Esse post é um daqueles que ficaram nos rascunhos e que eu acabei me esquecendo, mas gostei da reflexão, mesmo depois de 2 anos e meio de ter escrito. (11/dez/18)
Nesse momento estou escutando V E R do AMEN JR e relembrando o show maravilhoso que aconteceu em Curitiba no dia 07/12/18 e depois desse show muitas coisas aconteceram
Estava olhando alguns arquivos antigos, como a minha lista de favoritos do Google. E me deparei com algo que até então não tinha parado para pensar. Algumas coisas da minha adolescência eu comecei a entender só agora. Eu tinha dificuldade de diferenciar o que era favorito do que era apenas uma coisa legal que eu vi na internet. Quando eu via um site legal já adicionava nos favoritos para não perder, se eu procurava alguma dica sobre determinado assunto, também salvava, algum produto que eu queria muito entrava na lista.
E assim a minha lista ia aumentando a cada dia, eu criava pastas e subpastas para cada área da minha vida tentando deixar tudo de forma organizada. E mantive essa lista enorme de favoritos no meu computador por anos, algumas vezes eu passeava por ela dando adeus para alguns links, mas ela continuava enorme.
Dessa forma, isso me fez refletir. Sempre tive dificuldade de separar as coisas, de criar "prioridade" Por exemplo, quando estava no ensino médio eu incluía todas as pessoas que conversavam comigo no colégio no campo "amigos", mas na verdade a maioria não sabia nada sobre mim nem eu sobre eles, entende? Na época, talvez eu fazia isso por insegurança de ficar sozinha. Não que tenha mudado muito do que sou hoje.
O ponto é que talvez você seja parecido comigo em algum aspecto da sua vida, não tem separado tudo de forma correta e tem sentido algo como sufocamento. Pois é, eu me sinto por várias vezes assim em relação a muitas coisas, mas tomo consciência de que eu me sobrecarreguei, e não foi só de trabalhos, conteúdos para estudar, papeis no meu quarto, mas também de pessoas que para mim eram melhores amigos, de conceitos sobre minha personalidade, meu estilo de vida, autocrítica, sobre tudo. E agora eu percebo que já passou da hora de mandar embora aquilo que não condiz com quem eu sou.
O que eu estou dizendo aqui, não é para você eliminar as pessoas da sua vida, mas encarar as pessoas como pessoas e dar valor àquelas que estão realmente próximas, que te dão importância, que te conhecem. A gente já sabe muito bem que é impossível agradar a todo mundo, e com uma infinidade de pessoas ao seu redor com certeza não vamos agradar a todos.
Nesse momento, além de escrever esse texto estou eliminando boa parte dos favoritos, assim, como me livrando de alguns rascunhos antigos, tô me sentindo bem melhor, tenta você também.
A verdade é que eu só volto pra cá quando tudo tá revirado e eu fujo para um lugar seguro, onde eu possa me abrir e tentar organizar as ideias. Depois que eu me formei e eu passei de estudante para desempregada de uma hora para a outra as coisas começaram a ficar loucas.
O que tá acontecendo é que eu quero fugir para bem longe das pessoas que estão ao meu redor, ignorar as redes sociais e fingir qu esse mundo não existe. Esse mundo internético, capitalista, egoísta. Só que por outro lado eu me sinto inerte, e é essa parte que me faz entrar em colapso.
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O início desse texto foi escrito no auge da pandemia, não que a gente não esteja no auge agora. É que já nos acostumamos com a ideia. Com a rotina. Acostumamos tanto que o número de casos tem aumentado a cada dia, tendo mais casos próximos surgindo e isso preocupa. No fundo, eu só queria fugir para uma realidade paralela e fingir que nada disso está acontecendo.
Em contrapartida, eu estou vivendo um novo começo da minha vida, e olha que engraçado isso acontecer num momento de uma doença global. Nesse tempo, tenho aprendido muito sobre mim e muitos sonhos e projetos foram reorganizados na minha mente. Ao mesmo tempo que eu me sinto inerte, também sinto que estou sempre em movimento e de certa forma isso gera um desconforto, não é mesmo?
Mudanças geram desconforto, dão trabalho e cansam.
Eu olho para quem eu sou e sempre fui, tudo o que me rodeia é muito quentinho e confortável, mas esse conforto tem me roubado a visão de mundo que eu poderia ter. Não sei se você meu caro leitor está conseguindo acompanhar esse raciocínio. Eu quero sair dessa bolha social que eu mesmo me enfiei, na verdade eu nasci aqui. Só que eu fico pensando "Será que estou preparada para desbravar o mundo sozinha?" - Tá, eu sei que não estou sozinha, mas você me entendeu.
Eu tenho um problema para escrever, num momento estou escrevendo para várias pessoas e no outro para alguém que caiu de paraquedas aqui nessa página. Perdão pela falta de continuidade.
Comecei dizendo que queria sumir e termino pedindo perdão pela gramática do texto. Acho que perdi a coerência já faz muito tempo.
[Oi, esse texto é de março, deixei ele de lado por um temo, mas quando me deparei com ele nos rascunhos senti que esse é o momento dele ser público]
Depois de mandar meu celular para a assistência técnica e ficar sem ele por umas 2 semanas eu já estava sem aquela certa dependência. E ontem, ao ler um dos posts da Thais Godinho sobre rotina eu tive um insight. Esses dias eu comecei a sentir algumas coisas profundas. Sabe saudades, tristeza, raiva, e etc.
Então percebi que alguma coisa estava diferente em mim. E por incrível que pareça era por conta do celular. Não, não estou dizendo que o celular desencadeia esses sentimentos, a verdade é que eu sempre tive esses sentimentos, mas a distração do celular acabou roubando, tornando-os rasos e imperceptíveis, muitas vezes..
Vou explicar melhor. Ano passado, quando fiz meu estágio nas unidades de saúde eu conheci profissionais incríveis, principalmente a nutricionista e a fisioterapeuta da equipe que me ensinaram muitas coisas. Uma delas foram as PIC’s, as Práticas Integrativas Complementares, que são abordagens terapêuticas não convencionais, ou seja, como se fosse outro caminho para alcançar a resolução do problema, em vez de apenas prescrever medicamentos. E sim, são aprovadas pelo Ministério da Saúde e que geram bons resultados.
Tá Jéssica, mas por que você está falando tudo isso? E o celular?
