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2020 - O ano da adaptabilidade

Photo by Alex Simpson on Unsplash

O clássico resumão do ano não poderia faltar por aqui né? Todo ano eu faço essa avaliação de tudo que aconteceu, o que fiz, o que me marcou. E se tem algo que eu posso dizer que me marcou foi o ano de 2020, de diversas formas. 

A primeira coisa que me vem a mente é que nem sempre o que a gente planeja pode dar certo, porque existe uma infinidade de coisas que podem interferir na execução, tipo uma pandemia, né? Quantas metas, sonhos, planos que colocamos como 'regra' para 2020. Até o que estava certo, acabou tendo que ser adiado, como a minha formatura, que confesso, no início foi muito difícil de aceitar. 

Algo dentro de mim gosta de métodos, sistemas, previsibilidade e de ter controle da situação, tudo o que 2020 arrancou da gente né? Me ensinou, de certa forma, na marra que preciso ser adaptável e flexível com a situação da vida. 

No início do ano, fiz uma viagem com os Artistas de Cristo para Toledo e Paraguai a fim de levar o amor de Cristo e de ter um treinamento intesivo de artes, foi uma experiência incrível e que vou levar no meu coração para sempre, o que me fez imaginar um ano totalmente diferente e "agitado" digamos assim. Além disso em Fevereiro, fiz minha primeira viagem de avião com minha irmã e amigas para São Paulo, por causa do The Send ~ até escrevi sobre minha experiência por lá, mas acabei não postando, pode ser que o post ainda saia, se fizer sentido.

Em março, comecei a trabalhar num escritório de contabilidade com minha amiga (alô Ana Paula <3), eu estava amando ter uma rotina de novo, o trabaho era tranquilo, além de ser maravilhoso ver sua amiga todos os dias. Mas durou apenas 22 dias, a pandemia  tirou essa alegria de mim. hahah

Depois foram dias e mais dias sem saber o que fazer, alguns tentando ser produtiva, fazer exercícios, com vontade de mudar o meu mundo, já em outros, levantar da cama não era uma opção válida. Senti que esse ano foi um grande looping de um dia só com mudança de alguns detalhes.

Mas de longe, eu não quero dizer que esse ano foi muito ruim. Não foi como eu esperava? Nem um pouco. Tive que tomar decisões difíceis? Muitas. Quero apagar o ano da miha vida? Talvez ahhaha. 

Uma das minhas maiores dificuldades foi ter que correr atrás do meu trabalho. Lá em agosto decidi começar a divulgar meu trabalho como nuticionista e confesso que essa vida de empreendedora é uma grande montanha russa com altos e baixos. Além disso, no finalzinho desse ano aluguei uma salinha para atender meus pacientes e estou muito feliz com essa conquista, embora nenhum paciente ainda tenha pisado lá.

Além disso, senti muita falta de estar com meus amigos de forma presencial. Alguns eu conseguia ver pois iam na igreja, ma outros demoravam meses para ter a possibilidade de ser ver, sem muito tempo para conversar. Acredito que isso fez com que eu valorizasse ainda mais minhas amizades e o tempo que passamos juntos.

Me senti sozinha diversas vezes, mas isso já é coisa minha. E chorei muito. Se eu pudesse contar quantas vezes eu desabei em lágrimas e comparar com os outros anos, 2020 com certeza estaria no top 3. Não sei bem porquê, mas talvez por ter mais tempo para pensar e... sentir. 

Em contrapartida, no Kadoshi foi um ano de muito molde e crescimento. Apesar da pandemia, percebi que os laços entre nós foram estreitados a cada dia. No início foi muito difícil ter ensaios online, as vezes o espaço não colaborava, a internet, até mesmo o desânimo. Quando conseguimos voltar com os ensaios presenciais, tivemos que aprender a dançar com máscaras, o que não é muito favorável hahah. 

Por fim, me aproximei um pouco mais da leitura, graças ao kindle unlimited (não é publi, juro) eu tive acesso há vários livros diferentes, de temas e gêneros distintos. Pode ser que eu traga as resenhas dos livros que li por aqui em 2021. ~ Aliás, Amazon se quiser me dar um Kindle de presente eu aceito, viu?

