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Resenha: Roube como um artista - Austin Kleon

Isso mesmo que vê leu no título, uma resenha depois de muito tempo aqui no blog. Eu sempre gostei de compartilhar sobre os livros que li, as minhas considerações e tudo o mais, mas à vezes isso se perde no meio do caminho e eu me esqueço. Ainda mais, no meio de uma pandemia que a percepção de tempo e espaço ficou afetada.

Em 2020 eu li alguns livros, a maioria de gente que eu nunca ouvi falar e que estavam disponíveis no Kindle Unlimited, que confesso ter sido uma das melhores assinaturas que fiz. 

No caso, eu já tinha ouvido falar sobre esse livro, muito bem por sinal. Roube como um Artista do Austin Kleon foi o queridinho de muitas pessoas aqui na internet e eu com certeza tinha que conferir. Confesso que estava esperando mais do mesmo, sabe? Aquelas dicas mais batidas que o sino da igreja? hahaha

Mas me surpreendi. E muito.

O livro conta com diversas sacadas muito boas, chacoalhões de dar vontade de sair roubando por ai. Além da estética muito bonita, até para o ebook, o que me chamou bastante atenção, muitas ilustrações e frases marcantes. Fiquei com vontade de ter o livro físico para sempre que eu quisesse verificar algo.

Bons artistas copiam, grandes artistas roubam - Pablo Picasso

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o capítulo que falava sobre manter hobbies. Quem me conhece sabe que eu faço de tudo um pouco e por muito tempo eu me criticava por não ser boa o bastante em pelo menos uma coisa só, mas o que ele explica nesse capítulo é que os hobbies são a fonte de energia para o trabalho. E que alguma hora o trabalho vai ficar chato, e nada melhor do que ter algum hobbie que possa ser fonte de inspiração e deleite para nossas mentes.

Uma das coisas que Austin afirma tanto no livro quanto na sua palestra no TEDx é que nós somos uma mistura (mashup) das coisas que deixamos entrar na nossa vida.

O que me faz pensar que nesse ano esquisito, eu me refugiei poucas vezes na escrita, muitas vezes foi a dança, ou a colagem, ou o desenho, ou os tiktoks (hahha novo 'talento' encontrado), ou até uma caminhada. Isso é poderoso demais.

Ainda sobre o livro, a leitura é muito leve e tranquila, eu decidi ler bem lentamente para absorver cada ensinamento, mas pode ser facilmente lido em alguns horas dias se você quiser.

Outra coisa que Kleon ensina é ter um caderno de furtos, um local onde você coloca todas ideias roubadas, e você pode deixar elas dormindo ali por um tempo até que elas se juntem com outras ideias e mais outras até que você tenha uma ideia "nova".

Esse caderno pode ser digital ou fisico, fica a teu critério. Eu gosto de intercalar entre as duas formas, pois o analógico me faz ter contato um pouco mais presente com a arte, mas o digital me ajuda a armazenar todas as informações num só local.

Se for para dar uma nota seria 4/5 - porque sou difícil, mas recomendo muito o livro para instigar a sua criatividade e ajudar a roubar ideias por aí.

Resenha: O Peregrino - John Bunyan


Olá pessoal! A resenha era pra ter saído há muito tempo, mas acontece que tive alguns "percalços" no percurso e dei uma atrasadinha. Esse livro é um daqueles clássicos da literatura cristã, que foi traduzido em mais de 200 línguas no mundo cristão, geralmente a sua leitura é indicada - inclusive no retiro que eu fui um dos pastores indicou, fiquei feliz de já ter lido. 

O peregrino de John Bunyan traz a analogia da caminhada de Cristão frente a todas as dificuldades e obstáculos encontrados no caminho, bem como os desvios e dúvidas que permeiam os pensamentos humanos. Boa parte do livro foi escrito em 1675, enquanto John estava preso e foi lançado em 1678. Depois disso, virou um sucesso de vendas e várias versões foram publicadas desde então. O autor narra a história como se estivesse contando um sonho ao leitor, e talvez seja esse um dos motivos de tantos sentirem-se tão próximos dele.


