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bem vindo 2024

 
Quase dois anos sem publicar nesssa rede, pensei que não fazia mais sentido trazer nada para cá, embora eu continue escrevendo reflexóes nos meus caderninhos. Só que eu recebi um aviso que me deixou coinvicta ser a  voz do Espírito Santo, sobre não enterrar um talento ou então uma ferramenta que Ele mesmo colocou nas minhas mãos desde a adolescência - esse espaço aqui.

Eu achei que compartilhar escritos e refelxóes não chegaria em ninguém, e seria um trabalho um tanto inútil, mas só Deus sabe sobre isso, o que eu preciso é fazer.

Um dos meus defeitos é querer deixar tudo perfeito, sem erros, sem defeito, só que até eu ter a perfeição em minhas mãos eu não chegarei a lugar algum. Por isso, resolvi que esse ano não vou me demorar em um único projeto, seja ele um texto, uma peça, uma coreografia ou o que for. Vou buscar finalizar, tendo um prazo bem definido. 

Me conheço, sei que sou uma pessoa de projetos inacabados, então é hora de finalizá-los, ou então se estiver inacabado e eu não quiser terminar, que seja considerado como concluído, entrega do jeito que tá. 

Escrevo isso até rindo da minha própria cara, pois sei que é um processo difícil para mim.

Li esses dias sobre um conceito de jardim social e pelo que entendi é justamente ter um ambiente que possa compartilhar processos em vez de produtos finais, sabe? Em vez de postar a arte finalizada, mostrar o projeto, os rascunhos, os erros e eu achei isso bem interessante.

Compartilhar os processos mesmo que quando dão errado é ser vulnerável. Ser vulnerável não quer dizer ser fraco, pelo contrário, é ser muito forte e corajoso. E quero transformar ainda mais esse ambiente em um lugar que dê para ser mais "eu mesma", compartilhar os mini projetos até os mais grandiosos e se isso te inspirar em algum ponto da sua vida, o propósito já tá mais do que concluído. 

Que 2024 seja leve como a folha levada pelo vento, será um ano incrível.

Sim, eu ainda tenho um blog - e descobri um monstrinho

Foto: Pinterest

Ok, vou ser sincera que esse movimento de voltar toda fez que eu estou de férias já é um padrão e não consigo sair desse looping. Toda vez eu chego aqui com aquela vontade de fazer acontecer, que esse ano será diferente. Apareço por algumas postagens e... puf! Sumo por 6 meses. 

Já aceitei isso!

O que eu não aceito é eu deixar a escrita de lado sendo que é uma das formas que eu mais gostava de me expressar, hoje em dia eu danço, mas sou crítica demais para colocar isso no mundo. Um dia eu chego lá.

Esses dias comecei a ler um livro sobre escrita criativa: "Escreva essa ideia! Guia de escrita criativa: Dicas de como escrever e publicar o seu livro" - C. Nan Bianchi. E desde a primeira página estou sentindo como se houvesse um monstrinho dentro de mim dando umas saltitadas querendo sair desesperadamente.

É o meu monstrinho criativo. Vamos chamá-lo de ... me ajudem a escolher um nome, porque ele não tá me ajudando a ser criativa agora.

Ele tem me deixado algumas noites sem dormir, porque fica me dizendo que eu o tenho deixado de lado e apenas tentado uma carreira numa profissão pelo status. O que não é verdade. Eu gosto da minha profissão, só não encontrei a forma de exercê-la do jeito que eu gosto e me sinta plena de verdade. 

E discordo que o tenha deixado de lado, olha quantas coisas eu fiz em 2021, mocinho: Voltei a fazer aula de dança, tenho até arriscado fazer uns videozinhos para o Youtube - se quiser rir pode ir lá ver -, fora a aquarela e colagens (que precisam melhorar, eu sei), mas dizer que eu tenho o colocado de lado é um pouco exagerado.

Ok, talvez em alguns momentos eu tenha sido absorta no dia a dia pelo trabalho, pela ansiedade, e problemas internos com essa questão de senso de capacidade e afins, ainda não me enxergo como profissional, embora já esteja indo para o meu 2º aniversáro de formação. Inclusive, curiosidade aleatória, minha formatura será mês que vem! Sim, dá para acreditar? Ok, voltemos ao foco.

Será que uma nutricionista pode ser criativa e metida a artista? Óbvio que sim, tenho nem dúvidas disso, mas o sentimento é que minha alma anda dividida nesses dois mundos, por isso tenho tentado juntá-los, ou aquarelá-los, sabe? 