Uma das práticas inclusa nas PIC’s é a meditação, e antes que venham com sete pedras na mão, vou explicar. Estou falando da prática da meditação como forma de concentração e não ligada ao espiritual, que muitos pensam. Ela ajuda a trazer os pensamentos para o presente e concentrar-se no aqui e agora. Um termo utilizado para essa prática é o mindfulness, ou atenção plena, observar o momento, presenciar aquilo com todos os sentidos. A verdade é que eu gosto de usar o conceito de mindfulness como forma de autoconhecimento.
Nos grupos de meditação que fazíamos juntamente com as profissionais, víamos os participantes comentarem que começaram a sentir dores durante a meditação, mas a verdade é que a pessoa já estava com aquela dor, mas não tinha sentido ainda por conta das distrações e estresses da sua rotina.
Vou confessar que a meditação me encantou, pois me fez perceber que muitas vezes estamos muito focados no futuro ou no passado, não vivemos o agora. E isso tem impacto em muitas áreas da nossa vida, fazemos as coisas no automático, esquecemos vários detalhes do dia a dia, acabamos sendo menos produtivos e no fundo gera uma angústia.
A meditação serve para que a gente separe um momento do dia apenas para processar o que está acontecendo, permitir sentir o que precisa ser sentido.
Quando foi a última vez que você orou? Que você conversou com o Pai? Que você expôs uma situação que está desgastante para você? Ou algo alegre?
Talvez a palavra ‘meditação’ tenha te assustado. Calma! Está tudo bem, você não está infringindo nenhuma “lei espiritual”. Sabe por quê? Quando oramos é um momento de meditação, mas se fazemos às pressas, não dá nem tempo de ouvir aquilo que Deus tem a dizer.
Eu te convido a você orar nesse momento. Separe um tempinho agora para falar com Ele. Tem que ser agora, porque você vai esquecer depois. Feche os olhos e converse com o Abba. Depois você vai ficar em silêncio. Se concentre no momento e não deixe seus pensamentos irem para o que você precisa fazer no dia seguinte. Sempre retome onde você está, no lugar que você está sentado, o que está fazendo agora. Imagine você se olhando de fora, como se você fosse uma outra pessoa e pudesse até tocar em você. Imagine o olhar do Pai amoroso, olhando com ternura a sua preciosa filha, ou olhando com orgulho o seu filho.
Se você quiser pode colocar uma música para esse momento, eu indico essa aí debaixo:
É assim. O Pai gosta de tempo de qualidade com os seus filhos. Passe tempo com Ele.
Espero que esse post tenha feito sentido para você, se fez não deixe de comentar e se você acha legal falar mais sobre meditação por aqui, também comenta.:)
Como falei no post anterior, não tem sido fácil ficar em casa nesses dias. Não é nem pelo ficar em casa, mas por ser uma obrigação e ter que evitar sair, sem almoço de família na casa da vó, sem abraços, sem beijos, sem cultos na igreja. Sem comunhão.
Aah, como a comunhão é importante! E a gente vê sua importância quando não a temos, pois precisamos dela para prosseguir na caminhada com Cristo. O afeto, o suporte e a presença fazem parte da nossa vida diária. É por isso que as igrejas existem, para reunir pessoas num mesmo propósito e para que elas ajudem umas às outras.
E o ser humano é uma criatura relacional, precisa da sociedade para viver bem. É quase impossível ~ para não dizer impossível ~ uma pessoa viver sem se relacionar com outras pessoas e claro, com Deus.
O relacionamento nos molda!
Deixa eu te contar, desde que a quarentena começou eu tenho tido diversas "iniciativas", como disse no post anterior: comecei a fazer exercícios, tentei criar rotina e mudar tudo de uma vez por todas. Deu certo? Não. No entanto eu via que esse tempo era uma oportunidade de mudança, eu queria mudar algo. Até porque se eu ficasse sem fazer nada, enlouqueceria - meus amigos que são testemunha do meu jeito de ser.
Então eu percebi o que eu poderia mudar/melhorar: relacionamento com Deus. E tenho aproveitado esse tempo livre para me aprofundar nesse relacionamento, de me conectar de tal forma que eu sinta necessidade de passar tempo no secreto. Ele tem me tratado em vários pontos da minha vida, me ensinando a ver pequenos detalhes e vejo que isso tem me feito crescer em maturidade.
Eu entendo que você esteja sentindo-se ansioso por conta de toda essa situação em que vivemos, inclusive eu mesma me vi dessa forma. E eu sei que a sensação de não saber para onde ir, qual o próximo passo e de não ter controle das coisas seja angustiante, mas você concorda comigo que sempre deveria ser assim? Não a situação da pandemia, mas da dependência total nEle.
Sempre foi sobre ser dependente, na verdade somos nós que queremos tomar o controle das coisas, decidir o que a gente acha melhor, quando no final das contas, Ele sempre está lá aguardando a gente soltar aquela pontinha de dúvida/insegurança e deixar que Ele cuide de tudo.
E quando tivermos a oportunidade de abraçar, beijar e nos reunir novamente, que possamos valorizar esses momentos e nos entregar a eles sem reservas.
Eu sei que ninguém mais aguenta ouvir falar sobre o tal novo coronavírus. Eu particularmente tenho detestado ligar a televisão, twitter, o facebook, o instagram e me deparar com cada vez mais notícias sobre a pandemia. O excesso de informações tem sufocado, e eu percebo que não é só comigo.
Depois de tantas informações sobre como se prevenir da doença vieram as "500 formas de ser produtivo na quarentena", ou os "20 exercícios para fazer em casa" ou "10 livros para ler na quarentena" e assim por diante. Eu entendo a boa intenção das pessoas que postam essas coisas e sei muito bem que isso pode incentivar às pessoas a fazerem coisas novas. Mas entendo também que existem pessoas que não se sentem incentivadas, pelo contrário, tudo isso acaba gerando mais ansiedade.
Então eu queria te dizer, você não precisa fazer mil coisas só porque os outros estão fazendo (nem deveria). Se avalie e pontue aquilo que faz sentido para você! Se você quer aproveitar para começar a fazer atividade física, ótimo, só não comece com um treino de uma hora no YouTube, comece com 10 minutos de alongamento. Se você quer aproveitar para voltar a ler, não baixe 10 livros e comece a ler todos ao mesmo tempo (essa é para mim), escolha um livro de cada vez. E assim por diante.
Longe de mim querer dizer o que você deve ou não deve fazer, é só um ponto de vista de quem estava passando por isso. Inclusive, eu tenho lido muito sobre rotina, produtividade e saúde mental, ainda mais nessa situação em que nos encontramos. É claro que vejo sim uma boa oportunidade de mudança, mas com calma, sem pressão, um dia de cada vez.