Como nos últimos 2 anos, eu sempre defino um foco/tema do ano. Em 2020 era sobre crescer em cohecimento da palavra e cuidar de pessoas. Não posso dizer que cresci muito em relação a conhecimento bíblico, no primeiro semestre até li muito, avancei bastante nisso, mas não tive tanta constância. Sobre cuidar de pessoas, eu aprendi algumas coisas na marra, e tive que aprender a fazer isso a distância embora eu esteja longe de ser alguém muito bom nessa área, mas espero melhorar no ano que vem.

Para o ano de 2021, penso em perseverança. Eu percebi que eu tenho uma certea dificuldade de me manter focada ou motivada em alguma atividade, qualquer que seja ela, pois tentei fazer muuita coisa nesse ano que deixei de lado em poucos dias ou até semanas. Não quero mais largar as coisas pela metade e fazer tudo com excelência. 

Já tô com a roupa de ir para 2021, com uma cabeça transformada ~e traumatizada ~ com uma nova visão de mundo, alguns detalhes para ajeitar e esperançosa que essa situação vai melhorar em algum momento do ano que vem. Principal meta é ser vacinadah.

E para você, o que 2020 representa? Comenta aqui embaixo se sentir a vontade para compartilhar. <3

Vontade de sumir...

Photo by Alex Ivashenko on Unsplash

... mesmo depois de ter sumido daqui.

A verdade é que eu só volto pra cá quando tudo tá revirado e eu fujo para um lugar seguro, onde eu possa me abrir e tentar organizar as ideias. Depois que eu me formei e eu passei de estudante para desempregada de uma hora para a outra as coisas começaram a ficar loucas.  

O que tá acontecendo é que eu quero fugir para bem longe das pessoas que estão ao meu redor, ignorar as redes sociais e fingir qu esse mundo não existe. Esse mundo internético, capitalista, egoísta. Só que por outro lado eu me sinto inerte, e é essa parte que me faz entrar em colapso.

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O início desse texto foi escrito no auge da pandemia, não que a gente não esteja no auge agora. É que já nos acostumamos com a ideia. Com a rotina. Acostumamos tanto que o número de casos tem aumentado a cada dia, tendo mais casos próximos surgindo e isso preocupa. No fundo, eu só queria fugir para uma realidade paralela e fingir que nada disso está acontecendo.

Em contrapartida, eu estou vivendo um novo começo da minha vida, e olha que engraçado isso acontecer num momento de uma doença global. Nesse tempo, tenho aprendido muito sobre mim e muitos sonhos e projetos foram reorganizados na minha mente. Ao mesmo tempo que eu me sinto inerte, também sinto que estou sempre em movimento e de certa forma isso gera um desconforto, não é mesmo?

Mudanças geram desconforto, dão trabalho e cansam. 

Eu olho para quem eu sou e sempre fui, tudo o que me rodeia é muito quentinho e confortável, mas esse conforto tem me roubado a visão de mundo que eu poderia ter. Não sei se você meu caro leitor está conseguindo acompanhar esse raciocínio. Eu quero sair dessa bolha social que eu mesmo me enfiei, na verdade eu nasci aqui. Só que eu fico pensando "Será que estou preparada para desbravar o mundo sozinha?"  - Tá, eu sei que não estou sozinha, mas você me entendeu.

Eu tenho um problema para escrever, num momento estou escrevendo para várias pessoas e no outro para alguém que caiu de paraquedas aqui nessa página. Perdão pela falta de continuidade.

Comecei dizendo que queria sumir e termino pedindo perdão pela gramática do texto. Acho que perdi a coerência já faz muito tempo. 

Simplifique: Não esqueça de brincar


Olá pessoal! Como estão? Eu dei uma bela sumida daqui, como sempre, não é mesmo? Mas essa semana uma amiga me perguntou "e o blog?", e eu dei aquela desculpa que não estava dando conta, tinha muitas coisas para fazer. E na verdade, podia ser que eu estivesse me sentindo sobrecarregada com tudo mesmo, mas eu me dei conta de algo enquanto eu estava aqui lendo alguns emails. E uma vozinha na minha cabeça, aquelas bem sensatas que trazem perguntas provocantes e reflexões interessantes, vulgo Espírito Santo (hahaha), dizendo isso:

"Você sente-se sobrecarregada porque acaba colocando muito peso em tudo que você faz"

BOOM! [Insira aqui o emoji de cabeça explodindo]

E não é que essa voz está certa? Não sei você, mas eu tenho essa tendência de colocar muito peso, muita carga em cima de algo simples. Eu me cobro tanto, que nem percebo, a busca pela perfeição está incutida na minha mente e nas minhas atitudes de tal forma que por vezes me faz desistir e deixar de lado aluns "projetos" como esse aqui. E esse peso não me permite brincar, sentir a leveza das coisas, é tudo pesado demais para me divertir.