Não entendeu, né?

Eu ando assistindo tantos vídeos de aquarela que às vezes acho que tenho o direito de fazer piadas com isso - pelo jeito não né Jéssica -, mas eu explico: 

Numa aquarela usamos água e tinta, os dois juntos, dependendo da quantidade se tornam uma coisa só. A tinta precisa da água para se espalhar. E conforme vamos pintando, podemos fazer camadas, com outras cores, ou então com a mesma cor, só que com tons mais claros ou escuros. O que eu quis dizer com toda essa explicação - que nem sei se ficou clara - é que eu posso juntar as minhas habilidades num único desenho - digo vida -, ou não. Não existe regra. Esse é o legal da aquarela.

E de uma coisa que eu gosto é de saber várias coisas (essa frase ficou engraçada ou no mínimo cacofônica - Pedro corre aqui), embora possa ser superficial em alguns aspectos, nunca é tarde para aprofundar. Por isso eu estou aqui de novo - sem promessas, ok? - tentando resgatar esse hábito de escrever. O que já tenho feito num diário, que não é tão diário - tem dias que me esqueço de escrever - e o exercício tem sido bem proveitoso.

É assim que eu começo 2022, e como você começou o seu? 

Ps: Monstrinho me disse seu nome: Espírito Santo e Ele mandou lembranças. :)

Até o próximo post <3

2020 - O ano da adaptabilidade

Photo by Alex Simpson on Unsplash

O clássico resumão do ano não poderia faltar por aqui né? Todo ano eu faço essa avaliação de tudo que aconteceu, o que fiz, o que me marcou. E se tem algo que eu posso dizer que me marcou foi o ano de 2020, de diversas formas. 

A primeira coisa que me vem a mente é que nem sempre o que a gente planeja pode dar certo, porque existe uma infinidade de coisas que podem interferir na execução, tipo uma pandemia, né? Quantas metas, sonhos, planos que colocamos como 'regra' para 2020. Até o que estava certo, acabou tendo que ser adiado, como a minha formatura, que confesso, no início foi muito difícil de aceitar. 

Algo dentro de mim gosta de métodos, sistemas, previsibilidade e de ter controle da situação, tudo o que 2020 arrancou da gente né? Me ensinou, de certa forma, na marra que preciso ser adaptável e flexível com a situação da vida. 

No início do ano, fiz uma viagem com os Artistas de Cristo para Toledo e Paraguai a fim de levar o amor de Cristo e de ter um treinamento intesivo de artes, foi uma experiência incrível e que vou levar no meu coração para sempre, o que me fez imaginar um ano totalmente diferente e "agitado" digamos assim. Além disso em Fevereiro, fiz minha primeira viagem de avião com minha irmã e amigas para São Paulo, por causa do The Send ~ até escrevi sobre minha experiência por lá, mas acabei não postando, pode ser que o post ainda saia, se fizer sentido.

Em março, comecei a trabalhar num escritório de contabilidade com minha amiga (alô Ana Paula <3), eu estava amando ter uma rotina de novo, o trabaho era tranquilo, além de ser maravilhoso ver sua amiga todos os dias. Mas durou apenas 22 dias, a pandemia  tirou essa alegria de mim. hahah

Depois foram dias e mais dias sem saber o que fazer, alguns tentando ser produtiva, fazer exercícios, com vontade de mudar o meu mundo, já em outros, levantar da cama não era uma opção válida. Senti que esse ano foi um grande looping de um dia só com mudança de alguns detalhes.

Mas de longe, eu não quero dizer que esse ano foi muito ruim. Não foi como eu esperava? Nem um pouco. Tive que tomar decisões difíceis? Muitas. Quero apagar o ano da miha vida? Talvez ahhaha. 

Uma das minhas maiores dificuldades foi ter que correr atrás do meu trabalho. Lá em agosto decidi começar a divulgar meu trabalho como nuticionista e confesso que essa vida de empreendedora é uma grande montanha russa com altos e baixos. Além disso, no finalzinho desse ano aluguei uma salinha para atender meus pacientes e estou muito feliz com essa conquista, embora nenhum paciente ainda tenha pisado lá.

Além disso, senti muita falta de estar com meus amigos de forma presencial. Alguns eu conseguia ver pois iam na igreja, ma outros demoravam meses para ter a possibilidade de ser ver, sem muito tempo para conversar. Acredito que isso fez com que eu valorizasse ainda mais minhas amizades e o tempo que passamos juntos.