Esse post já ficou grande demais para um desabafo, mas se você me permite, no próximo eu vou falar um pouco sobre as coisas que têm me dado forças e esperanças em tempos difíceis. Já adianto que a fonte da esperança é Jesus e que Ele não perdeu o controle.
Foi um daqueles dias esquisitos que a gente só existe, acorda e levanta tarde, toma café da manhã na hora do almoço e almoça na hora do lanche da tarde, caminha do quarto para a cozinha, da cozinha para o quarto e fica nesse loop infinito até o anoitecer.
Eu não sei bem qual o objetivo desse texto, não sei bem onde ele quer me levar. Isso mesmo, aqui a autora é levada pelo texto e não o contrário. Esses dias eu tenho me sentido meio perdida, desde que a minha rotina foi totalmente transformada, sinto como se fosse um corpo aleatório no mundo e ao mesmo tempo não. Bom, como posso explicar?
Na minha cabeça é como se eu estivesse em férias eternas, no entanto sei que preciso tomar a frente sobre alguns assuntos. Por exemplo decidir a área que pretendo trabalhar, e a minha consciência tem pesado um pouco sobre isso, pois no fundo no fundo eu sei que é necessário fazer uma escolha e planejar algumas coisinhas daqui para frente.
Ao mesmo tempo, sei que Deus está cuidando de tudo, sabe? É uma certeza que preenche meu coração e que me permite ser feliz e me empolgar com os planos dEle que são extraordinariamente melhores que os meus.
A verdade é: enquanto eu não tenho a resposta, venho com a informação de que não tive nem a capacidade de arrumar a minha cama hoje, mas pode ser que amanhã seja diferente, por isso vamos vivendo um dia de cada vez.
Talvez você não goste de ler isso por aqui, mas vamos relevar que estou de férias eternas e estou me localizando na rotina. Até a próxima.
O texto estava guardadinho, mas foi escrito esses dias, viu? Hoje de verdade eu arrumei minha cama, tem dias e dias né?
Ultimamente não tenho me expressado como gostaria. Escrevo bastante, só não consigo publicar. Crio diálogos na minha mente, só não consigo colocá-los para fora. E a cada dia eu tenho deixado de falar o que penso, de me posicionar, de opinar e também de dizer o que sinto. Por diversas vezes tentei expressar algo e uma voz - bem lá no fundo - acabava me impedindo. E a verdade é que eu estava ficando sem voz.
Entendo que há tempo para todas as coisas, inclusive o tempo de calar. No entanto, eu já não estava falando mais nada, nem compartilhando as minhas dores, alegrias, as conquistas. Nada. E sobre compartilhar, não digo apenas nas redes sociais, mas com os meus irmãos na fé, amigos ou mesmo com a minha família.
Tenho lidado com tudo quase sozinha. Não considerando as poucas coisas que falo sem muita profundidade para quem está mais próximo. Ou seja, tenho sido rasa nas minhas conversas, não porque eu quero, mas porque algo em mim tem medo. Vou te contar um segredo que antes de tudo doeu em mim: Isso não é ser igreja.
Igreja é lugar de comunhão. E comunhão é relacionamento. Eu tenho visto muito mais as pessoas vivendo em suas bolhas, preocupadas com as suas coisas e esquecendo de ajudar uns aos outros em amor. Eu sei que não é fácil revelar os nossos pontos fracos onde há cultura de vida perfeita e sem defeitos, onde um erro é suficiente para gerar acusações e interpretações erradas. Nessa cultura, não posso admitir que sou falha. Entretanto, é necessário ser vulnerável.
Disso eu já falei bastante, e você sabe tanto quanto eu que não é fácil expor certas coisas. Obviamente, não estou dizendo que tudo deve ser exposto, e sim ter cuidado com aquilo que expomos, principalmente na internet. Em contrapartida, devemos ponderar até que ponto estamos sendo silenciados - ou estamos nos silenciando.
Eu estou com receio de estar sendo confusa e você achar que estou me contradizendo.
Quando a Bíblia diz que devemos confessar nossos pecados e dificuldades uns aos outros não é atoa, sabe por quê? Porque nós não aguentamos tudo sozinhos, não conseguimos levar uma carga tão grande sobre nossos ombros. Por isso, ao confessarmos, dividimos o peso e a caminhada fica mais leve.
No meu caso, eu tinha - ainda tenho - medo do que as outras pessoas falariam. No entanto, se tem algo que aprendi - na marra - é que nunca devemos buscar aprovação de pessoas, pois certamente seremos frustrados, devemos buscar a aprovação de Deus, somente dEle. E, claro, reconhecer que precisamos uns dos outros para prosseguir e irmos mais longe.
Não se iluda com fotos bonitas e sorrisos farsantes. Pessoas não vivem em conto de fadas, pessoas erram, pessoas acordam em dias ruins também. Não compare a sua vida com aquilo que elas permitem que você veja. Você não tem acesso à realidade delas. Assim como elas não têm acesso à sua realidade. Uma vez eu li uma frase mais ou menos assim: não compare os seus bastidores com o palco de alguém.
Por isso, esteja disposto a ouvir o outro, compartilhe as suas dificuldades também. Talvez a pessoa não tenha o melhor conselho, mas com certeza ela tem um abraço. Aliás, tenha sempre um abraço na manga. Eles curam muitos males.
No início do ano passado uma amiga (Alô Thaly) me deu algumas sementes de girassóis, eu fiquei tão empolgada para plantar, mas tinha lido em algum lugar que era melhor plantar no final da primavera. Então eu esperei, mas acabei me esquecendo. Na segunda semana de férias, lá por dezembro, decidi que deveria plantá-los e isso me fez um bem maravilhoso, foi na hora certa, mas isso fica para outra narrativa. A verdade é que na hora percebi que seria um ótimo exercício de reflexão sobre processos, então resolvi acompanhar.
Quando ganhei as sementes fiquei super feliz e empolgada, mas eu precisei esperar o tempo certo para poder semeá-las, pois de certo não sobreviveriam às geadas e chuvas. Essa foi a primeira etapa. O mesmo ocorre em nossas vidas, quando recebemos alguma promessa ou um chamado devemos esperar o tempo de Deus para que se cumpra, e assim ir para a próxima etapa.
Quando chega na época certa do plantio, deve-se executar a ação, além de escolher o local que será plantado. É preciso fazer alguns buracos na terra, a profundidade desses buracos depende da semente, quanto maior a flor mais profundo deverá ser o buraco (pessoas que entendem que me ajudem). Então, deve-se colocar as sementes com alguns centímetros de distância e cobrir de terra de novo. Isso ocorre conosco também, para que algo floresça em nós é necessário retirar algumas coisas de dentro do nosso coração e isso por vezes pode machucar, então a semente será “ajustada” no local e coberta novamente de terra, criando um ambiente favorável para que ela germine. Não ache que seu sonho está sendo sufocado, pode demorar para que ele apareça sobre a terra, mas esperar faz parte. É preciso que a semente passe por um momento de escuridão para germinar.
