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bem vindo 2024

 
Quase dois anos sem publicar nesssa rede, pensei que não fazia mais sentido trazer nada para cá, embora eu continue escrevendo reflexóes nos meus caderninhos. Só que eu recebi um aviso que me deixou coinvicta ser a  voz do Espírito Santo, sobre não enterrar um talento ou então uma ferramenta que Ele mesmo colocou nas minhas mãos desde a adolescência - esse espaço aqui.

Eu achei que compartilhar escritos e refelxóes não chegaria em ninguém, e seria um trabalho um tanto inútil, mas só Deus sabe sobre isso, o que eu preciso é fazer.

Um dos meus defeitos é querer deixar tudo perfeito, sem erros, sem defeito, só que até eu ter a perfeição em minhas mãos eu não chegarei a lugar algum. Por isso, resolvi que esse ano não vou me demorar em um único projeto, seja ele um texto, uma peça, uma coreografia ou o que for. Vou buscar finalizar, tendo um prazo bem definido. 

Me conheço, sei que sou uma pessoa de projetos inacabados, então é hora de finalizá-los, ou então se estiver inacabado e eu não quiser terminar, que seja considerado como concluído, entrega do jeito que tá. 

Escrevo isso até rindo da minha própria cara, pois sei que é um processo difícil para mim.

Li esses dias sobre um conceito de jardim social e pelo que entendi é justamente ter um ambiente que possa compartilhar processos em vez de produtos finais, sabe? Em vez de postar a arte finalizada, mostrar o projeto, os rascunhos, os erros e eu achei isso bem interessante.

Compartilhar os processos mesmo que quando dão errado é ser vulnerável. Ser vulnerável não quer dizer ser fraco, pelo contrário, é ser muito forte e corajoso. E quero transformar ainda mais esse ambiente em um lugar que dê para ser mais "eu mesma", compartilhar os mini projetos até os mais grandiosos e se isso te inspirar em algum ponto da sua vida, o propósito já tá mais do que concluído. 

Que 2024 seja leve como a folha levada pelo vento, será um ano incrível.

Esgotamento criativo?

Foto: Pinterest

03/09/2021

Essas duas últimas semanas foram meio estranhas por aqui! Para falar a verdade, não sei se foi as duas últimas semanas ou se foi algo de repente. É que eu entrei num colapso interno de ansiedade esses dias e isso deu uma bagunçada na minha rotina. Senti uma enorme vontade de desistir de várias coisas, mas a ideia de que eu não poderia desistir começou a brigar dentro de mim e fiquei desestabilizada.

Teve um dia que coloquei a culpa no frio, "porque eu não me sinto produtiva no frio", mas depois comecei a colocar a culpa na minha desorganização, na minha casa, no meu sono, em tudo. E sem solução encontrada. Até arrisco dizer que se tudo isso estivesse ok ou perfeito, o sentimento ainda estaria aqui.

Eu sempre tenho esses momentos e é como se meu corpo e mente suplicassem por uma pausa. Pausa da vida corrida, das notificações do meu celular, da necessidade de produzir conteúdo. Isso tudo cansa. Tem certos momentos que queria só ser eu mesma, sem necessidade de "prestar contas".

Tem uma música nova que o Kadoshi vai dançar, até já começamos a criar a coreografia dela, e a coloquei para tocar, mas eu não queria dançar a coreografia, eu queria dançar qualquer coisa, que meu corpo conduzisse os passos espontaneamente. Eu poderia ter terminado e coreografar? Poderia. Mas naquele momento eu só queria dançar.

E hoje eu conheci uma música nova que me fez ter vontade de criar algo. Até comecei a ensaiar uns passos de acordo com o que sentia, mas logo desisti depois de querer gravar. O peso de ter um vídeo artístico na dança é demais para mim.

Tive que usar muito minha criatividade e acho que fiquei cansada! Faz parte. 

salto temporal

12/03/2022

Estava lendo o livro Despertar Criativo de uma das minhas musas criativas Fernanda Longoni e sua irmã Amanda Longoni, e me deu uma vontade de criar. Coincidentemente, resovi reler alguns rascunhos aqui do blog (vocês não tem noção do quanto tem por aqui) e cai nesse relato do ano passado. O mais louco - ou incrível, depende do seu ponto de vista - é que no livro retrata muito sobre colocarmos no mundo nossas ideias, compartilhar para que outras pessoas possam se identificar e se conectar com aquilo que foi criado. 

Como você acabou de ler meu relato pode perceber que eu fiquei com certo receio de fazer um vídeo de dança pois coloquei um peso do perfeccionismo em cima disso. E tenho percebido que tem sido uma constante por aqui, por mais que meu discurso seja anti-perfeição na maioria das vezes, algumas coisas ainda são difíceis de não gerar altas expectativas. 

Uma das coisas que as autoras retratam no livro é sobre a resiliência em terminar o que está criando, pois muitas vezes finalizar um projeto, uma história ou uma arte é mais difícil do que parece. Quando definimos que algo terminou não há a possibilidade de "melhorar" aquele projeto, pois nunca estamos satisfeitos com aquilo que produzimos. È mais fácil ter um projeto que não batemos o martelo sobre seu fim e poder "melhorá-lo", do que finalizar algo que achamos não estar bom o suficiente. Segredo: nós nunca vamos achar que está bom o suficiente.

Como por exemplo, esse texto. O meu relato estava largado nos rascunho assim como tantos outros, mas hoje eu resolvi finalizar, mesmo 6 meses depois de tê-lo escrito. Se eu acho que agora está perfeito? Longe disso, mas pelo menos finalizei.

No final das contas, o esgotamento não é criativo, mas sim das autocobranças que nos paralisam, e nos fazem sempre parar na metade, ou mesmo um pouco antes do final, pois elas geram medo e inseguranças. E eu cansei mesmo delas.

Agora me diz, devo trazer uma resenha mais completa sobre o libro Despertar Criativo por aqui? Comenta aqui embaixo.

Sim, eu ainda tenho um blog - e descobri um monstrinho

Foto: Pinterest

Ok, vou ser sincera que esse movimento de voltar toda fez que eu estou de férias já é um padrão e não consigo sair desse looping. Toda vez eu chego aqui com aquela vontade de fazer acontecer, que esse ano será diferente. Apareço por algumas postagens e... puf! Sumo por 6 meses. 

Já aceitei isso!

O que eu não aceito é eu deixar a escrita de lado sendo que é uma das formas que eu mais gostava de me expressar, hoje em dia eu danço, mas sou crítica demais para colocar isso no mundo. Um dia eu chego lá.

Esses dias comecei a ler um livro sobre escrita criativa: "Escreva essa ideia! Guia de escrita criativa: Dicas de como escrever e publicar o seu livro" - C. Nan Bianchi. E desde a primeira página estou sentindo como se houvesse um monstrinho dentro de mim dando umas saltitadas querendo sair desesperadamente.

É o meu monstrinho criativo. Vamos chamá-lo de ... me ajudem a escolher um nome, porque ele não tá me ajudando a ser criativa agora.

Ele tem me deixado algumas noites sem dormir, porque fica me dizendo que eu o tenho deixado de lado e apenas tentado uma carreira numa profissão pelo status. O que não é verdade. Eu gosto da minha profissão, só não encontrei a forma de exercê-la do jeito que eu gosto e me sinta plena de verdade. 

