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Talvez essa seja para você

Photo by Benjamin Lyngsø on Unsplash

Se tem algo em que a escrita é util é o poder dela nos trazer a memória o que traz esperança. Já dizia Jeremias lá em Lamentações 3:21. Aliás, o livro de Lamentações nada mais são do que murmúrios, reclamações, maas, em meio a esses murmúrios há a esperança. 

Me vi como Jeremias ao ler meus textos antigos. Como pode né? Deus é tão bondoso que usa até o nosso eu passado para falar com o eu futuro.

É por isso que Deus é atemporal. Alfa e Ômega, Princípio e Fim. 

Depois de uma crise de choro ~ que durou uma hora, diga-se de passagem ~ onde a dor que era tão grande, eu precisava escrever algo, mas Deus me levou aos antigos escritos e me mostrou em poucos minutos o quanto Ele se importa comigo. 

Eu estava desesperada. O motivo? Bom, me sentia sozinha, desvalorizada e sentia que não tinha ninguém para me ouvir e ser meu confidente. Ora, ora, se não é o mundo dando voltas? 

Caro leitor, eu tenho fé que essas palavras possam trazer paz ao seu coração, e caso você seja meu eu futuro, saiba que Ele já te consolou, que por mais que os sentimentos venham à tona, o mundo pareça ir contra você, é possível sim encontrar esperança na tristeza.

Veja bem, lembre que Ele guarda cada lágrima, eu não disse algumas, uma ou outra, eu disse CADA UMA de suas lágrimas num potinho ~ embora eu ache que seja uma bacia hahah.

Lembre-se que você não está na Terra para agradar aos homens e mulheres que existem e convivem com você. E é fato que vai se chatear com alguma palavra mal direcionada, alguma acusação sem base, mas fundamente-se ainda mais na sua identidade, posicione-se e não vitimize seus sentimentos.

Como diz nosso querido Marcos Almeida: toda dor é por enquanto. Essa tempestade vai passar, confia. 

Um relato sobre o The Send Brasil 2020


Faz exatamente um ano que esse evento aconteceu e eu ainda não consegui falar nada sobre ele aqui. Chegou o dia. (Sim, vou falar de um evento que tinha mais de 80 mil pessoas - pelo menos onde estava, e agora estamos numa época que deve-se evitar aglomeração de pessoas, é irônico).

O The Send. 

Antes de eu começar a falar que nem uma louca empolgada aqui, vou dar uma leve explicada para você que não sabe do que estou falando e nem sequer ouviu falar do The Send (acontece).

O The Send significa em inglês: o envio. Basicamente trata-se do envio de missionários às nações. Se você quiser saber sobre a história do The Send, acho interessante clicar aqui, que tem uma explicação melhor do que eu posso dar.  Para mim não é um evento, mas para facilitar a minha vida vou mencioná-lo como evento durante esse post. 

Ano passado o The Send aconteceu no dia 23 de fevereiro em Orlando, Califórnia. Eu nem sabia da existência do evento e estava de certa forma perdida em relação a isso. Então fui atrás, coloquei The Send no Google e apareceu um vídeo de cantores e pastores que eu acompanho nesse evento. Então assisti esse vídeo e meu coração queimou. 

Depois soube que um amigo meu que está pra lá tinha ido nesse evento (inclusive apareceu numa das fotos publicadas pela página do The Send), me senti representada. Me convenci que no próximo eu iria, já que estavam anunciando que seria aqui no Brasil. Eu estava esperançosa de que fosse em Curitiba, para ser mais fácil, mas não, tinha que ser em São Paulo. Por mais que eu tenha hesitado, no primeiro dia que abriu a compra de ingressos eu comprei.

Em junho de 2019 eu comprava os ingressos, sem saber como eu iria, e depois comprei as passagens de avião e a hospedagem. Tudo isso 8 meses antes do evento. Se isso não é empolgação, bom eu não sei. 

Na época eu nem queria pensar muito sobre o evento para não gerar ansiedade e muitas expectativas. Mas era difícil não pensar vez ou outra. Foi a primeira vez que peguei um avião na vida, e com certeza vai ficar marcado na minha vida por isso também. Além disso, ficamos hospedados em uma pousada muito bonitinha e super aconchegante. Estávamos temerosas pelo atendimento ser feito totalmente sozinho, pois tudo é digital. Mas graças a Deus foi tudo incrível por lá, sem imprevistos. 