Depois disso é importante cuidar, regar (não afogar) e acompanhar a evolução a cada dia. Nos primeiros dias eu ficava impaciente, sempre checando se elas já tinham começado a sobressair na terra. E nós também muitas vezes nos encontramos em situações que desanimam, parece que o nosso sonho nunca se tornará realidade, mas quando menos esperamos ele começa a germinar, brotar, crescer e então florescer.
"Plante de manhã a sua semente, e mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos à toa, pois você não sabe o que acontecerá se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas." Eclesiastes 11:6
Os girassóis começaram a crescer, crescer e crescer, ficaram maiores do que eu, mas as flores demoraram para aparecer. Por algum tempo eu já estava até frustrada porque estava demorando demais. E chegou o dia que o primeiro começou a surgir e depois os outros, aos poucos a base foi tomando forma e o primeiro girassol finalmente floresceu.
E assim acontece com nossos sonhos, quando se tornam realidade nós vemos beleza, ficamos encantados e maravilhados com tanta bondade do senhor de nos permitir vivenciá-los, no entanto essa sensação é ainda mais ressaltada quando participamos de todos os processos, pelos momentos de dúvida, de indecisão, de espera, da paciência, do início e do fim.
Para finalizar, algo bem importante: não menospreze seus sonhos, dê o devido valor, não os esqueça. Quando os meus girassóis floresceram eu os valorizei por um tempo, depois ficou “monótono”, tudo igual e quando vi eles já haviam secado. O secar faz parte da vida do girassol, pois é nesse momento que podemos tirar as sementes e esperar a primavera para plantar mais girassóis. Mas eu não dei conta de tantas sementes, por isso eu as compartilhei. Tenho entregado para pessoas que são importantes para mim e deixado claro que como os sonhos eu quero compartilhar com elas. Uma semente geram muitas sementes. Um sonho geram muitos outros sonhos.
Esse é mais um post do BEDA. O que você achou? Comenta aí embaixo:
Eu tenho muitas ideias inacabadas, algumas só estão no campo da mente mesmo, outras eu até comecei a desenvolver, mas por preguiça ficaram paradas e não foram para frente.
Quando eu era criança gostava muito de escrever, o que não mudou muito de uns tempos para cá, mas mudou o contexto e a minha empolgação. Eu amava criar histórias e personagens diferentes, nem que a história ficasse sem sentido, eu gostava.
Hoje não, por mais que goste de escrever, a cobrança é muito maior, da minha parte é claro. A busca e necessidade de fazer algo perfeito é inevitável para mim. Quantas vezes parei o projeto da escrita nos "bastidores" da descrição da personagem? Inúmeras. Ah, mas a história é muito clichê. O que eu quero passar com isso. Ah mas vão achar muito sem noção esse diálogo. Puff, lá se foi o projeto.
Nem só isso, tem textos que eu realmente gosto muito da ideia, está tudo certo na minha mente, só tenho preguiça de revisar, corrigir, de levar para frente. Esses são os piores, ficam engavetados esperando uma inspiração do além para sem acabados, ou pior deixá-los perfeitos, por isso nunca são finalizados.
Mas e aí? A vida é essa coisa inacabada mesmo?
Desde que esse projeto começou eu estou tentando escrever sobre coisas diferentes, de formas diferentes e sempre caio na mesmice de apenas despejar palavras sobre a folha em branco, muitas vezes sentimentos, em outras devaneios, tudo de forma simplista demais, ou até rasa.
Claro que nem tudo é superficialidade, em alguns momentos fui muito feliz pois as palavras que vieram foram profundas demais até para mim e gerou um certo orgulho de saber que fui eu quem as escreveu. Bom, já deu para perceber que esse post aqui é mais do mesmo que eu fiz até agora?
Nota mental: desenvolver as histórias que estão engavetadas, ou se livrar logo delas e liberar espaço para que as novas surjam.
Eu poderia citar muitas desculpas aqui, falar que está tudo uma correria, que não tenho tempo para isso, mas hoje foi um daqueles que fiquei a tarde inteira deitada fazendo nada, então é preguiça mesmo.
Oh lá, mais um texto sobre perdão. Não adianta, este sempre será um tema em pauta.
Eu estava refletindo hoje sobre isso e para ajudar a devocional do ensaio (obrigada Ly) foi justamente sobre isso. Isso mexeu comigo.
A primeira coisa que lembrei foi de um caso, faz um tempo já que tive uma discussão com meu pai e isso me deixou muito triste. Eu não lembro sobre o que era, mas a verdade é que meu peito ficou muito apertado e eu não conseguia dormir. Resolvi passar por cima do meu orgulho, das nossas diferenças e pedir perdão, apesar de achar antes que estava certa.
E vou confessar, chorei muito, pois estava ferida, eu não queria admitir o erro - talvez o que causou a discussão não, mas por ter discutido com ele.
Por que perdoar dói tanto?
Gosto de pensar que é um remédio que precisa passar bem em cima da ferida aberta, que arde, faz a gente chorar de dor, mas depois alivia, ajuda a cicatrizar. Jesus nos ensina a perdoar como Ele nos perdoou por meio da morte de cruz, carregou todos eles e os remiu com seu sangue.
Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. (Efésios 4:32)
Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós. (Colossensses 3:13)
O orgulho estava me machucando, me paralisou e quando eu liberei perdão era como se tivesse tirado o curativo, que na verdade me paralisava. O orgulho muda sua visão, muda as suas atitudes e te coloca na posição de centro. Ou melhor dizendo, te cega e te faz agir de acordo com a sua vontade e necessidades.
Eu sei que eu sempre uso as mesmas metáforas, mas até que eu encontre outra forma de dizer, será isso mesmo. Deixe ser curado, libere perdão, peça perdão. É o melhor de todos os tratamentos.
Aba! Como sou grata pelo seu amor, por ter entregue seu único filho por mim. Ah paizinho, não existe outro amor se não o Seu. Não há no universo outro alguém que me ame tanto como o Senhor. Jesus sofreu tanto por amor, nem posso imaginar as dores que ele sentiu.
Entregou-se em meu lugar, doou o Seu sangue em troca do meu. Curou minhas feridas por meio das Suas feridas. Me salvou e perdoou todos os meu pecados dia após dia. Não posso compreender esse amor, pois é imensurável, inigualável, inabalável, incorruptível.