E discordo que o tenha deixado de lado, olha quantas coisas eu fiz em 2021, mocinho: Voltei a fazer aula de dança, tenho até arriscado fazer uns videozinhos para o Youtube - se quiser rir pode ir lá ver -, fora a aquarela e colagens (que precisam melhorar, eu sei), mas dizer que eu tenho o colocado de lado é um pouco exagerado.

Ok, talvez em alguns momentos eu tenha sido absorta no dia a dia pelo trabalho, pela ansiedade, e problemas internos com essa questão de senso de capacidade e afins, ainda não me enxergo como profissional, embora já esteja indo para o meu 2º aniversáro de formação. Inclusive, curiosidade aleatória, minha formatura será mês que vem! Sim, dá para acreditar? Ok, voltemos ao foco.

Será que uma nutricionista pode ser criativa e metida a artista? Óbvio que sim, tenho nem dúvidas disso, mas o sentimento é que minha alma anda dividida nesses dois mundos, por isso tenho tentado juntá-los, ou aquarelá-los, sabe? 

Não entendeu, né?

Eu ando assistindo tantos vídeos de aquarela que às vezes acho que tenho o direito de fazer piadas com isso - pelo jeito não né Jéssica -, mas eu explico: 

Numa aquarela usamos água e tinta, os dois juntos, dependendo da quantidade se tornam uma coisa só. A tinta precisa da água para se espalhar. E conforme vamos pintando, podemos fazer camadas, com outras cores, ou então com a mesma cor, só que com tons mais claros ou escuros. O que eu quis dizer com toda essa explicação - que nem sei se ficou clara - é que eu posso juntar as minhas habilidades num único desenho - digo vida -, ou não. Não existe regra. Esse é o legal da aquarela.

E de uma coisa que eu gosto é de saber várias coisas (essa frase ficou engraçada ou no mínimo cacofônica - Pedro corre aqui), embora possa ser superficial em alguns aspectos, nunca é tarde para aprofundar. Por isso eu estou aqui de novo - sem promessas, ok? - tentando resgatar esse hábito de escrever. O que já tenho feito num diário, que não é tão diário - tem dias que me esqueço de escrever - e o exercício tem sido bem proveitoso.

É assim que eu começo 2022, e como você começou o seu? 

Ps: Monstrinho me disse seu nome: Espírito Santo e Ele mandou lembranças. :)

Até o próximo post <3

Me expressando

Foonte: Pinterest
Por muito tempo esse espaço foi um local de refúgio para mim. E volta e meia eu venho aqui para me reconectar com a sensação de segurança e abrigo que ele me proporciona. Apesar de saber que, atualmente, as pessoas não consomem tanto conteúdo em texto, ainda mais em blogs. Eu continuo insistindo.

Só de pensar nisso me bate uma saudade da era que os blogs estavam em alta. :´)

O meu objetivo não é falar de mais um assunto que me incomoda, ou fazer mais um texto reflexivo sobre a vida (talvez sim) mas de um tema que me anima. Expressão.

Nunca fui muito boa em me expressar, ou pelo menos não do jeito "convencional". Mas aprendi que a comunicação faz parte da personalidade de cada um e deve ser trabalhada de acordo com as necessidades e as particularidades do ser chamado humano.

Eu sempre gostei de usar a arte como forma de expressão dos meus sentimentos. A escrita foi a primeira, depois vieram a dança e o teatro. Admitir que o que eu fazia - e faço - é arte e que sou uma artista (incompreendida) foi um processo argiloso, mas como podem ver, não é mais uma questão tão problemática para mim.

Não é sobre fazer arte ou não, mas sobre expressão. É mais fácil, para mim, encontrar formas de dizer o que estou sentindo com uma dança espontânea do que em palavras. Ou escrever do que dizer, embora nas duas ações abusem das palavras.

Desde que iniciei a blogar, os meus objetivos em compartilhar foram mudando. No início eu queria fazer parte do hype dos blogs, e era bem legal a sensação de comunidade que havia por aqui. Hoje em dia é mais uma terra de ninguém, que de vez em quando aparece um perdido - que eu tenho plena convicção que jogou o meu nome no Google e caiu aqui de paraquedas. 

O fato é que eu gosto daqui, sempre gostei, gosto de escrever palavras soltas na tela em branco. Mas não é só isso, eu gosto de tentar "ensinar algo" ou compartilhar alguma coisa bacana (alguém ainda usa esse adjetivo?), ou ainda escrever histórias, por mais que não estejam muito mais no meu cotidiano, por que não?

A Jéssica de 2012, 14 anos, que estava entrando no ensino médio, criou o blog para publicar textos "profundos" sobre suas desilusões amorosas, fotos inspiradoras de gatinhos e resenhas de livros enormes que lia é completamente diferente da Jéssica de 2021, 23 anos nas costas, nutricionista, empreendedora, metida a tiktoker e com algumas responsabilidades nas mãos. 

- O que essa Jéssica publicaria? Eu não sei... ainda.

*Já aviso que não vou publicar dicas de nutrição, porque isso eu já faço em outro espaço (obrigada). Se quiser acompanhar só clicar aqui

Talvez essa outra fase seja para falar dos perrengues e brilhos do empreendorismo e fazer resenhas de livros "técnicos"? Provavelmente sim, mas sem perder a essência da Jéssica que amava uma história romântica, que fazia reflexões e desabafos sobre a vida e seus sentimentos. 

Eu cansei de dividir essas duas veersões, por isso o mashup aparecerá mais vezes nessa página.

Para finalizar, eu acredito que tenha dado para entender que quero me reconectar com aquilo que eu sempre gostei de fazer, que é me expressar, seja através de um texto, ensinando, compartilhando algo que li, sem aquela obrigação, mas com o coração aberto para aprender coisas novas e me desapegar um pouco de alguns formatos que eu mantive em todos esses anos.

Esse espaço continua sendo um refúgio para mim e fico muito feliz dele crescer e evoluir junto comigo. E fico feliz de ter você aqui acompanhando esse processo. Obrigada.

Favoritos?

Photo by Christin Hume on Unsplash

Esse post é um daqueles que ficaram nos rascunhos e que eu acabei me esquecendo, mas gostei da reflexão, mesmo depois de 2 anos e meio de ter escrito. (11/dez/18)


Nesse momento estou escutando V E R do AMEN JR e relembrando o show maravilhoso que aconteceu em Curitiba no dia 07/12/18 e depois desse show muitas coisas aconteceram

Estava olhando alguns arquivos antigos, como a minha lista de favoritos do Google. E me deparei com algo que até então não tinha parado para pensar. Algumas coisas da minha adolescência eu comecei a entender só agora. Eu tinha dificuldade de diferenciar o que era favorito do que era apenas uma coisa legal que eu vi na internet. Quando eu via um site legal já adicionava nos favoritos para não perder, se eu procurava alguma dica sobre determinado assunto, também salvava, algum produto que eu queria muito entrava na lista.

E assim a minha lista ia aumentando a cada dia, eu criava pastas e subpastas para cada área da minha vida tentando deixar tudo de forma organizada. E mantive essa lista enorme de favoritos no meu computador por anos, algumas vezes eu passeava por ela dando adeus para alguns links, mas ela continuava enorme.