Me senti sozinha diversas vezes, mas isso já é coisa minha. E chorei muito. Se eu pudesse contar quantas vezes eu desabei em lágrimas e comparar com os outros anos, 2020 com certeza estaria no top 3. Não sei bem porquê, mas talvez por ter mais tempo para pensar e... sentir. 

Em contrapartida, no Kadoshi foi um ano de muito molde e crescimento. Apesar da pandemia, percebi que os laços entre nós foram estreitados a cada dia. No início foi muito difícil ter ensaios online, as vezes o espaço não colaborava, a internet, até mesmo o desânimo. Quando conseguimos voltar com os ensaios presenciais, tivemos que aprender a dançar com máscaras, o que não é muito favorável hahah. 

Por fim, me aproximei um pouco mais da leitura, graças ao kindle unlimited (não é publi, juro) eu tive acesso há vários livros diferentes, de temas e gêneros distintos. Pode ser que eu traga as resenhas dos livros que li por aqui em 2021. ~ Aliás, Amazon se quiser me dar um Kindle de presente eu aceito, viu?

Como nos últimos 2 anos, eu sempre defino um foco/tema do ano. Em 2020 era sobre crescer em cohecimento da palavra e cuidar de pessoas. Não posso dizer que cresci muito em relação a conhecimento bíblico, no primeiro semestre até li muito, avancei bastante nisso, mas não tive tanta constância. Sobre cuidar de pessoas, eu aprendi algumas coisas na marra, e tive que aprender a fazer isso a distância embora eu esteja longe de ser alguém muito bom nessa área, mas espero melhorar no ano que vem.

Para o ano de 2021, penso em perseverança. Eu percebi que eu tenho uma certea dificuldade de me manter focada ou motivada em alguma atividade, qualquer que seja ela, pois tentei fazer muuita coisa nesse ano que deixei de lado em poucos dias ou até semanas. Não quero mais largar as coisas pela metade e fazer tudo com excelência. 

Já tô com a roupa de ir para 2021, com uma cabeça transformada ~e traumatizada ~ com uma nova visão de mundo, alguns detalhes para ajeitar e esperançosa que essa situação vai melhorar em algum momento do ano que vem. Principal meta é ser vacinadah.

E para você, o que 2020 representa? Comenta aqui embaixo se sentir a vontade para compartilhar. <3

Olá, 2020!


Eu gosto muito dessa vibe de final de ano/ano novo, que nós ficamos mais reflexivos, nostálgicos, criamos expectativas, colocamos metas e etc. Essa semana eu ouvi algo como "se queremos resultados diferentes por que continuamos fazendo as mesmas coisas?" e faz todo sentido. Nem sempre é fácil mudar alguns hábitos, mas sabemos que é possível, basta ter iniciativa, foco e consistência.

Eu estava lendo o meu post sobre metas de 2019, e se eu pudesse escrever de novo ele, eu escreveria. A verdade é que, querendo ou não, estou num momento diferente da minha vida, uma nova fase. É interessante pensar que em apenas um ano muitas coisas aconteceram e acabaram me moldando e me transformando em alguém melhor, creio eu. 

Como eu coloquei naquele texto "o que muda ao mudar o número de 2018 para 2019 (nesse caso para 2020)? Nada", mas isso gera algo dentro de nós, vontade de mudança e renova as nossas forças.

Uma nova década se inicia! (não vamos considerar o calendário romano, ok?)

É estranho pensar que há 10 anos atrás eu estava no fundamental e nem imaginava onde estaria agora. Quantas opiniões que não mudaram? Quanto a minha forma de pensar mudou? Meu estilo? Minhas convicções? Minha forma de reagir? Muito. Quantas versões minhas que existiram nesse tempo? Pois é. Houve transição da infância para a adolescência e da adolescência para uma jovem/adulta formada na faculdade. Jesus. 

Houve uma adolescente chata, que não sabia lidar com críticas, apaixonada por qualquer um, e que se apegava às amizades rasas do colégio, e agora uma jovem/adulta que parece ser mais legalzinha e que ainda não lida bem com críticas, mas já é bem melhor, que tem sim muitas amizades, só que profundas e com propósito. Houve a adolescente que não tinha bem opinião própria e que aceitava tudo que diziam e às vezes (quase sempre) era influenciada, agora tem a jovem/adulta que vez ou outra dá sua opinião e nem sempre é influenciada pelos outros. Eu disse nem sempre.

Enfim, a lista é grande, as mudanças foram muitas e sabe de uma coisa? GRAÇAS A DEUS. É incrível fazer esse exercício e perceber o quanto evoluí com o tempo. Antes eu achava que era perfeita intelectualmente falando, mas hoje eu percebo que a cada dia eu estou mais distante disso. Acho que essa é a dádiva de conhecer-se cada dia mais um pouco.