A morte na cruz não foi simples, Jesus carregou toda a maldição do mundo em seus ombros, libertou todas as almas cativas, trouxe esperança às nossas vidas. O seu ato de amor não foi simples. Foi muito maior do que nossa mente pode alcançar em entendimento. Embora Ele e seu evangelho sejam simples. A morte do cordeiro puro trouxe perdão. A entrega do amado em amor rasgou os céus, as marcas depositadas sobre a pele do Filho de Deus marcaram o amor do Pai pelos seus filhos adotivos, o sangue derramado selou todas as gerações.
Como somos frágeis pai! O que seria de nós com essa estrutura sem Você? Sem o idealizador das nossas vidas. E, mesmo demonstrando ingratidão, o Senhor nunca deixou de nos amar, sempre esteve conosco apesar de afirmarmos que não. E para sermos imitadores de Cristo em sua essência, carregamos as marcas de Jesus, sabemos que a jornada possuirá dificuldades, por vezes até sofrimento, mas Ele despiu-se de Sua glória para que houvesse vida!
A sua graça não tem fim e o seu amor dura para sempre.
"Fazer o que é justo e certo é mais aceitável ao Senhor do que oferecer sacrifícios." Provérbios 21:3
Eu sei que você já deve ter ouvido por aí que devemos sacrificar coisas a Deus, por Jesus, mas a princípio Ele quer a nossa obediência. Calma, não estou dizendo que entregar a Deus certas coisas, como o tempo, ações, se privar de comida - jejum - e consagrar um período sem algo que interfira no seu relacionamento com Deus estejam erradas, pelo contrário, são muito importantes para o crescimento espiritual. Entretanto, obedecê-Lo é melhor, porque Ele se alegra com isso, é mais aceitável. Só há perdão de pecados por meio de derramamento de sangue. Por isso Jesus se sacrificou na cruz por mim e por você, por tamanho amor pela humanidade. O sacrifício dEle foi baseado em amor e obediência ao Pai.
Não há sentido em sacrificar coisas a Deus e no coração isso não for verdadeiro, se a intenção for apenas externa.
"Não deixem de fazer o bem e de ajudar uns aos outros, pois são esses os sacrifícios que agradam a Deus." Hebreus 13:16
Em Mateus 15:8-9 diz "esse povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão, porém me adoram, ensinando doutrinas que são normas dos homens". Então, talvez tenham te ensinado apenas tarefas como se fossem rituais de como agradar a Deus, prestar sacrifícios desnecessários enquanto seu coração ainda não foi entregue.
Pense se o seu coração está entregue realmente, pois maior que todos os outros sacrifícios é entregar o seu coração primeiro, e você sabia que Deus não resiste a um coração quebrantado? Ele é quem vai limpar toda má intenção, todo orgulho, toda a maldade. Só entregar.
Ao ler Lucas 10:38-42 vemos Marta e Maria recebendo Jesus em sua casa.
Maria sentou aos pés de Jesus para ouvir a sua palavra e prestava atenção naquilo que Ele estava ensinando. Já Marta andava ocupada, preocupada com os afazeres domésticos, com o serviço que havia de fazer na casa e, vendo sua irmã sentada sem fazer nada, isso causa indignação. As duas possuem comportamentos diferentes diante de Jesus, enquanto Maria senta-se aos pés de Jesus para ouví-lo ensinar, Marta começa a limpar a casa.
Hoje eu entendo que todo personagem representado numa mulher remete a igreja. Então aqui são duas igrejas, a igreja Maria e a igreja Marta. Mas Jesus diz à Marta que Maria escolheu a melhor parte. Por quê? Quer dizer que Marta estava fazendo errado ao servir Jesus?
Naquele momento, Jesus tinha algo a dizer e apenas Maria teve a revelação do mestre, enquanto Marta estava ocupada demais para atentar-se as palavras. No entanto, acredito que as duas igrejas tenham parte do Reino. Sim, existem igrejas preocupadas com o serviço a Cristo e igrejas que simplesmente sentam-se aos pés de Jesus e o ouvem, mas entendo que elas não devem se anular e serem independentes.
Nosso coração deve carregar o princípio de serviço e submissão a Jesus, estes identificados nas igrejas representadas por Marta e Maria. E mais importante é ser dependente dEle para discernir qual o momento de servir e o momento de ouvir.
Esteja atento à voz de Deus, o que Ele está te direcionando hoje?
Estou tentando expressar aquilo que tenho lido e entendido, releve se algo não tenha ficado claro, mas fique a vontade para falar sobre nos comentários.
É até engraçado, quando acontece nem me admiro. Ontem foi um desses dias. Estava saindo de casa apressada (outro fato que já faz parte da minha vida), carregando duas bolsas e o celular na mão, pelo menos eu pensei que estivesse carregando.
Entrando no carro, cumprimentei meu amigo e olhei dentro da bolsa, cadê o celular? Putz, esqueci em casa. Mas tudo bem, vou aproveitar os momentos com meus amigos - pensei - não ia ter sinal na chácara mesmo. Inclusive, foi incrível de verdade. Fazia tempos que não tinha um dia assim: comunhão, alinhamento, risadas, boa conversa, zoeira. Muita zoeira.
Depois, quando cheguei em casa, lá fui eu atrás do celular. E cadê? Procurei por tudo mas não encontrava. A primeira coisa que passou pela minha cabeça é de que estaria no carro, afinal, eu achei que tinha levado, não é mesmo? Dei um jeito de conversar com meu amigo para que ele pudesse procurar. No final das contas, o celular estava o tempo todo no carro e eu não havia percebido.
Só poderia buscar o celular no dia seguinte. Fiquei um dia e meio sem alguns apps e foi, digamos, libertador. Me vi pensando sobre a necessidade de estar conectada o tempo todo e completamente abstraída por meros aplicativos, por conexões que nem sempre são reais.
Valeu a pena estar sem celular nesse período, não estar distraída com notificações de aplicativos, perdida no vácuo infinito que é o feed do Instagram, estar atenta ao que estava acontecendo ao meu redor e valorizar os momentos com meus olhos e não apenas em fotografias - que também são legais, no entanto, nem sempre precisamos estar com as câmeras apostas para registrar tudo e todos.
Quando peguei o celular, vi uma imensidão de mensagens e fiquei com vontade de esquecê-lo em outros lugares.
Eu sei que já estou em falta por aqui. Dois meses se passaram e não houve atualizações, textos, resenhas, links… desde que a rotina da faculdade voltou, as coisas não foram mais as mesmas. Todos os meus dias estão corridos, várias tarefas, pacientes, documentos para elaborar, TCC, ensaios 2 a 3x na semana, social, mudança de estágio, etc. Enfim, estou tentando desenvolver os meus textos conforme eu tenho horários livres.