Dessa forma, isso me fez refletir. Sempre tive dificuldade de separar as coisas, de criar "prioridade" Por exemplo, quando estava no ensino médio eu incluía todas as pessoas que conversavam comigo no colégio no campo "amigos", mas na verdade a maioria não sabia nada sobre mim nem eu sobre eles, entende? Na época, talvez eu fazia isso por insegurança de ficar sozinha. Não que tenha mudado muito do que sou hoje.

O ponto é que talvez você seja parecido comigo em algum aspecto da sua vida, não tem separado tudo de forma correta e tem sentido algo como sufocamento. Pois é, eu me sinto por várias vezes assim em relação a muitas coisas, mas tomo consciência de que eu me sobrecarreguei, e não foi só de trabalhos, conteúdos para estudar, papeis no meu quarto, mas também de pessoas que para mim eram melhores amigos, de conceitos sobre minha personalidade, meu estilo de vida, autocrítica, sobre tudo. E agora eu percebo que já passou da hora de mandar embora aquilo que não condiz com quem eu sou.

O que eu estou dizendo aqui, não é para você eliminar as pessoas da sua vida, mas encarar as pessoas como pessoas e dar valor àquelas que estão realmente próximas, que te dão importância, que te conhecem. A gente já sabe muito bem que é impossível agradar a todo mundo, e com uma infinidade de pessoas ao seu redor com certeza não vamos agradar a todos. 

Nesse momento, além de escrever esse texto estou eliminando boa parte dos favoritos, assim, como me livrando de alguns rascunhos antigos, tô me sentindo bem melhor, tenta você também.

Talvez essa seja para você

Photo by Benjamin Lyngsø on Unsplash

Se tem algo em que a escrita é util é o poder dela nos trazer a memória o que traz esperança. Já dizia Jeremias lá em Lamentações 3:21. Aliás, o livro de Lamentações nada mais são do que murmúrios, reclamações, maas, em meio a esses murmúrios há a esperança. 

Me vi como Jeremias ao ler meus textos antigos. Como pode né? Deus é tão bondoso que usa até o nosso eu passado para falar com o eu futuro.

É por isso que Deus é atemporal. Alfa e Ômega, Princípio e Fim. 

Depois de uma crise de choro ~ que durou uma hora, diga-se de passagem ~ onde a dor que era tão grande, eu precisava escrever algo, mas Deus me levou aos antigos escritos e me mostrou em poucos minutos o quanto Ele se importa comigo. 

Eu estava desesperada. O motivo? Bom, me sentia sozinha, desvalorizada e sentia que não tinha ninguém para me ouvir e ser meu confidente. Ora, ora, se não é o mundo dando voltas? 

Caro leitor, eu tenho fé que essas palavras possam trazer paz ao seu coração, e caso você seja meu eu futuro, saiba que Ele já te consolou, que por mais que os sentimentos venham à tona, o mundo pareça ir contra você, é possível sim encontrar esperança na tristeza.

Veja bem, lembre que Ele guarda cada lágrima, eu não disse algumas, uma ou outra, eu disse CADA UMA de suas lágrimas num potinho ~ embora eu ache que seja uma bacia hahah.

Lembre-se que você não está na Terra para agradar aos homens e mulheres que existem e convivem com você. E é fato que vai se chatear com alguma palavra mal direcionada, alguma acusação sem base, mas fundamente-se ainda mais na sua identidade, posicione-se e não vitimize seus sentimentos.

Como diz nosso querido Marcos Almeida: toda dor é por enquanto. Essa tempestade vai passar, confia. 

Pisquei... é fevereiro! (ô ô ô)

Photo by Kawin Harasai on Unsplash

Confesso que o título desse post foi cantado ao som de Ivete Sangalo. E eu nem escuto Ivete. 

Todo ano eu começo com um post de boas vindas, só nesse que não rolou. Não sei bem porquê não o fiz, talvez por querer me dar um tempo disso tudo, mas eu não sou muito boa em desapegar.

Hoje eu estava organizando algumas pastas no Notion (o melhor app de organização para mim até agora - olha que não é publi) e me deparei com um cantinho levando no título o nome desse blog. O local estava meio deprimente, desorganizado e cheio de teias de aranha, no entanto, só essa atividade de ter entrado nessa página me animou a vir aqui e falar sobre alguma coisa que eu não sei bem ainda.

Tenho percebido que desenvolvi um gosto por temas aleatórios, sem muito nexo, mas que fazem completo sentido em algum lugar na minha cabeça. Bom, como isso aqui não tem uma linha reta, tenho que dizer que fazia tempo que não tinha uma semana tão parecida com as semanas que eu tinha pré pandemia como essa está sendo.

E eu amo isso. O único detalhe que diferencia é a máscara na cara, o 'álquingel' e toda essa história de coronavírus que já tem seus dias contados (amém?). Fora isso, nem parece que estamos numa pandemia. Isso porque tenho traalhado bastante, dançado, estudando muito, ou entãoeu me acostumei com essa rotina e não me lembro mais como era uma semana "normal" pré pandemia.Vai saber.

Já comentei diversas vezes aqui que gosto da correria, embora eu me sinta um caco esmiuçado no final do dia, gosto de me sentir produtiva e útil para os ourtros.

Calma aí que não tô valorizando o esgotamento físico e mental, ok? 
É mais do que importante ter momentos de descanso, comunhão com os irmãos, além de sentir-se produtivo e "ticar" mil-i-uma tarefas durante o dia. 

Uma coisa que essa quarentena me ensinou é saber respeitar os meus limites e sempre olhar para os meus valores inegociáveis. Isso determina minhas prioridades, as tarefas que vou realizar durante o dia, ou o que eu devo deixar de fazer porque ferem meus valores.

Quais são os seus valores? Tira esse tempinho e pensa nas coisas que te definem (não que os outros disseram para você, mas quilo que você reconhece em si mesmo), o que você gosta - de verdade - de fazer, quais hábitos gostaria que tivesse... Vale muito a pena reconhecer aquilo que está dentro de si. Esse exercício é contínuo, mas pode ter certeza que ele clareia muito o caminho da nossa vida.

Enfim, vamos fazer o seguinte, já que eu não tenho "nada" de útil para dizer hoje, vou deixar uma palavrinha que me chamou a atenção no devocional de ontem, tá bom? 
"Quem é o homem que ama a sua vida, que deseja viver muito para ver o bem? Guarda a tua língua do mal e os teus lábios de falarem enganosamente. Aparta-te do mal e faze o bem; procura a paz e segue-a."
Salmos 34:12-14 

Tomara que eu não pisque e seja final de ano, vou me esforçar para ser semana que vem ou então março, tá bom? Até mais. 

Em tempos de quarentena, a moda é ser produtivo


Eu sei que ninguém mais aguenta ouvir falar sobre o tal novo coronavírus. Eu particularmente tenho detestado ligar a televisão, twitter, o facebook, o instagram e me deparar com cada vez mais notícias sobre a pandemia. O excesso de informações tem sufocado, e eu percebo que não é só comigo. 