A história inicia-se com o desespero de Cristão ao perceber que a cidade onde ele mora, a Cidade da Destruição será destruída em breve, e também por não aguentar mais o fardo que ele carrega sobre suas costas. Nesse momento ele conhece um homem chamado Evangelista que lhe dá as coordenadas para fugir da destruição rumo à porta estreita. No entanto, ele deve prosseguir até a porta com o fardo e ali seria instruído sobre como aliviar a sobrecarga.

Durante a jornada, Cristão encontra diversos personagens como o Senhores Volúvel e Obstinado, que são vizinhos na sua cidade e tentam convencê-lo a desistir da fuga. Também se depara com senhor Sábio segundo o mundo, que usa estratégias para fazê-lo desviar do caminho, além de outros como Vã Confiança, Ignorância, bem como Fiel e Esperançoso. No decorrer da história ele conhece pessoas boas e ruins, que instruem e outras que afastam do caminho que é reto.


A narrativa é muito rica de referências bíblicas e analogias com a jornada cristã. É possível identificar-se facilmente com as atitudes de Cristão, pois ele é testado em várias áreas, pelas dúvidas, pelos desvios no caminho, mas também pela fé, persistência, força, coragem e muito mais. A partir da leitura eu consegui rastrear alguns problemas na minha própria caminhada, dessa forma tendo consciência disso, assim como Cristão ao perceber que estava no caminho errado, voltava para o caminho correto, muitas vezes tendo de pagar pelos seus erros quase que com sua vida.


Eu recomendo muito a leitura, principalmente para que você se identifique assim como eu e tenha consciência da sua caminhada e dos desvios que tenha feito na sua jornada e talvez nem tenha percebido. 

ISBN 8573254424  Editora Mundo Cristão Nota 5/5 Páginas 224

Resenha: O vendedor de sonhos: O chamado - Augusto Cury


O vendedor de sonhos: O chamado do Augusto Cury é um dos meus livros favoritos, tanto é que já li ele umas 3 vezes se não mais, mas a cada leitura eu aprendo uma coisa diferente. E foi a minha primeira leitura desse ano, para começar bem. É o primeiro de uma trilogia, sendo sequenciado por O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos O Semeador de Ideias, os quais ainda não li.

Trata-se da história de Júlio César, um professor universitário, crítico, mas preso dentro de si, então ele decide tirar a própria vida se jogando de um edifício. Enquanto ele ensaiava pular do prédio, policiais, psiquiatras tentavam convencê-lo a mudar de ideia e uma plateia se formava no sopé do edifício. Ninguém conseguira fazer ele não querer se jogar. Então um homem maltrapilho entra no edifício contra a vontade das autoridades e direciona-se até a cobertura a fim de encontrar o suicida. Assim, Júlio César é bombardeado com diversos questionamentos ao ser abordado pelo homem excêntrico que não revela sua identidade. A partir disso, o suicida se convence a não tirar a própria vida e recebe um chamado para seguir esse homem misterioso que afirma ser um vendedor de sonhos.


Eu amo esse livro por você acabar se identificando com vários personagens, tanto no intelecto como em atitudes. Eu me identifico demais com o personagem principal, talvez devido ao meio acadêmico que estou inserida. A jornada de Júlio César com o vendedor de sonhos é inspiradora, e no faz pensar a respeito de quem nós somos, como temos reagido aos nossos problemas internos, nos convida de forma fantástica o contemplar da natureza e repensar a necessidade de obter muitos bens materiais. Tem crítica sobre padrões de beleza, jornada de trabalho excessiva, ego, amor ao dinheiro, traz reflexões sobre lidar com perdas de entes queridos, grupos sociais que são menosprezados, era digital, educação, estereótipos, e muito mais. 