Bom, eu preciso compartilhar aquilo que me foi compartilhado. Em um dos ensaios do treinamento o qual faço parte, a Karin (@karin.nater) ou Finoca para os mais chegados, trouxe uma reflexão muito profunda que ficou cravada no meu coração e tem mudado a minha perspectiva sobre meus sentimentos e reações às circunstâncias que me ocorrem. Então eu resolvi escrever sobre esse assunto aqui.
Qual é a diferença entre você e uma rocha?
Você é um ser capaz de pensar e sentir, tem necessidades fisiológicas, precisa comer, tomar água, dormir, você sente alegria, tristeza, raiva e dor. Você é capaz de amar as pessoas e de odiá-las também. Você passa por dificuldades, cai por diversas vezes, mas tem a capacidade de se levantar. Você comete erros, muitas vezes segue por caminhos que nem sempre são os melhores, mas você pode se arrepender, pode tomar o caminho de volta e pode decidir acertar na próxima vez.
E a rocha? Bom, a rocha é exatamente nenhuma dessas coisas. A rocha não pensa, não sente, não ama, não é capaz de se locomover sozinha, não erra, e se errasse não poderia se arrepender. A rocha é fria, ela é resistente.
Você não é uma rocha.
Dadas essas diferenças claras, por que você continua suprimindo seus sentimentos, os negando como se não fizessem parte de você? Por que continua tentando ser uma rocha para evitar que as suas emoções se aflorem? Hoje se vê muito por aí que “tudo bem não estar bem”, mas no final das contas a sociedade, o ambiente no qual estamos inseridos e nós mesmos pressionamos o nosso bem estar, precisamos estar aparentemente bem, principalmente nas redes sociais. Criamos a necessidade de ter uma vida perfeita.
Você não é uma rocha.
Quantas vezes você estava sentindo-se mal, mas não expressou esse sentimento pois queria ser forte? Te disseram para ser forte e se transformar numa rocha, mas você é um ser capaz de sentir. Como tirar algo que faz parte da sua natureza? Deus te criou dessa forma para que pudesse sentir, pensar, se relacionar e amar.
Não. Você não é uma rocha.
Mas Jesus é a rocha, é nele que devemos estar firmados, assim como diz em Mateus 7. A casa firmada na rocha não sera derrubada. Mesmo que a casa passe por tempestades, ventanias, não cairá por causa do seu firmamento, mas não significa que ela não passará por essas tribulações. Assim é contigo e comigo, passaremos por dificuldades, mas não seremos abalados pois temos um fundamento, a rocha viva, Jesus Cristo.
Sei que isso tudo ficou meio repetitivo, inclusive é uma boa continuação do texto anterior, mas espero que você entenda no seu coração que o ser humano é vulnerável e limitado Nós dependemos de Alguém muito maior que nossas fraquezas, uma Pessoa que nos protege e nos ama incondicionalmente.
Estava me analisando esses dias, coisa que a gente nem sempre faz em meio à correria (nossa boa e velha amiga - ou será inimiga?), e me deparei com alguns detalhes da minha personalidade que me intrigaram muito.
Identifiquei em mim diversas fraquezas e inseguranças, que quando percebi incorporei na minha autobiografia mental. No entanto, mal identifiquei a característica e nem questionei o porquê da existência dela. Por exemplo, percebi que tenho um complexo de que não lido bem com rejeições e críticas, apesar de no exterior não demonstrar essa fraqueza, no meu interior isso estava acabando comigo. Perceberam que eu disse "tenho um complexo", ou seja, eu tomei posse desta característica, aceitei que aquilo é meu. Mas não é bem por aí que as coisas devem seguir.
Nem sempre é fácil identificar um defeito em nós, e podemos seguir duas vertentes depois desse processo: a autoaceitação ou a negação. Se aquilo for uma característica, posso aceitar e pronto ou negar e fazer algo para mudar. É nesse ponto que eu quero chegar.
A nossa vida é dinâmica, estamos em constante mudança, tendo em vista o processo que passamos a cada dia, o ambiente muda, o nosso círculo de amizades muda e com a nossa mentalidade não seria diferente.
Importante ressaltar que a partir do momento que identificamos o problema, devemos evitar ao máximo as desculpas. Quando erramos, devemos assumir o erro, nos arrepender e mudar. Entenda que há diferença entre assumir o erro e assumir a culpa. Assumir o erro significa que você identificou sua vulnerabilidade e isso representa a verdade, na palavra diz que nós conheceremos a verdade e ela nos libertará (Jo 8:32) e que a verdade é o próprio Jesus (Jo 14:6), se de coração nos arrependermos desse erro seremos justificados. Agora assumir a culpa é carregar um fardo de condenação, que traz consequências e destruição (Jn 1:12), que te acusa a todo instante e na palavra diz que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1) e Ele nos conservará firmes para que no dia da volta não tenhamos culpa de nada (1Co 1:8).
É fato que todos erramos, mas devemos persistir na tentativa de não errar mais uma vez. O processo de mudança é contínuo. Eu sei que parece estranho, mas muitas vezes por não assumirmos isso, acabamos colocando a responsabilidade nas coisas e pessoas que estão ao nosso redor, não tentamos mudar a situação, tendemos a sempre colocar sobre o outro, por ser mais cômodo. O poder de mudança está sobre nós.
Que fique bem claro que assumir o erro não é aceitar que aquilo faz parte de você. Se você fizer isso também não gerará mudança e isso pesará sobre os seus ombros. O processo inclui arrependimento. Esse era meu problema ("era" porque não aceito mais ele fazendo parte da minha vida, é tudo uma questão de posse), era muito autocrítica e isso me deixava super mal, parecia que todos os dias havia um dedo acusador sendo apontado para mim. Agora, assumo meus erros, mas não deixo que isso seja maior que eu, enfrento o erro e tento não errar mais.
Jesus não te acusa, nem te condena, pelo contrário, Ele te liberta, tira o fardo pesado e coloca o dEle que é leve. Foi pela cruz que toda condenação foi revogada, pelo sangue do cordeiro fomos lavados e purificados. Por isso, só Ele pode te ajudar e dar forças para enfrentar todos os seus erros e te moldar segundo os padrões dEle que é perfeito.
Depois de eu ter escrito tudo isso, eu recebi uma notificação de vídeo do Dunamis sprints com o Eduardo Nunes e ele falou sobre a diferença entre culpa e arrependimento que corroboram com tudo o que veio ao meu coração enquanto escrevia essas palavras, por isso acho que vale a pena dar uma olhada.