Depois de tantas informações sobre como se prevenir da doença vieram as "500 formas de ser produtivo na quarentena", ou os "20 exercícios para fazer em casa" ou "10 livros para ler na quarentena" e assim por diante. Eu entendo a boa intenção das pessoas que postam essas coisas e sei muito bem que isso pode incentivar às pessoas a fazerem coisas novas. Mas entendo também que existem pessoas que não se sentem incentivadas, pelo contrário, tudo isso acaba gerando mais ansiedade

Então eu queria te dizer, você não precisa fazer mil coisas só porque os outros estão fazendo (nem deveria). Se avalie e pontue aquilo que faz sentido para você! Se você quer aproveitar para começar a fazer atividade física, ótimo, só não comece com um treino de uma hora no YouTube, comece com 10 minutos de alongamento. Se você quer aproveitar para voltar a ler, não baixe 10 livros e comece a ler todos ao mesmo tempo (essa é para mim), escolha um livro de cada vez. E assim por diante.

Longe de mim querer dizer o que você deve ou não deve fazer, é só um ponto de vista de quem estava passando por isso. Inclusive, eu tenho lido muito sobre rotina, produtividade e saúde mental, ainda mais nessa situação em que nos encontramos. É claro que vejo sim uma boa oportunidade de mudança, mas com calma, sem pressão, um dia de cada vez. 

Esse post já ficou grande demais para um desabafo, mas se você me permite, no próximo eu vou falar um pouco sobre as coisas que têm me dado forças e esperanças em tempos difíceis. Já adianto que a fonte da esperança é Jesus e que Ele não perdeu o controle.

Até o próximo post!

Hoje eu não arrumei a minha cama


Foi um daqueles dias esquisitos que a gente só existe, acorda e levanta tarde, toma café da manhã na hora do almoço e almoça na hora do lanche da tarde, caminha do quarto para a cozinha, da cozinha para o quarto e fica nesse loop infinito até o anoitecer.

Eu não sei bem qual o objetivo desse texto, não sei bem onde ele quer me levar. Isso mesmo, aqui a autora é levada pelo texto e não o contrário. Esses dias eu tenho me sentido meio perdida, desde que a minha rotina foi totalmente transformada, sinto como se fosse um corpo aleatório no mundo e ao mesmo tempo não. Bom, como posso explicar?

Na minha cabeça é como se eu estivesse em férias eternas, no entanto sei que preciso tomar a frente sobre alguns assuntos. Por exemplo decidir a área que pretendo trabalhar, e a minha consciência tem pesado um pouco sobre isso, pois no fundo no fundo eu sei que é necessário fazer uma escolha e planejar algumas coisinhas daqui para frente. 

Ao mesmo tempo, sei que Deus está cuidando de tudo, sabe? É uma certeza que preenche meu coração e que me permite ser feliz e me empolgar com os planos dEle que são extraordinariamente melhores que os meus.

A verdade é: enquanto eu não tenho a resposta, venho com a informação de que não tive nem a capacidade de arrumar a minha cama hoje, mas pode ser que amanhã seja diferente, por isso vamos vivendo um dia de cada vez.

Talvez você não goste de ler isso por aqui, mas vamos relevar que estou de férias eternas e estou me localizando na rotina. Até a próxima.


O texto estava guardadinho, mas foi escrito esses dias, viu? Hoje de verdade eu arrumei minha cama, tem dias e dias né?

Resumo 2° semestre/2019. Que ano!


Demorei né?

Depois de quatro meses sem dar as caras eu resolvi atualizar esse espaço. Me deu vontade de escrever. Muita coisa aconteceu nesse meio tempo e as coisas continuam acontecendo. Eu queria falar de cada uma detalhadamente, mas sei que não vai rolar, me conheço, então vou colocar as coisas em tópicos:
  • Virei obreira dos Artistas de Cristo, ou seja não sou mais estagiária.
  • Passei por mais dois estágios na faculdade, um eu amei e o outro eu não odiei tanto quanto pensei que odiaria, mas graças a Deus terminei.
  • E apresentei o TCC finalmente. Com louvor, graças.
  • Fiz a tão esperada prova do ENADE. Pensei que tinha ido abaixo da média, mas...
  • Minha pontuação me rendeu uma bolsa de 50% em uma Pós-Graduação. E isso foi um baita presente para mim.
  • Percebi que pior que escolher a faculdade, é escolher qual pós graduação. São muitas opções.
  • Assisti um espetáculo de uma companhia de dança maravilhosa, que me fez tomar uma iniciativa...
  • Comecei a fazer aula de dança contemporânea num Studio em Curitiba que já acompanhava nas redes sociais e tem sido incrível. Amo minha professora (Alô Glória Candemil!) e tudo que ela nos ensina.
  • E apresentamos um espetáculo agora no final do ano, foi uma experiência sensacional.
  • Com isso resolvi me alongar mais em casa, embora eu não esteja vendo resultado, sei que está fazendo a diferença de alguma forma, focando no objetivo.
  • Eu e meus amigos fizemos uma conferência na universidade, igual do ano passado, foi incrível mais uma vez.
  • Vou fazer um papel no musical da minha igreja (uma fala só, mas não deixa de ser legal :p).
  • E vou dançar também, como sempre, os ensaios estão a todo vapor.
  • Comecei a assistir Riverdale, eu sei que é uma série adolescente, não é boa, mas não é ruim. Tô na metade da 3ª temporada.
  • Tentei voltar a ler, mas tô meio de saco cheio e perdi total o hábito de leitura
  • Atualizei algumas coisas do blog, mudei a foto de perfil, a logo, algumas cores, não sei se deu para perceber, mas esses detalhes já demonstram como mudei desde que esse blog é blog.
Ok, colocando em tópicos parece pouca coisa, mas imagina isso tudo acontecendo ao mesmo tempo, claro que em graus de influência diferentes. Enfim, estou tentando organizar as minhas coisas como todo bom final de ano eu tento, nem sempre eu consigo. E sobre o futuro desta página, só Deus sabe, por enquanto eu a uso como refúgio.

Tudo bem que esse post foi mais para atualizar mesmo, e como sempre depois de trazer um post assim me encho de ideias para posts futuros. hehe
Então até a próxima. 

Projetos inacabados


Eu tenho muitas ideias inacabadas, algumas só estão no campo da mente mesmo, outras eu até comecei a desenvolver, mas por preguiça ficaram paradas e não foram para frente.

Quando eu era criança gostava muito de escrever, o que não mudou muito de uns tempos para cá, mas mudou o contexto e a minha empolgação. Eu amava criar histórias e personagens diferentes, nem que a história ficasse sem sentido, eu gostava. 

Hoje não, por mais que goste de escrever, a cobrança é muito maior, da minha parte é claro. A busca e necessidade de fazer algo perfeito é inevitável para mim. Quantas vezes parei o projeto da escrita nos "bastidores" da descrição da personagem? Inúmeras. Ah, mas a história é muito clichê. O que eu quero passar com isso. Ah mas vão achar muito sem noção esse diálogo. Puff, lá se foi o projeto.

Nem só isso, tem textos que eu realmente gosto muito da ideia, está tudo certo na minha mente, só tenho preguiça de revisar, corrigir, de levar para frente. Esses são os piores, ficam engavetados esperando uma inspiração do além para sem acabados, ou pior deixá-los perfeitos, por isso nunca são finalizados.

Mas e aí? A vida é essa coisa inacabada mesmo?

Desde que esse projeto começou eu estou tentando escrever sobre coisas diferentes, de formas diferentes e sempre caio na mesmice de apenas despejar palavras sobre a folha em branco, muitas vezes sentimentos, em outras devaneios, tudo de forma simplista demais, ou até rasa.