O motivo para eu trazer resenha desse livro é que existem várias menções a Jesus Cristo, dessa forma carrega muitos ensinamentos que dizem respeito a Ele. Inclusive, muitas falas do mestre são baseadas em trechos bíblicos. Por isso, as reflexões me fizeram pensar mais sobre essas questões. O livro não é considerado cristão, mas vale muito a leitura de quem gosta de ler sobre mente, psique, loucura e etc, é do que o livro mais trata.


Ele traz diversos ensinamentos que eu poderia colocar aqui até não caber mais, mas isso deixo para que você desvende ao virar cada página.
" - Somos dois ignorantes. A diferença entre nós é que eu reconheço que sou." (pág. 25)

"Sentia-se uma criança indefesa diante dos próprios medos e da própria falta de sabedoria. Mas, pela primeira vez, foi chamado de menino, e não se contorceu de raiva, pela primeira vez teve prazer em reconhecer sua pequenez. Já não se sentia um homem diante do próprio fim; via-se como um ser humano em reconstrução." (pág. 30)

Sem dúvidas esse é um dos meus trechos favoritos do livro, tenho vários, mas esse me fascina pois estando no início, o qual não temos conhecimento nenhum sobre os personagens que permeiam a história e no decorrer dela eles se desconstroem e constroem um novo ser humano.

"- Quem não revela a identidade esconde sua fragilidade.
- Você acha que sou frágil? - indagou o mestre.
- Não sei - reagiu o psiquiatra, titubeando.
- Pois você está correto. Sou frágil. Tenho aprendido que ninguém é digno de ser uma autoridade, inclusive científica, se não reconhece seus limites e suas fragilidades. Você é frágil?" (pág. 48)
Eu recomendo muito a leitura, que é envolvente, mas deve ser lido com calma para conseguir absorver todas as ideias, melhor dizer sonhos que são abordados no livro. Esteja preparado para ser confrontado.

Como podem perceber, fiz várias marcações, das quais me chamaram mais minha atenção, e o meu livro já está surradinho pois já o tenho há muitos anos. Pretendo prosseguir a leitura dos livros na sequência e quando o fizer trago a resenhas deles por aqui também.

Não é incrível ver Jesus em tudo o que fazemos?

Ps: perdão pela qualidade das fotos, mas minha câmera está com um probleminha e tirei com o celular que não é muito bom.

ISBN 9788560096275  Editora Planeta Nota 5/5 Páginas 295

Resenha: A Playlist de Hayden - Michelle Falkoff


Olá pessoal! Tudo certo?

Eu nunca gostei de ler pelo celular ou computador, sempre preferi o livro físico, mas tem certas situações da nossa vida que a gente resolve dar uma chance, como condições financeiras ou a quantidade de peso que temos de carregar, né? 

Minha irmã estava lendo alguns livros pelo celular e resolvi tentar. A Playlist de Hayden foi uma de suas indicações e foi o primeiro que comecei a ler pelo celular e acabei me surpreendendo e me encantando com a praticidade de ter muitos livros na palma da minha mão. Bom, vamos à resenha:


Quando Sam encontra seu melhor amigo morto com uma garrafa de bebida ao lado e um vidro de remédios vazio, não restavam dúvidas de que ele havia cometido suicídio. Mas "o que levou Hayden a fazer isso?". Sam tinha esse e muitos outros porquês para descobrir, principalmente devido ao pendrive com uma playlist e um bilhete que Hayden deixou:

Para Sam
Ouça. Você vai entender.

"O que eu deveria entender? Ele se matou e me deixou aqui sozinho para encontrá-lo. E eu tinha certeza absoluta de que era tudo culpa minha." (pág. 14 - ebook)

Sam se sente culpado por não ter percebido algum indício de que seu amigo estava prestes a se matar. Por esse motivo, tentava encontrar alguma pista nas entrelinhas das músicas que estavam na playlist. Cada música tinha alguma ligação com algum momento ou lembrança de Sam com o amigo. Assim ele vai descobrindo vários segredos e não acredita que seu melhor amigo havia escondido tantas coisas dele.

