor. Tive oportunidade de mudar a aparência, de conhecer alguns lugares e pessoas novas, conclui mais um ano de faculdade o que me deixa bem feliz, já que ela toma quase todo o meu tempo e disposição. Diversas pessoas estiveram comigo e sou grata pela existência de cada uma na minha vida.

Enfim, 2018 chegou e mais uma vez eu trago meus devaneios. Como será que essas blogueiras conseguem compartilhar quase toda a vida delas na internet? Sério. Qual é a graça de conhecer uma pessoa nova, por exemplo, se toda a sua vida já está exposta nas redes sociais, basta "dar um Google"? 

Eu tenho refletido muito sobre isso pois sou viciada em redes sociais, principalmente o  Instagram, entretanto, essas coisas têm me cansado. Qual é a finalidade de compartilhar tudo? Eu sei que o ócio nos leva quase arrastados para essas ferramentas, e não tem problema algum tê-las, mas acho que eu já estava ficando muito estressada devido à quantidade de informações que eram jogadas na minha mente por dia. Escolhi um pouco de silêncio, reduzi o tempo de redes sociais, desativei notificações, publiquei cada vez menos stories e fotos no Instagram, até parei de escutar músicas por um tempo. 

Tudo isso para focar no que realmente importa, conversar com Deus, ler livros pendentes, estudar um pouco mais, conversar com as pessoas que estão ao meu redor e dar um descanso de qualidade para a mente e corpo.
Resultado de imagem para 2018 o felipe guga
O que estou tentando dizer é que existe um mundo real fora das telas de celular e computador e está muito além de fotos que combinam com o feed, que não representam quem você é de verdade. A vida não se resume ao seu perfil, nem mesmo às curtidas, é muito melhor e pode estar ao seu alcance se desprendendo da conexão virtual. Se conecte com o mundo real.


Obs: Eu sei que provavelmente o blog desapareça com o tempo, enquanto houver necessidade de escrever eu estarei aqui, nem que seja uma vez por ano, nunca se sabe.

Mais de Ti. Menos de mim

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Mais uma vez em frente ao computador sem nada em mente, até que me ocorre uma oração, e meu coração está palpitando com ela na ponta da língua, ou na ponta dos dedos:

Oi, pai. Eu não devo ser a melhor filha, mas eu só fico imaginando a quantidade de filhos nesse mundo, e quantos ainda não reconhecem o Pai que eles têm. Isso me entristece de certa forma, e acredito que foi por isso que o Senhor colocou esse desejo no meu coração de passar aquilo que você me diz e me toca. 

Cá estou eu, tentando fazer aquilo que Tu desejas, porque o Senhor bem sabe que não sou perfeita e erro. Mesmo assim, você sabe que eu sempre quis ser a melhor em tudo, você me conhece, em quase tudo que fiz me esforcei para ser reconhecida por pessoas que eram importantes para mim. Ter esse reconhecimento é uma das melhores sensações que existem, com ela surgem a auto confiança, alegria, e também o orgulho. 

Eu construí o orgulho por muito tempo dentro de mim, tanto que não me permitia mais receber críticas, de errar. Acredito que ter orgulho daquilo que você faz não é errado, até certo ponto. Eu sei, pai, que devo ter passado desse ponto em vários momentos da minha vida, ele me levou a um lugar tão alto que eu podia enxergar quase além do horizonte. 

Então eu reconheci que era alto demais, pai. Eu vi que se continuasse subindo alguma hora eu ia cair, e essa queda com certeza seria fatal, ou se por um milagre eu sobrevivesse, teria de juntar mil pedacinhos por todos os lados. Eu pensei bem pai, eu não deveria estar ali, mas estar ali era bom, como eu disse, "uma das melhores sensações", todo mundo podia me ver e até você, principalmente você.

Entretanto, eu sei que o Senhor sonda o meu coração e não se alegra de corações orgulhosos, talvez eu tenha feito um pouco de birra nessa hora, mas eu reconheci o que era certo, reconheci a verdade, por causa do Teu amor. Como esse amor me constrange. "Tudo bem, Senhor, eu quero retornar ao meu lugar, me leva de volta para a terra firme, para onde não há altura que eu possa cair", foi o que eu disse me encontrando de joelhos e lágrimas nos olhos. Me humilhei mais ainda, sabe pai, doeu bastante, ter que largar o orgulho, o que me deixava alegre, o que me motivava. Foi difícil, mas quando levantei os olhos, eu pude entender o que você queria me ensinar. 

A minha alegria e motivação de cada dia não deveriam ser por causa dos meus feitos, não deveria me basear nas minhas ações, porque eu erro e se eu estiver firmada nisso de certo me frustarei. Ser humilde me mostra que o Senhor será o motivo da minha alegria, a minha força, a minha esperança de todos os dias, tudo posso encontrar em Ti e não há necessidade de limitar os meus olhos apenas para mim, quando eu posso olhar para você que é mais do que perfeito. E eu não precisarei de mais nada, porque eu já tenho o Tudo.

Eu reconheço, pai, que mesmo depois de tanto tempo contigo, o orgulho era uma das coisas que ainda estava em mim, e você fez com que ele mesmo se dobrasse, porque o Senhor sobressaiu na minha vida. Ah, ainda tenho tanto a aprender, só estando ao seu lado para entendê-lo, pelo menos um pouco. Quero te conhecer mais, pai. Conta mais uma vez a Sua história de amor pela humanidade. Eu amo tanto ouvir, por mais que me doa o coração ter de imaginar o sofrimento. Você é tão bom comigo. Obrigada por me corrigir, por me aceitar e me amar, mais uma vez. 

Eu quero retribuir, então cá estou eu, compartilhando do Seu amor, para outras pessoas, tentando fazer algo que Te agrada. Te amo, pai, e quero amar cada vez mais.


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