Claro que nem tudo é superficialidade, em alguns momentos fui muito feliz pois as palavras que vieram foram profundas demais até para mim e gerou um certo orgulho de saber que fui eu quem as escreveu. Bom, já deu para perceber que esse post aqui é mais do mesmo que eu fiz até agora?

Nota mental: desenvolver as histórias que estão engavetadas, ou se livrar logo delas e liberar espaço para que as novas surjam.

Eu poderia citar muitas desculpas aqui, falar que está tudo uma correria, que não tenho tempo para isso, mas hoje foi um daqueles que fiquei a tarde inteira deitada fazendo nada, então é preguiça mesmo. 

Não foi um dia todo legal

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Confesso que hoje não foi um dia produtivo e ter que assumir isso diante desta folha em branco não é fácil. Na verdade, foi produtivo, em partes.

Iniciei um novo ciclo de estágio na faculdade e amei minha supervisora, estou tentando não criar muitas expectativas, mas impossível. Vamos esperar esse ciclo se desenvolver e ver no que dá. Tive uma boa percepção do que será o estágio e isso me animou demais.

Depois cheguei em casa querendo só ficar na minha. E foi o que fiz, deitei na minha cama e assisti não sei quantos episódios de séries. Não seria a melhor opção para quem está na reta final do curso e fazendo planos futuros que dependem de estudos, mas foi o que fiz. 

E foi bom, muito bom. Ainda não me acostumei com a rotina, estou em clima de férias.

Por que estou dizendo tudo isso?

Bom, porque não são todos os dias da nossa vida que serão completamente ativos e produtivos, talvez só parte dele, como foi o meu caso hoje. E faz parte querer fazer outras coisas que não sejam trabalho, ou mesmo algo que você se comprometeu a fazer, por mais que goste da atividade. 

Somos seres humanos, não robôs, muito menos super-heróis. Somos cheios de limitações. Por isso não adianta forçar algo que não está rendendo. Dessa forma, é interessante realizar uma pausa, respirar e depois retomar aquilo que estava fazendo. Claro que isso varia de rotina para rotina e da quantidade de obrigações que possui, no entanto sempre é possível adaptar ou então saber renunciar algumas coisas.

Momentos de descanso estão inseridos no conjunto de saúde física e mental. Invista também nisso. E saiba que nem todos os dias serão legais, e tá tudo bem. 

Juro pra você que esse post não é o melhor que eu poderia dar, e eu poderia simplesmente pular e fingir que nada aconteceu, só que ele existe justamente para me lembrar que sou limitada e que dependo de Alguém para me dar forças, pois sozinha eu sou nadinha. 

Por hoje é isso.

Não desista de tentar

DESTINY IS CALLING

Esse é mais um daqueles posts sem muitas correções por dois motivos: eu queria que ficasse o mais pessoal possível e porque eu resolvi escrevê-lo agora, são 22:30 e preciso postar hoje mesmo. Já estou planejando fazer um BEDA há algum tempo, precisamente há 2 meses, mas essa semana decidi que não ia fazer. Fiquei pensando que não daria conta e...

- Ok, Jéssica, mas calma, me explica esse negócio aí.

Basicamente, o BEDA é a sigla para Blog Every Day April/August e consiste em postar um post por dia no mês de abril ou agosto. Ou seja, é um desafio, que eu não sei bem quem criou, mas já existe faz um bom tempo na blogosfera. Entenderam porque eu tenho que postar hoje? 

Voltando...

Como eu estava dizendo, hoje eu senti que não daria certo me desafiar a esse ponto, é muito difícil gerar conteúdo bom todos os dias, pelo menos para mim que gosto de me atentar a detalhes, escolher foto, corrigir e etc. Inclusive, minhas aulas/estágios voltaram hoje e bateu aquele medo de me comprometer com algo e não terminar. 

Hoje mesmo minha professora citou aquela velha frase "feito é melhor que perfeito" no meio da aula e lembrei disso agorinnha no banho e OPA, cá estou. Percebi que o perfeccionismo - quase - me fez desistir antes mesmo de tentar. 

Postar todos os dias é uma coisa simples, não é impossível, no entanto isso vale para todas as coisas, sabe? Quantas coisas que deixamos de fazer por medo de não dar certo ou de não ser como imaginamos? Acabamos por ficar parados, sentados e acomodados na nossa zona de conforto. Daí eu lembrei que ontem no ônibus 2 caras estavam conversando (eu sei que é errado, mas eles estavam do meu lado, não deu para escapar) sobre a gente ficar adiando os nossos sonhos e colocando "tarefas! para postergar no intuito de "ufa, tenho mais um tempinho", aí que entra a imagem do início do post.

"Ontem você disse amanhã"

Agora, sobre os posts, eu não sei bem o que virá - embora eu tenha planejado por uns 2 meses - mas tentarei trazer devocionais, aquilo que Deus tem colocado no meu coração ou sobre o que li no dia,, até para exercitar e ajudar a organizar os conhecimentos relacionados à Palavra.

É isso, até amanhã e que Deus abençoe.


Resumo 1° semestre/2019

Já se passaram os primeiros seis meses desse ano, e aí?

No início do ano eu não fiz nenhum planejamento do que gostaria de fazer, apenas coisas pontuais mesmo. Mas eu tenho sonhos, projetos que precisam ser impulsionados com pequenas tarefas e se eu criar uma rotina e implementar no dia a dia, provável que no final do ano eu esteja em um ponto diferente do que estava antes. Óbvio. É comum nós separarmos o ano em alguns períodos para analisar se os nossos sonhos e projetos estão fluindo ou se estão estagnados. Geralmente chegamos na metade do caminho e temos esse momento de reflexão.

Então resolvi trazer um pouco das conquistas e "fracassos" do primeiro semestre para analisar e identificar onde eu errei e onde acertei. Além disso, devemos celebrar as nossas conquistas e esse post vai servir pra isso também.

Vamos lá:

1.  Recebi uma resposta de Deus para algo que eu deveria fazer. Fiquei super feliz e animada, mas não mexi um dedo pra fazer isso. É uma das coisas que pretendo tentar iniciar nesse próximo semestre. 
2. Fui no Mission Arts e isso mudou minha perspectiva para várias coisas e me impulsionou para o trabalho missionário. 
3. Comecei a fazer um treinamento no Missão Artistas de Cristo, um grupo missionário que usa a arte como estratégia para alcançar vidas. Ainda pretendo falar em um post específico sobre isso com mais detalhes. Viajei para São Paulo e Santa Catarina com o grupo missionário e tenho amado fazer parte disso a cada dia. 
4. Iniciei o último ano da faculdade e passei por 2 estágios (clínica e hospital) bem puxados, que me fizeram repensar muito sobre o que eu realmente queria fazer depois de formada.
5. Entrei na Farofa Empresa Junior de Gastronomia e Nutrição. A empresa é vinculada a faculdade e é formada por alunos de ambos os cursos. Tenho aprendido bastante estando na empresa mas também me frustrado com outras. Tem que ter muita disciplina e organização, pelo menos eu me vi precisando disso. É necessário trabalhar em equipe e saber lidar com as diferenças de cada um. Um dia faço um post só sobre a Farofa. 
6. Comecei a ler a Bíblia inteira de novo e falhei de novo. Confesso que eu já tentei várias vezes ler a Bíblia inteira, mas ainda não consegui terminar. É fato que quanto mais você lê mais sente vontade de ler. Dessa vez eu fui mais longe, seguindo um método de leitura diferente, mas por conta da faculdade e outros diversos motivos eu fui reduzindo a frequência até não ler mais. Quero voltar a ler nesse segundo semestre e adquirir o hábito. 
7. Surtei várias vezes, me sobrecarreguei, chorei porque não aguentava mais, mas agora eu consigo ver onde errei e vou consertar.