Muitos acontecimentos poderiam levar Hayden ao suicídio, um deles era o bullying que sofria com a 'trifeta do bullying" que incluía seu irmão mais velho Ryan e seus dois amigos. E coisas misteriosas acontecem com esse trio e ninguém sabe quem é o autor delas. 


A história é bem envolvente, mas acredito que não é a melhor história que eu já li. Achei Sam muito dramático e as vezes sentia raiva das atitudes dele. Ao mesmo tempo, queria tanto como ele descobrir porque Hayden se matou, e esperava o próprio aparecer no final e dizer que tudo era uma pegadinha haha. 

Falando em final, me decepcionei com ele, parecia mais final de novela. Sabe quando as coisas se acertam tão rápido e é muita informação? Pois é, não gostei disso. E pensei em outros rumos que a história poderia ter levado.

A leitura é bem leve, por isso li bem rápido, mas a mensagem é forte, por se tratar de bullying e suicídio. Uma coisa interessante de ressaltar é que o ponto de vista da história é de Sam e não do suicida (como geralmente acontece em livros que abordam esse tema), mostrando como pessoas que perdem pessoas dessa forma se sentem, e isso poderia acontecer com qualquer um de nós. 

Cada capítulo possui o título de alguma música presente na playlist. É legal essa ideia de associar música e texto, mas eu não vi tanta ligação das músicas com o enredo, talvez porque eu não conhecia nenhuma. Só tentava entender porque cada uma foi escolhida para aquele capítulo a partir do título, porque tive preguiça de ouvir depois. Mas para quem gosta de conhecer músicas novas e não tem preguiça, é uma ótima ideia.


Update: você pode ouvir as músicas nessa playlist do Spotify


ISBN 9788581637044 Editora Novo Conceito Nota 4/5 Páginas 231 - ebook/288 - físico

*O ebook que li afirmava ter 231 páginas, mas no site da editora diz que tem 288.
**As fotos desse post foram tiradas antes do meu celular ter sido roubado :(

É isso pessoal, espero que tenham gostado, e se você já leu o livro, comente ↓ 


Resenha: FanGirl - Rainbow Rowell

Olá pessoal!

Mais resenha aqui no blog YAY, significa que eu estou cumprindo uma das metas para esse ano que é ler mais, certo? Enfim, venho falar de um livro que até o momento de comprar não sabia do que se tratava, na verdade, eu sabia que tinha fanfic no meio.
Cath e Wren, irmãs gêmeas, companheiras em tudo o que fazem, moram com o pai no Nebraska e são muito fãs de Simon Snow. Até aí tudo bem, super normal, "todo mundo é fã de Simon Snow" não é mesmo? Para Cath não, Simon Snow é a sua vida.

Juntas estão indo para a faculdade. Uma experiência muito nova e uma grande oportunidade das duas fazerem novos amigos. Justamente por isso, Cath não quer ir, por ser muito tímida, diferente da sua irmã que pretende ser independente, fazer muitas amizades durante a faculdade e até dispensou a irmã de ser sua colega de quarto.

Já deu para perceber que as duas possuem personalidades diferentes. Enquanto Wren gosta de fazer novas amizades, ir às festas e namorar, Cath gosta de ler, escrever Fanfiction de Simon Snow, onde é muito conhecida e acessada por conta de suas histórias baseadas na série.

Na faculdade, Cath fica a maior parte do tempo em seu quarto que de vez em quando Reagan (sua colega de quarto) aparece por lá junto com seu amigo Levi, os dois responsáveis por mudar um pouco as ideias de Cath ao longo do livro. E também conhece Nick que se torna seu colega de estudos em uma das disciplinas.
A história possui romance, alegria, tristeza, brigas, preocupação, etc. Tive altos e baixos com tudo isso, com os personagens e até mesmo com a protagonista. Tinha momentos que eu os amava e havia outros que queria simplesmente matar ou dar uma boa surra. hahaha. Lembro do que senti em determinadas partes haha.