No início do ano eu coloquei um "tema", um objetivo que era ser mais dependente dEle, e como vi o agir de Deus nessa área, percebi em diversas situações a minha confiança e fé serem "testadas", digamos assim, e sim eu cresci muito. 

Para este ano estive pensando em coisas práticas para colocar na minha rotina e que me auxiliem no meu desempenho como bailarina, como alongamento, exercícios, me alimentar melhor e etc, coisas que eu venho tentado implementar nesse fim de ano, já que não é preciso esperar o ano virar para começar, não é mesmo? Mas sobre o tema creio que o objetivo desse ano seja crescer em conhecimento da Palavra e cuidar de pessoas, coisas que Ele já tem colocado faz um tempo no meu coração e que eu preciso sempre estar buscando.

Que esse ano seja dEle, que seja leve. E como eu disse ano passado: É ano novo, mas também é mais um dia. Seja bem vindo 2020, feliz dia novo.

Metas 2019?

Ano passado eu não fiz metas, pelo menos não as marquei num papelzinho ou coisa parecida, se fiz ficaram gravadas na minha mente de forma inconsciente. A única coisa que me lembro de ter colocado como meta foi parar de reclamar, mas eu coloquei numa legenda de uma foto no insta com um tom meio engraçadinho, nem parecia sério.

Engraçado é que eu amava fazer essas metas para o ano novo, o problema era a frustração no final dele com as metas não cumpridas. Não sou contra, pelo contrário amo planejar o ano seguinte, mas a verdade é que eu não tenho poder para decidir o que vai acontecer comigo amanhã, tenho poder para escolher o que quero fazer e como eu vou reagir às coisas que acontecem ao meu redor.

Eu li um texto no Linkedin da Lisiane Sehnem sobre "Suas metas vão ser esquecidas até o final de janeiro", esse título já é bem intrigante, mas carrega uma verdade imensa. Em vez de apenas fazer uma lista de coisas que você deseja que se realizem nesse ano, melhor é colocar metas coerentes com a nossa vida e condições de realizá-las.

"Se formos pensar de forma bem racional, o que de fato muda quando tirarmos o 8 e colocarmos o 9 no 2019? Nada, mas a nossa mente não é tão simples assim e ok, faz parte da sociedade na qual estamos inseridos."

Com isso, devemos mudar as nossas perspectivas em relação ao ano novo, além das atitudes e hábitos que atrapalham a realização dos nosso sonhos e projetos e não apenas fazer a lista, devemos sim nos empenhar para que eles se realizem, mas sempre com coerência. Afinal, dependemos de diversas variáveis.

Minha principal meta é me concentrar no hoje e no agora. Meu 2018 foi governado muitas vezes pela ansiedade, o que me geraram pensamentos ruins sobre mim mesma, e sempre quando esse pensamentos me atormentavam eu tentava me concentrar no que estava acontecendo naquele momento. Se eu estava num ônibus eu me concentrava na viagem, nos carros, nas pessoas e não deixava que minha mente se ocupasse com tais coisas. Por isso pretendo trazer esse exercício para 2019.

Esse ano é o último da minha faculdade e me lembro bem do texto que escrevi um dia antes do primeiro dia de aula no primeiro ano. Posso afirmar que estava bem mais ansiosa naquele dia do que agora. Estou aprendendo sobre descansar e não me apavorar com tudo. Sei que esse ano terão dificuldades, assim como qualquer outro. Tenho meu TCC para desenvolver e defendê-lo, tenho estágios obrigatórios que envolvem diversas tarefas, e depois desse ano eu terei concluído a graduação e finalmente serei uma nutricionista, mas isso não me apavora mais do jeito que me apavorava antes. 

A Fernanda Pires, colaboradora do Garotas Peregrinas, escreveu por lá um texto que condiz com tudo o que tenho refletido nesses últimos dias, inclusive um trecho de 2Coríntios 4:16-18 que tinha separado para acrescentar nesse post. E a poesia no final só confirmou ainda mais, leiam.

"Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória muito maior. Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas."

Por isso, embora estejamos renovados, cheios de sonhos e vontade de mudança, as coisas que se vêem são temporais, é importante que estejamos completamente dependentes. É isso que espero desse ano: Dependência total nEle. Que o ano seja simples, tranquilo e leve. É ano novo, mas também é mais um dia. Feliz 2019, feliz dia novo.