Esse é o texto que representa boa parte do meu 2018, foi um ano de descobertas e de encontro comigo mesma, inclusive a maioria dos trechos foi escrito durante essa fase. Estava cheia de perguntas, volta e meia eu me questionava sobre alguma coisa diferente da vida.E então fiz um curso onde eu conhecia praticamente ninguém e me vi obrigada a dizer quem eu era. Mas "quem sou eu de verdade?"
Eu poderia começar falando sobre a minha idade, meu estilo de vida, talvez dizendo que sou uma pessoa organizada, que faço faculdade de Nutrição, mas isso não diz quem eu sou. Na verdade parece ser uma pergunta bem difícil de ser respondida, concorda? Sim e não. O que está na Terra não consegue me descrever por completo, descrever o ser humano é algo bem complexo.
Na faculdade, a gente aprende e chama o homem como um ser biopsicossocial, que deve ser visto além de suas características biológicas, psicológicas, sociais e por aí vai. Nós somos seres complexos para os homens. Eu como estudante da área de saúde que estudo e - tento - entender o corpo humano, reconheço que a estrutura é uma perfeita biologicamente, diversos mecanismos, vias metabólicas, compensatórias e etc, é maravilhosa. E depois entramos no aspecto social e vemos ainda mais complexidades relacionadas a nós, as relações entre humanos, o comportamento perante a sociedade e os significados e simbolismos presentes em coisas que nos rodeiam. E então, o aspecto psíquico, onde nossa mente está cheia de questões das mais bobas e aleatórias para questões sérias que ainda não foram encontradas as respostas, e muitas batalhas internas que nos desestabilizam e afetam o social também.
Mas sabe de uma coisa, quando lemos a respeito da nossa criação parece ter sido tão simples. Repare, em Gênesis, quando a formação do homem é descrita, parece que foi tudo muito rápido. "E Deus formou o homem do pó da terra e soprou em sua narinas o sopro de vida", a gente lê essa frase em segundos, e isso carrega tamanha magnitude. Uaau! Parece que a criação do homem, essa criatura complexa, demoraria bem mais que alguns segundos. Deus criou o homem em um dia (que a gente nem sabe se esse dia tinha 24 horas mesmo), um dia inteirinho dedicado para a criação do homem, a criatura que seria à imagem e semelhança dEle, creio que Deus teve muito cuidado, carinho e concentração quando nos criou. Então chegamos a conclusão que somos criaturas dEle, mas será que é só isso?
Você sabe quem é você? Ou você acha que sabe? Ou você é o que as pessoas dizem sobre você?
Eu tenho reparado em alguns detalhes da minha vida e me questionado por diversas vezes se aquilo que eu acho que sou é a realidade, e percebi que muitas coisas que eu fazia eram porque pessoas ao meu redor me diziam que eu era e eu as aceitei. Eu não estou dizendo - apenas - de coisas ruins, eram bons elogios relacionados a minha personalidade, à minha inteligência, desenvoltura e etc. Ao longo do tempo fui me moldando a esses padrões e aquilo que era meu de verdade, trancava numa caixinha e ninguém sabia desses detalhes. Resultado: muitas atitudes não condiziam com aquilo que eu realmente sou na essência. Algumas atitudes sim foram ótimas mudanças e começaram a fazer parte de mim, entretanto, outras eram máscaras. que escondiam a verdadeira identidade.
Tenho me descoberto a cada dia. E para algo ser descoberto é necessário retirar o "objeto" que está em cima e que o esconde. E tem sido assim, tenho me livrado daquilo que não é meu, das críticas, das opiniões alheias que não condizem com quem eu sou e que Ele diz sobre mim, me encontrando cada vez mais. Ao longo do tempo, algumas coisas vão tomando outras formas e o meu ser é moldado, afinal, a gente nem sempre mantém a mesma opinião para o resto da vida e somos imperfeitos. Então, amadureço. E eu vou me despindo dessas coisas velhas, me reinventando, me renovando.
Em meio a essa fase eu me encontrei com uma missionária (Alô Amanda!!) que com muito carinho me deu uma arte escrito "identidade". Não, ela não sabia o que eu estava passando e liberou palavras preciosas sobre a minha vida, que me ajudaram a prosseguir o caminho e me conhecer cada vez mais nEle.
Uma vez eu machuquei minha mão entre o dedo polegar e o indicador, um local que nem imaginaria que incomodaria tanto. O problema é que, por ser um local visível e de fácil acesso, era inevitável que eu ficasse cutucando o ferimento a cada instante. Uma semana se passou e a ferida tinha formado uma casquinha grossa, mas que coçava muito. Eu comecei a tentar tirar aquela casquinha de todo jeito. Resultado: a ferida abriu novamente.
O mesmo acontece com as nossas vidas, por diversas vezes temos feridas que parecem nunca cicatrizarem, pois simplesmente não deixarmos elas cicatrizarem. Talvez eram feridas pequenas como a minha, como uma preocupação ou uma mágoa, mas você não consegue ignorá-la e continua mexendo, lembrando e remoendo aquilo dentro de você, a ferida se abre, o processo de cicatrização começa novamente e ela só aumenta.
Talvez o ferimento seja mais grave, uma ferida aberta que não consegue cicatrizar e que provoca muita perda de sangue, como uma pessoa que você ama muito ter deixado de fazer parte da sua vida, uma parte de você deixa de existir. Você precisa de ajuda específica para estancar o sangue, porque sozinho não sabe o que fazer. Permita-se ser ajudado. Assim, nesses casos nós recorremos à um hospital ou alguma unidade de pronto atendimento para que profissionais da saúde possam nos ajudar, no mundo onde estamos com feridas que não cicatrizam no nosso coração recorremos ao Médico dos médicos, Ele nos conforta, nos traz a paz, e fecha toda ferida. O processo de cicatrização não é fácil, pois dói e é desconfortável, mas precisa ser passado. A dor é incômoda e parece que ela nunca vai embora, mas quando ela vai, você mal se dá conta.
Eu não sei qual é a sua dor, nem em qual área da sua vida, muito menos qual o tamanho das feridas, mas deixe Jesus cicatrizar todas elas, sejam grandes ou pequenas, não fique tentando lidar com isso sozinho. Ele está com você e o ama incondicionalmente, é com o amor que Ele cura tudo. Deixe a ferida ser tratada. "Não deixe suas feridas traumatizarem os seus sonhos" - Eduardo Chagas
Eu sei, eu sei, muito tempo longe, mas uma coisa que esse blog já está acostumado é viver de hiatus. Apesar desse tempo todo sem postar, não parei de escrever, só não tive tempo nesse ano para amadurecer os textos que me ocorriam. O fato é que agora que estou de férias (posso ouvir um 'amém'?) consegui dedicar um tempo para isso, então alguns dos próximos posts serão textos "antigos", que o problema já foi superado e resolvido, mas acho que valem a pena serem postados.