O que me incomodou no livro é que antes de começar cada capítulo tinha algum trecho da história "original" de Simon Snow ou um trecho da fanfic que Cath escreve. Essas partes me desanimavam um pouco antes de começar a ler o próximo capítulo, posso dizer que achei essas partes bem desnecessárias. 
Bom, a leitura é leve, a história é envolvente (apesar dos trechos da série que interrompem) e sim, recomendo o livro para todos!! 


ISBN 9788542803686 Editora Novo Século Nota 4/5 Páginas 424

Então é isso pessoal, espero que tenham gostado da resenha e do livro, me contem se já leram o livro e o que acharam dele nos comentários, ok? Comente ↓

Resenha: O prisioneiro dos Daleks - Trevor Baxandale

Olá pessoal!

Doctor Who sem dúvidas é a minha série favorita, e algum dia eu falo com mais cuidado e atenção dela aqui no blog. O foco hoje é a resenha de um dos livros baseados na série que tem a versão do Doctor que eu mais gosto: David Tennant. Não desmerecendo as outras faces do Doctor, porque todos são fantásticos, mas a gente sempre se apega a um, né?
O prisioneiro dos Daleks, de Trevor Baxendale, começa com a aterrissagem inesperada da TARDIS (Time and Relative Dimensions in Space – em português Tempo e Dimensão Relativas no Espaço) em Hurala, um antigo posto de abastecimento para quem passava por ali. 

Com isso, o Doutor depois de alguns dias preso, acaba se encontrando com uma tripulação de Caçadores de Recompensas (adivinhem) de Daleks, composta por Jon Bowman, Vanguarda, Scrum, Stella e Koral. O Comando da Terra pagava uma nota por cada Dalek morto e pedia um olho como prova.

Os Daleks também aparecem em Hurala e atacam esse pessoal, todos fogem para a Peregrina (nave da tripulação). Depois de partirem eles têm uma surpresa ao perceber que um Dalek estava a bordo. Tendo como prisioneiro e com os sistemas desarmados, resolvem interrogar a criatura. É a partir disso que a história começa se desenrolar.

As primeiras páginas não me conquistaram, pensei que não gostaria do resto da história porque já não estava gostando do desenvolvimento lento dela e dos personagens de cara, mas com o virar das páginas eu comecei a me acostumar com a personalidade de cada personagem e todos me conquistaram, ou quase todos.
Algo muito interessante foi a fonte utilizada para identificar uma fala-dalek, o que ajudava a imaginar a voz robótica, rouca e esganiçada dos Daleks, exatamente como na série. Ponto positivo.

Por outro lado, a leitura é um pouco pesada. Sei lá. Senti que cada capítulo era meio forçado para ler. Eu queria muito ler o próximo capítulo porque morria de curiosidade pelo que estava por vir, mas a leitura parecia ser mais cansativa. Eu senti uma certa dificuldade de imaginar o cenário dos acontecimentos, talvez por conta de muitos detalhes que me deixaram um pouco perdida, mas isso não atrapalhou tanto na história em geral. 


O que eu mais gostei além do enredo em si foi o Doutor. O escritor conseguiu passar para o papel de forma inacreditável a personalidade do 10° Doctor interpretado pelo Tennant, todo empolgado, sarcástico e brincalhão. Eu conseguia ver suas expressões no decorrer do livro e isso foi fantástico. O autor acertou em cheio nisso.

Uma coisa que é meio estranho ler é a palavra “Doutor”, estou tão acostumada com o "Doctor", com aquele sotaque britânico lindo que sempre escuto na série, que ler de outra forma é diferente no começo, mas depois vai acostumando.

Na minha opinião, é melhor ler o livro se você conhece a série, e principalmente o Tennant. Eu acho que é muito mais legal você associar com o ator e acontecimentos da série. 


ISBN 978-85-8105-284-7  Editora Suma das Letras Nota 4/5 Páginas 207

Não podia deixar de mostrar dois elementos muito importantes do Doctor, a chave de fenda sônica (screwdriver) e a Tardis. Só amor por esses pingentes de colares (as correntes arrebentaram então eu os uni a uma pulseira e agora fazem parte da decoração do meu quarto ♥).