E você? Já refletiu sobre seu primeiro semestre? Lembre-se que os erros fazem parte da nossa vida, afinal, somos todos humanos. Só não vale desistir. Conta aqui nos comentários a sua experiência e me fala se gosta desse tipo de post.

Esse negócio de querer fazer tudo ao mesmo tempo


Senta que lá vem textão-desabafo:

Para começar, esse texto vai ser um pouco diferente do que estou acostumada a publicar, ou não, talvez nem vá ao ar, mas acho que vai valer a pena escrever sobre, com pouco filtro, pouca correção, então me perdoa desde já.

Se você não sabe, eu estou no último ano da faculdade, faltam exatos 6 meses para o final do ano e para o final dessa loucura toda chamada de graduação. 

Ninguém avisa que a gente muda feito o milagre da transformação da água em vinho, ninguém fala que a mentalidade muda, que as opiniões se convergem, que a gente encontra pessoas com o mesmos gostos e interesses e pessoas que não são nem um pouco parecidas com você. Ninguém fala das tretas e discussões que acontecem por causa da nota errada lançada no portal ou da prova que não tinha nada a ver com o conteúdo passado. Ninguém avisa que tem noites que a gente não dorme para terminar o trabalho que precisa entregar no dia seguinte, ou estudando para a prova que você não teve tempo de estudar nos outros dias.

Enfim, não é para isso que eu tô aqui, em resumo quis dizer que a gente é moldado durante esse período, mas eu percebi que estava sofrendo dos mesmos males do ensino médio. Para quem está a mais tempo, sabe que reclamar sobre falta de tempo, sobrecarga, sufocamento, dormir pouco, fazer 500 coisas ao mesmo tempo (e muitas outras coisas) é uma constante que me acompanha desde o último ano do médio, e olha eu aqui no último ano da faculdade chorando pelas mesmas pitangas.

Será que o problema é a faculdade então? 

- Ah é a falta de tempo, só me organizar, ficar 15 dias em casa sem nenhum compromisso externo, colocar tudo em dia, já resolve. 

Só que não.

Tenho que ser sincera. O problema sou eu mesma. E não adianta me sentir culpada por isso. Uma coisa que a Maki falou lá no blog dela (um tempo atrás já) é que tem que rolar um perdão. E isso veio de encontro ao meu coração. Sim, eu preciso me organizar para fazer tudo, mas preciso encontrar o equilíbrio. 
"(...) [você] tem vontade de sumir por uns dias e ficar bem longe, isolada, colocando os pensamentos em ordem. mas mesmo no pouco tempo livre que você tem agora, você usa pra procrastinar ao invés de colocar a coisa em prática." Maki
Essa frase aí me descreveu todinha. Eu não via a hora das férias chegarem para colocar tudo em dia. Fazem uns 5 dias que entrei em férias (na verdade, tenho que ir 2 dias ainda) e o que eu fiz? Isso mesmo, quase nada. No máximo eu passei um paninho na superfície dos móveis, separei algumas roupas, mas dormi, dormi demais. 

Férias é para isso mesmo, descansar. Quem sou eu para desmistificar o poder que elas exercem sobre nós. O problema está na desorganização da rotina, do acúmulo de tarefas desnecessárias ou não tão relevantes que tomam o nosso tempo e distraem a nossa mente. Você chega nas férias e acha que tá sobrando tempo e coloca outras mil coisas para fazer só que não consegue fazer, se frusta e se sente incompetente. Eu conheço esse filme.

Cheguei na raiz do problema.
"(...) talvez eu devesse gravar mais vídeos pro Youtube, começar um podcast. fazer mais fotos. começar um hobby novo e mostrar tudo no blog. escrever mais newsletters semanais. postar mais stories. talvez eu devesse começar a escrever um livro e quem sabe abrir um Patreon… onde mais será que eu posso escrever? mal tenho tempo de dormir direito, mas tudo bem a gente dá um jeito, eu durmo depois." Maki (acertando em cheio de novo)
Uma frase que todos me falam é "ai Jéssica, você quer abraçar o mundo", e é verdade, mas não quero acreditar nisso, nem aceitar, continuo me enfiando em compromissos, em grupos, em coisas que poderiam esperar. Só que eu nunca acho que tô fazendo o suficiente, sempre está faltando alguma coisa.

Eu falo que gosto da correria, que gosto de fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas no final das contas sempre estou cansada, desmotivada, sem energias para terminar aquilo que comecei, o pior é que muitas vezes não consigo me desligar desses compromissos, pois são coisas que amo fazer, que já criei vínculos e que dependem de mim. E aí?

O ideal é focar naquilo que é prioridade. Isso é o que todo mundo fala, mas como faz isso? 

PARE!

Analisa tudo que está ao seu redor, vê o que faz sentido para você nesse momento e foca nisso. Ok, falar é fácil. Eu sei porque tô nesse impasse e esse conselho é, nada mais, nada menos do que para mim mesma. Tá no final de uma fase, termina, foca nisso. Tá no começo de algo e tem várias coisas já, escolha aquilo que você quer fazer. 

Confesso que é bem difícil, chega a doer ter que abrir mão de coisas que você ama, mas é necessário para você não entrar em colapso e manter a sua saúde mental, vai por mim.

Agora, para finalizar bem! Não esqueça de Jesus no meio do caos. Eu frequentemente faço isso, estou em apuros, chorando pelos cantos e Ele me lembra que está comigo, que cuida de mim, que zela por mim. É necessário manter um relacionamento com Ele, conversar, abrir meu coração, deixar que cure as feridas, preencha o vazio e me dê forças para continuar. Sério, faz toda a diferença. 

Agora é melhor parar por aqui, pois esse post já está enorme e se você chegou até aqui, fico honrada por isso. Muito obrigada.

Curso Mission Arts 2019 - CTMQ-PR


Esse é o relato da experiência que tive em 5 dias no curso Mission Arts do CTMQ - Centro de Treinamento Missionário Quadrangular. Ano passado, uma amiga (Ei Thalita!) me disse que ia acontecer esse curso que era sobre missões e artes em janeiro e fiquei com muita vontade de fazer. O problema era o valor da inscrição. Mas entendi que foi Deus que colocou no meu coração e no das meninas o desejo de fazer o curso. A Thali deu uma ideia para conseguirmos arrecadar todo o dinheiro: vender quadrinhos para fotos confeccionados por nós - na verdade pela Thali e o restante do pessoal vendia. No começo eu fiquei com um pé atrás, confesso, mas depois que foram comprados os materiais eu pensei, preciso fazer dar certo. Percebi que não sou muito boa com vendas, a propósito hahaha.


Nós começamos a vender os quadrinhos e algumas pessoas não entendiam muito bem o propósito enquanto outras nos abraçaram e ajudaram. No entanto, uma semana antes do curso ainda não tínhamos todo o dinheiro, e foi ali que Deus provou a minha fé. Eu havia colocado como meta desse ano ser mais dependente dEle - quem lembra? -, primeira oportunidade e já estava duvidando. O Espírito Santo me lembrou disso e então me fortaleceu ainda mais de que Ele estava no controle de tudo e que nós conseguiríamos o dinheiro de alguma forma.