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Antes de eu querer escrever sobre algo específico, preciso desenrolar algumas coisas. Minha mente tá uma confusão. Não estou conseguindo sair do lugar.
No geral, eu me considero uma pessoa organizada, motivada e inspirada, mas nem sempre consigo colocar em prática tudo que passa na minha mente. E percebo que isso tem refletido na minha vida, no meu quarto, na faculdade, no meu home office, e por aí vai. Toda essa bagunça, seja o armário cheio de roupas, as bolsas que ficam rolando de lá para cá, os papeis que estão espalhados na mesa, tudo se perde e esconde o que é importante de fato. A todo momento eu preciso me desfazer de alguma coisa, de renovar outras e de liberar espaço. Já assumi que sou uma acumuladora de tralhas, e não estou falando apenas de coisas físicas.
Na minha mente se passam mil coisas ao mesmo tempo, até coisinhas pequenas são consideradas preocupações, como tarefas que poderiam ser adiadas, ou uma mensagem que poderia ser respondida depois. Essas coisas se confundem no meio das ideias. Eu acho que talvez aquele pensamento seja uma ideia, mas na verdade não é, sendo apenas uma preocupação boba que fica me atormentando. Não sei bem qual é a solução para isso, nem mesmo o que pode estar causando essa bagunça, só sei que quero resolver o quanto antes.
É necessário esvaziar a mente desses pensamentos, liberando espaço para as ideias, para boas memórias e para o que vale a pena.
Perdão caro leitor, sei que não tem nada de interessante nas palavras acima, não tem nenhuma lição de moral, nem uma dica para a vida. Lamento você ter lido até o final, mas precisava deixar registrado que minha mente geralmente é uma confusão, só que isso você já deve ter percebido faz tempo. Confesso que de tão bagunçado tive de reescrever várias vezes para seguir uma linha de raciocínio. Nesse meio tempo, o Pai me lembrou e lembra toda vez que me encontro nessa situação confusa e cheia de preocupações do seguinte versículo: Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês. (1 Pedro 5:7) E mais uma vez me vi vulnerável na presença dEle, dependente do Seu amor que tem me feito olhar para dentro e ver que sem Ele eu não sou nada, eu sou confusa, mas Jesus me organiza, me dá descanso, me acalma e coordena a minha vida.
Eu sou uma pessoa criativa. Sempre achei isso. Sou movida pela arte, e é por qualquer tipo de arte. Desde pequena eu gostei de ler e escrever, essa é, realmente, a minha praia. Quando meus pais compraram uma câmera digital, então, eu pude fotografar tudo que via pela frente. Depois me encontrei na dança, uma das minhas maiores paixões atualmente, me envolvi com o teatro, circo e até frequentei aulas de violão, além de gostar muito de cantar, e tenho gostado de fazer alguns rabiscos, sejam eles algumas folhas, flores, ou palavras com fontes diferentes. Mas faz um tempo que eu estou, digamos dessa maneira, estacionada.
Eu tenho saudade de escrever sobre tudo, de colocar alguma ideia ou projeto no papel, de sair "lá fora" apenas para observar, de registrar cada movimento de uma formiga e tentar adivinhar o que ela estava pensando, de encontrar algo bonito aos meus olhos e fotografar de todos os ângulos, de dançar na cozinha porque está tocando uma música incrível, enfim. Por que eu estou dizendo isso, afinal? É nesse momento que eu quero te fazer refletir. Qual o sentido desse talento todo se não expressado ao mundo? Não digo que eu sou uma pessoa cheia de talentos e deveria ser conhecida por todas as pessoas, pelo contrário. O talento não é meu. Eu acredito que esse amor pela arte não é meu. É dELE. E de alguma forma eu sinto amor pela arte porque toda arte O adora.
A escrita, a fotografia, a música, a dança, o teatro, o desenho, a pintura, tudo isso O adora, e nós carregamos isso dentro de nós, porque Ele colocou isso dentro de cada um de acordo com a sua personalidade e jeitinho de ser. E, indo ainda mais além, somos adoradores, ou seja, não é uma questão de ter essas "coisas" dentro de nós, mas de ser aquilo que Ele planejou que nós fossemos - adoradores. Adorar em tudo o que fizermos e com todo o nosso coração.
Foto: @tacifoto
Eu estou escrevendo isso aqui mais para mim do que para você do outro lado da tela, acredite. Eu precisava entender que não devo enterrar esses talentos, Ele os confiou a mim porque pretende que eu faça alguma coisa com eles. E como disse, a intenção não é fazer o meu nome conhecido, mas sim o dEle. A arte é a chave que manifestará a glória de Deus aqui nessa Terra. E para que isso aconteça, cabe a mim fazer alguma coisa, eu não posso estacionar.
Durante todo esse tempo afastada, pensei que tinha acabado de verdade. Continuo cantando e dançando, e algumas pessoas me veem fazendo isso, continuo escrevendo mesmo que apenas orações, mas tinha guardado essa parte só para mim e entendi que não é bem assim. Também entendo que não voltarei a ativa por aqui de forma integral, porque eu conheço minhas responsabilidades, mal tenho tempo para algumas coisas básicas, imagine editar uma publicação do jeito que sou crítica com cada detalhe? A ideia é não deixar morrer, por isso tenho contado com pessoas maravilhosas que Deus tem colocado ao meu lado para me incentivar, sou muito grata por tê-las comigo.
“A essência de toda arte bela, de toda grande arte, é a gratidão.” Nietzsche
"Deus nos salvou e nos chamou para sermos o seu povo. Não foi por causa do que temos feito, mas porque este era o seu plano e por causa da sua graça . Ele nos deu essa graça por meio de Cristo Jesus, antes da criação do mundo." (2Timóteo 1:9)
Estou enferrujada, eu sei, faz uma era que eu não coloco os neurônios para funcionar, isso quando se trata de escrever aleatoriedades que não sejam sobre a faculdade. No entanto, acredito que seja como andar de bicicleta, dá um a travada no começo, mas depois você reaprende. E no momento eu me encontro em meio a tanto ócio que precisava mexer alguma coisa, e resolvi que seriam os dedinhos. Aliás, creio que esse assunto será abordado mais vezes por aqui. Até a próxima!