É isso aí, o que vocês acharam da resenha? Comente ↓



Resenha: Sobre a Escrita - Stephen King



Nada a ver aquela mão ali, mas curti a foto
Olá pessoal!

Hoje eu venho trazer a primeira resenha do blog YAY! Haha
Já faz algum tempo que eu estava com esse livro em mãos, eu emprestei ele de um amigo (alô Pedro), que me indicou. O livro ficou rolando aqui, até já vai fazer aniversário rs. Eu estou falando do livro “Sobre a Escrita”, do Stephen King.


Podem me julgar, mas eu não me lembrava de ter ouvido falar desse autor na minha vida, eu sei, depois de ter lido o livro percebi que ele é um grande autor, escreveu mais de 50 livros, e muitos deles eu me lembro do nome, mas nunca os associei com o autor.

O livro é dividido em várias partes, basicamente, três. Na primeira parte, ele conta um pouco sobre a sua história, afirmando que não chega a ser uma autobiografia e sim uma espécie de Currículo (bem elaborado por sinal). Eu gosto dessa parte, porque é uma forma dele apresentar suas características e experiências relacionadas com a escrita e na vida em geral, demonstrando que podemos confiar (ou não) nesse cara, “olha só a vida dele”.


É na segunda parte que o objetivo real do livro começa a surgir, ele começa a descrever o que é a escrita e, simplesmente, diz que é telepatia pura, porque nenhuma das pessoas que participam da comunicação (o escritor e o leitor) abre a boca para se comunicar.

“E aqui vamos nós – telepatia de verdade em curso. Você vai notar que não tenho nada na manga e que meus lábios nunca se mexem. E é bem provável que os seus também não.” (p. 95).

Ele diz para não encarar a escrita de maneira leviana, e sim para levá-la a sério.

“Mas é a escrita, cacete, não é lavar o carro ou passar delineador. Se você levá-la a sério, podemos conversar. Se você não puder ou não quiser, é hora de fechar o livro e ir fazer outra coisa.” (p. 96).

Em outra parte do livro, ele destaca que todo escritor deve ter uma caixa de ferramentas (dessas de bandejas e várias gavetinhas). Algumas das ferramentas que devem estar nessa caixa são: o vocabulário e a gramática. Além de dar diversos conselhos relacionados à forma e estilo, parágrafo, um breve desabafo sobre advérbios e muito mais que acrescenta na vida de um escritor.


No final do livro ele conta o que aconteceu em junho de 1999: um acidente que quase o matou e sua recuperação. Ele resolveu incluir essa parte no livro por que foi bem na época que o livro "Sobre a Escrita" estava encostado.

O que tenho a dizer é que: se você quer ser um escritor, você PRECISA ler "Sobre a Escrita" o quanto antes, ok? Você não vai se arrepender.


Ainda nas últimas páginas, ele exemplifica uma de suas "técnicas" com um conto escrito pela primeira vez (porta fechada) e depois com os cortes e correções (porta aberta). Amei!

Durante a narrativa, Stephen cita vários livros, alguns dele (falando de como foi o processo e etc), e outros de autores diferentes que ele admira. Posso dizer que terminei o livro com uma lista cheia de livros para ler.


O livro é ótimo, o autor é ótimo, a proposta é ótima, só que meu ritmo de leitura não é tão ótimo assim, por isso demorei muito para lê-lo. O Pedro fez algumas marcações das frases que mais gosto no livro, senti vontade de fazer isso em todos os meus livros.

ISBN 9788581052779 Editora Suma das Letras Nota 5/5 Páginas 256
É isso aí pessoal, o que vocês acharam do livro? Leriam? Não se esqueçam de dizer se gostam de posts assim aqui nos comentários. Comente ↓


Ah, valeu Pedro por ter me emprestado o livro e valeu pela paciência.