No dia da viagem, estávamos conferindo os últimos detalhes e percebemos que tinha um pouco mais do valor que precisávamos. Ficamos muito felizes e esse foi só o começo de tudo que aprendemos e recebemos nesse curso.


Fui moldada de tal forma a cada dia que passava, cada culto e a cada oficina. Minha mente abriu para muitas coisas e o desejo de fazer missões aumentava todos os dias. Eu cresci muito nesses dias, fiz amizades incríveis e que vou levar para a vida. Então chegou o dia do impacto evangelístico, nós íamos para uma rua bem movimentada de Curitiba para levar o amor de Jesus através das artes - alguém conhece a Rua XV de Novembro?. Eu escolhi a dança para fazer o impacto, fizemos um flash mob, dançamos umas 4x (pensa no cansaço), enquanto outros faziam ao mesmo tempo teatro, manipulavam bonecos, malabares, palhaços e a todo momento falando de Jesus.

Tivemos alguns problemas com o som que sempre travava, e toda vez que isso acontecia aumentávamos o tom de voz e cantávamos a música batendo palmas, provando que nada ia nos parar. Então algumas lojas cederam o som para que pudéssemos fazer o flash mob acontecer.


Depois de lá nós fomos para a 3ª Igreja do Evangelho Quadrangular para participar do culto artístico e foi sensacional. Então, após o culto partimos de viagem para a chácara onde estávamos que fica em Mandirituba, cerca de 1h de viagem. 

Algo que me chamou a atenção no curso é que muitas vezes ficamos em nossa zona de conforto e como artistas de Cristo, devemos buscar sempre nos aperfeiçoar para fazer o melhor para Ele. Então saí de lá com o coração sedento pelo estudo tanto da Palavra como das técnicas que envolvem as artes, principalmente da dança que é onde Ele me colocou.


Além disso, Deus colocou planos no meu coração para ano que vem, até mesmo para esse ano que me deixaram super empolgada. Tem sido lindo o mover dEle sobre a minha vida e das pessoas que estão ao meu redor. Creio que Ele tem pressa para que a cultura do Reino seja manifestada aqui na Terra. Percebi um pouco das dificuldades da vida do missionário, bem como a mão de Deus que sustenta todo trabalho missionário.

Assim, deixo o meu recado, se envolvam com as coisas do céu e orem pelos missionários, profetas, pastores, mestres e apóstolos. Se você puder ajudá-los de alguma forma além, seja comprando uma arte, camiseta, ou dando uma oferta e isso estiver no seu coração, faça. Seja um facilitador dos milagres de Jesus.

Sou grata a todas aas vidas que nos ajudaram para que isso fosse possível, obrigada amigos que compraram os quadrinhos que oraram por nós e nos incentivaram, amamos todos vocês.

Enfim, espero que tenham gostado e tenha instigado o coração de vocês a quem sabe participar de algum curso assim também. Eu já quero voltar no ano que vem.

*ps: todas as fotos foram tiradas pelos fotógrafos de lá, exceto a foto do letreiro que fui eu mesma que tirei.

Metas 2019?

Ano passado eu não fiz metas, pelo menos não as marquei num papelzinho ou coisa parecida, se fiz ficaram gravadas na minha mente de forma inconsciente. A única coisa que me lembro de ter colocado como meta foi parar de reclamar, mas eu coloquei numa legenda de uma foto no insta com um tom meio engraçadinho, nem parecia sério.

Engraçado é que eu amava fazer essas metas para o ano novo, o problema era a frustração no final dele com as metas não cumpridas. Não sou contra, pelo contrário amo planejar o ano seguinte, mas a verdade é que eu não tenho poder para decidir o que vai acontecer comigo amanhã, tenho poder para escolher o que quero fazer e como eu vou reagir às coisas que acontecem ao meu redor.

Eu li um texto no Linkedin da Lisiane Sehnem sobre "Suas metas vão ser esquecidas até o final de janeiro", esse título já é bem intrigante, mas carrega uma verdade imensa. Em vez de apenas fazer uma lista de coisas que você deseja que se realizem nesse ano, melhor é colocar metas coerentes com a nossa vida e condições de realizá-las.

"Se formos pensar de forma bem racional, o que de fato muda quando tirarmos o 8 e colocarmos o 9 no 2019? Nada, mas a nossa mente não é tão simples assim e ok, faz parte da sociedade na qual estamos inseridos."

Com isso, devemos mudar as nossas perspectivas em relação ao ano novo, além das atitudes e hábitos que atrapalham a realização dos nosso sonhos e projetos e não apenas fazer a lista, devemos sim nos empenhar para que eles se realizem, mas sempre com coerência. Afinal, dependemos de diversas variáveis.

Minha principal meta é me concentrar no hoje e no agora. Meu 2018 foi governado muitas vezes pela ansiedade, o que me geraram pensamentos ruins sobre mim mesma, e sempre quando esse pensamentos me atormentavam eu tentava me concentrar no que estava acontecendo naquele momento. Se eu estava num ônibus eu me concentrava na viagem, nos carros, nas pessoas e não deixava que minha mente se ocupasse com tais coisas. Por isso pretendo trazer esse exercício para 2019.

Esse ano é o último da minha faculdade e me lembro bem do texto que escrevi um dia antes do primeiro dia de aula no primeiro ano. Posso afirmar que estava bem mais ansiosa naquele dia do que agora. Estou aprendendo sobre descansar e não me apavorar com tudo. Sei que esse ano terão dificuldades, assim como qualquer outro. Tenho meu TCC para desenvolver e defendê-lo, tenho estágios obrigatórios que envolvem diversas tarefas, e depois desse ano eu terei concluído a graduação e finalmente serei uma nutricionista, mas isso não me apavora mais do jeito que me apavorava antes. 

A Fernanda Pires, colaboradora do Garotas Peregrinas, escreveu por lá um texto que condiz com tudo o que tenho refletido nesses últimos dias, inclusive um trecho de 2Coríntios 4:16-18 que tinha separado para acrescentar nesse post. E a poesia no final só confirmou ainda mais, leiam.

"Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória muito maior. Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas."

Por isso, embora estejamos renovados, cheios de sonhos e vontade de mudança, as coisas que se vêem são temporais, é importante que estejamos completamente dependentes. É isso que espero desse ano: Dependência total nEle. Que o ano seja simples, tranquilo e leve. É ano novo, mas também é mais um dia. Feliz 2019, feliz dia novo.

2018, um ano caótico porém incrível


Confesso que aconteceu muita coisa nesse ano, coisas até demais. Eu diria que foi um ano conturbado e caótico, saí do estágio, fiquei sem dinheiro, foi um dos anos mais difíceis até agora na faculdade (tem o último ainda), muito mais responsabilidades, trabalhos apresentados em congressos e demais eventos acadêmicos, projetos a parte da grade curricular, minha vó faleceu etc. 

Sim, esse ano veio com várias dificuldades, tristezas e crises, mas tenho certeza que consegui superar todos eles e cada um veio seguido de grandes conquistas, alegrias e alguma característica nova na minha personalidade. Acredito que se fosse para elencar o melhor e o pior momento de 2018 a tarefa não seria fácil, mas na balança entre coisas boas e ruins, as boas vencem, então vai uma mini lista dos melhores momentos do ano:

Faculdade e suas conquistas.