"Se não for para fazer bem feito eu nem faço" 

E essa ideia é errada, porque nos trava, nos deixa inertes. Por isso, eu deixo aqui a reflexão, será que você também não está colocando peso demais nas coisas, nos seus projetos, nos seus sonhos? Será que você também não está se esquecendo de brincar?

A vozinha me disse: Vai lá e faz. 

E eu obedeci. 

Simplifica, não coloque tanto peso em tudo e não esquece de brincar e se divertir. :)


Olá, 2020!


Eu gosto muito dessa vibe de final de ano/ano novo, que nós ficamos mais reflexivos, nostálgicos, criamos expectativas, colocamos metas e etc. Essa semana eu ouvi algo como "se queremos resultados diferentes por que continuamos fazendo as mesmas coisas?" e faz todo sentido. Nem sempre é fácil mudar alguns hábitos, mas sabemos que é possível, basta ter iniciativa, foco e consistência.

Eu estava lendo o meu post sobre metas de 2019, e se eu pudesse escrever de novo ele, eu escreveria. A verdade é que, querendo ou não, estou num momento diferente da minha vida, uma nova fase. É interessante pensar que em apenas um ano muitas coisas aconteceram e acabaram me moldando e me transformando em alguém melhor, creio eu. 

Como eu coloquei naquele texto "o que muda ao mudar o número de 2018 para 2019 (nesse caso para 2020)? Nada", mas isso gera algo dentro de nós, vontade de mudança e renova as nossas forças.

Uma nova década se inicia! (não vamos considerar o calendário romano, ok?)

É estranho pensar que há 10 anos atrás eu estava no fundamental e nem imaginava onde estaria agora. Quantas opiniões que não mudaram? Quanto a minha forma de pensar mudou? Meu estilo? Minhas convicções? Minha forma de reagir? Muito. Quantas versões minhas que existiram nesse tempo? Pois é. Houve transição da infância para a adolescência e da adolescência para uma jovem/adulta formada na faculdade. Jesus. 

Houve uma adolescente chata, que não sabia lidar com críticas, apaixonada por qualquer um, e que se apegava às amizades rasas do colégio, e agora uma jovem/adulta que parece ser mais legalzinha e que ainda não lida bem com críticas, mas já é bem melhor, que tem sim muitas amizades, só que profundas e com propósito. Houve a adolescente que não tinha bem opinião própria e que aceitava tudo que diziam e às vezes (quase sempre) era influenciada, agora tem a jovem/adulta que vez ou outra dá sua opinião e nem sempre é influenciada pelos outros. Eu disse nem sempre.

Enfim, a lista é grande, as mudanças foram muitas e sabe de uma coisa? GRAÇAS A DEUS. É incrível fazer esse exercício e perceber o quanto evoluí com o tempo. Antes eu achava que era perfeita intelectualmente falando, mas hoje eu percebo que a cada dia eu estou mais distante disso. Acho que essa é a dádiva de conhecer-se cada dia mais um pouco.

No início do ano eu coloquei um "tema", um objetivo que era ser mais dependente dEle, e como vi o agir de Deus nessa área, percebi em diversas situações a minha confiança e fé serem "testadas", digamos assim, e sim eu cresci muito. 

Para este ano estive pensando em coisas práticas para colocar na minha rotina e que me auxiliem no meu desempenho como bailarina, como alongamento, exercícios, me alimentar melhor e etc, coisas que eu venho tentado implementar nesse fim de ano, já que não é preciso esperar o ano virar para começar, não é mesmo? Mas sobre o tema creio que o objetivo desse ano seja crescer em conhecimento da Palavra e cuidar de pessoas, coisas que Ele já tem colocado faz um tempo no meu coração e que eu preciso sempre estar buscando.

Que esse ano seja dEle, que seja leve. E como eu disse ano passado: É ano novo, mas também é mais um dia. Seja bem vindo 2020, feliz dia novo.