Comemoração: logo depois da última prova do ano

Progredi muito na faculdade esse ano, não sei se é devido à formatura estar cada vez mais perto e eu estar mais perto de ser uma verdadeira profissional ou talvez pela forma como lidei com as dificuldades e oportunidades, não sei. Só sei que esse ano foi bem agitado, eu sempre estava envolvida com algum projeto, atividade complementar e monitoria que me fizeram crescer e me auxiliaram na vida acadêmica. Tenho muito orgulho de dizer que em 3 anos de faculdade não peguei nenhuma dependência muito menos precisei passar por alguma final. Graças a Deus, apesar das dificuldades que temos durante as aulas e todo o resto, tenho pessoas maravilhosas ao meu lado que me auxiliaram nesse processo, não teria conseguido sozinha.

Como a Letícia, que é a minha dupla para tudo - inclusive minha dupla de TCC. Nesse ano, eu e ela participamos de vários eventos, os quais apresentamos alguns (muitos) trabalhos. Nos meus trabalhos o nome dela estava e vice e versa. Um dos trabalhos que ela apresentou no 4º Congresso Paranaense de Saúde Pública/Coletiva ganhou o 2° lugar na categoria “Alimentação, nutrição e saúde”, ficamos bem felizes com essa conquista. Isso nos motiva a continuar e fazer cada vez mais o nosso melhor.

Tive uma festinha de aniversário



Eu nunca fazia nada no meu aniversário, no começo do ano sempre fazia o mesmo discurso que seria diferente, mas quando chegava a data sempre dava em nada. Mas esse ano foi diferente, eu queria fazer nem que fosse um bolo e chamar algumas pessoas. Pedi para minha amiga Ana (@brigadeirandopd) fazer um bolinho - maravilhoso por sinal, - eu fiz alguns brigadeiros, cachorro quente e uns sanduíches, bem simples. Chamei carinhosamente de "bolinho dos 21". Foi uma tarde bem especial e memorável para mim.

Fiz trilha e subi um morro pela primeira vez



Está aí algo que sempre quis fazer mas nunca tinha tido a oportunidade, mas no último dia de setembro consegui realizar graças aos meus amigos que me convidaram. Subimos o Morro do Camapuã e em seguida o Tucum, foram 2h30 de subida bem desafiadoras, várias vezes pensei em desistir, mas no fim deu tudo certo e que me renderam algumas reflexões, aguardem.

Dancei para caramba


Eu amo dançar e definitivamente esse ano eu dancei demais. Jesus fez coisas incríveis através da dança, eu e o restante do Ministério de dança Kadoshi (@ministeriokadoshi), o qual faço parte, ministramos em escolas, praças, terminal central aqui da cidade e muitas igrejas pela graça. Somos muito gratos por todas as oportunidades que Ele tem nos dado.

Maturidade e identidade

Sei que essas duas coisas sempre estarão em processo, entretanto esse ano eu pude perceber que houve grande evolução em relação à minha reação sobre às dificuldades. Eu cresci demais esse ano e posso dizer que comecei a entender um pouco melhor quem realmente eu sou nEle. 

Ganhei amizades especiais


Show do Amen Jr, esse dia vai ficar gravado nas nossas mentes

Por fim, encontrei pessoas dentro da faculdade com o mesmo propósito que eu, inclusive uma dentro da minha sala que foi "amizade à primeira conversa". Jesus reservou esses seres incríveis para me apoiar em momentos difíceis quando perdi meu celular, quando minha vó faleceu, para me acompanhar no melhor show que eu já fui na vida (aka Amen Jr) e para realizar uma conferência dentro da faculdade, yes. 

Amigos na conferência que fizemos na faculdade <3 amo muito
O objetivo desse post na verdade é enfatizar a prática do exercício da gratidão. Olhar para o ano que passou com olhos de gratidão em vez de tristeza. Não digo que foi fácil esse ano, como disse, foi um ano caótico, onde precisei me reerguer e me encontrar várias vezes, mas eu posso ser grata por esses momentos e esquecer um pouco das dores, embora elas também façam parte do processo de crescimento. Precisamos examinar todas essas coisas e ficar com aquilo que for bom (1 Tessalonicensses 5:21). Eu poderia falar de muito mais fatos desse 2018 tanto para agradecer quanto para "reclamar", mas acho que estes já são suficientes, o resto eu deixo para as próximas reflexões. Que venha 2019.

Por que precisamos compartilhar tudo?

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Olá pesoal!!! 

Cheguei a conclusão de que eu não sirvo para ser blogueira, demorei cerca de um ano para publicar algo novo por aqui e descobri que não tenho vocação, para trabalhar com isso, além de dar muito trabalho (plataforma, template, conteúdo, fotos, edição, e por aí vai) é expor a sua vida.

Acabei de ler meu primeiro (e último) texto de 2017 e quase mudei a data da publicação, pois era basicamente a mesma coisa que ia escrever por aqui, então aproveita e dá uma lida nele. É incrível como essa época do ano faz com que a gente sinta necessidade de renovar, limpar algumas áreas da nossa vida e até mudar algo que nos incomoda. Muitas vezes, quando voltamos das férias, esse sentimento acaba e voltamos às velhas e nem sempre boas atitudes.

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Aliás, não podia deixar de agradecer a Deus pelo ano maravilhoso que foi 2017, não deixou de ser difícil, mas foi cheio de realizações, trabalho, alegria, e muito amor. Tive oportunidade de mudar a aparência, de conhecer alguns lugares e pessoas novas, conclui mais um ano de faculdade o que me deixa bem feliz, já que ela toma quase todo o meu tempo e disposição. Diversas pessoas estiveram comigo e sou grata pela existência de cada uma na minha vida.

Enfim, 2018 chegou e mais uma vez eu trago meus devaneios. Como será que essas blogueiras conseguem compartilhar quase toda a vida delas na internet? Sério. Qual é a graça de conhecer uma pessoa nova, por exemplo, se toda a sua vida já está exposta nas redes sociais, basta "dar um Google"? 

Eu tenho refletido muito sobre isso pois sou viciada em redes sociais, principalmente o  Instagram, entretanto, essas coisas têm me cansado. Qual é a finalidade de compartilhar tudo? Eu sei que o ócio nos leva quase arrastados para essas ferramentas, e não tem problema algum tê-las, mas acho que eu já estava ficando muito estressada devido à quantidade de informações que eram jogadas na minha mente por dia. Escolhi um pouco de silêncio, reduzi o tempo de redes sociais, desativei notificações, publiquei cada vez menos stories e fotos no Instagram, até parei de escutar músicas por um tempo. 

Tudo isso para focar no que realmente importa, conversar com Deus, ler livros pendentes, estudar um pouco mais, conversar com as pessoas que estão ao meu redor e dar um descanso de qualidade para a mente e corpo.
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O que estou tentando dizer é que existe um mundo real fora das telas de celular e computador e está muito além de fotos que combinam com o feed, que não representam quem você é de verdade. A vida não se resume ao seu perfil, nem mesmo às curtidas, é muito melhor e pode estar ao seu alcance se desprendendo da conexão virtual. Se conecte com o mundo real.


Obs: Eu sei que provavelmente o blog desapareça com o tempo, enquanto houver necessidade de escrever eu estarei aqui, nem que seja uma vez por ano, nunca se sabe.