Eu olho para trás e é difícil de acreditar que aconteceu mesmo, mas aconteceu. 

Eu estava empolgada para o que Deus tinha para fazer naquele lugar e ao mesmo tempo estava receosa de me frustrar. Minhas amigas, a Ju e eu fizemos planos para fazer em SP além do The Send, porém, estes foram praticamente todos frustrados, por vários motivos. Confesso que isso me chateou um pouco durante a viagem, mas tentei manter o foco no objetivo pelo qual estávamos ali. 

Deus sempre colocava uma frase no meu coração assim: "haverão outras oportunidades". E me agarrei naquilo. Não era a nossa última viagem da vida, com certeza. Era só o começo.

No sábado eu ficava pensando sobre o quão louco era 3 estádios estarem cheios de pessoas adorando a Deus unidos por um propósito. Levantando clamor por causas juntos. Para mim era algo sensacional de imaginar e de fazer parte. Ficava pensando em como daqui muitos anos eu contaria para meus filhos sobre isso. "Eu estava lá". 

Eu não queria perder nenhum momento, tanto é que fiquei muito tempo sem comer e beber água. Aliás, a água. A gente só percebe o quanto ela é importante quando ela nos falta. Tivemos esse problema no estádio do Morumbi. Eu como profissional de saúde sei o quanto isso afeta às pessoas, mas não conseguia reclamar sobre a situação sabe? Sabia que até nisso Deus queria mostrar algo.

Eu estava morrendo de fome, morrendo de sede, me queimei muito, passei mal por um tempo por causa do sol forte sobre nossas cabeças. Então veio a chuva. Aquela chuva foi o refrigério da minha alma, depois dela eu não senti mais nada. Nem fome, nem sede, nem cansaço. Pelo menos eu não me lembro.

O The Send realmente me instigou a fazer muitas coisas diferentes na minha vida, apesar de ser falha, creio que foi um marco e o pontapé inicial para as coisas mudarem.



Uma publicação compartilhada por pedro (@pedromamore) em
I
Foto de um fotógrafo que acompanho e admiro muito! Pedro você arrasa! Esse foi um dos meus momentos favoritos! Na foto Jeremy Riddle.

Sabe, a gente não é obrigado a concordar com tudo. Eu não posso afirmar que todas as pessoas estavam com a intenção genuína de adorar a Deus por 12h, eu creio que a maioria sim estava, mas sei que podem existir pessoas que foram apenas por causa do evento e é assim que acontece. No entanto, é preferível que estejam em um lugar que tenha a presença de Deus, não é mesmo?

Quando eu voltei da viagem vi muitas críticas ao evento, porém, não podemos apenas atacar um movimento desses. Quem estava lá de coração aberto com certeza sentiu a presença de Deus. Óbvio que você pode sentir a presença em qualquer lugar, mas não tiro a importância do ajuntamento. Sempre devemos reter aquilo que é bom.

A ironia é estarmos nesse momento que devemos evitar aglomerações, abraços, até ficar em casa, não é mesmo? Lembro da minha amiga (que é estudante de enfermagem) super rpeocupada com a situação, e chegou a levar um frasco cheio de álcool em gel e nos obrigava a passar toda hora.

Acho que para um relato já está bom o suficiente, esse posta já ficou muito comprido. Aos poucos eu trago aquilo que ficou marcado no meu coração durante e depois do The Send.

Obrigada por ler até aqui, você é um vencedor.

Oportunidade de mudança e comunhão

@familiagma
Como falei no post anterior, não tem sido fácil ficar em casa nesses dias. Não é nem pelo ficar em casa, mas por ser uma obrigação e ter que evitar sair, sem almoço de família na casa da vó, sem abraços, sem beijos, sem cultos na igreja. Sem comunhão.

Aah, como a comunhão é importante! E a gente vê sua importância quando não a temos, pois precisamos dela para prosseguir na caminhada com Cristo. O afeto, o suporte e a presença fazem parte da nossa vida diária. É por isso que as igrejas existem, para reunir pessoas num mesmo propósito e para que elas ajudem umas às outras.

E o ser humano é uma criatura relacional, precisa da sociedade para viver bem. É quase impossível ~ para não dizer impossível ~ uma pessoa viver sem se relacionar com outras pessoas e claro, com Deus. 

O relacionamento nos molda! 

Deixa eu te contar, desde que a quarentena começou eu tenho tido diversas "iniciativas", como disse no post anterior: comecei a fazer exercícios, tentei criar rotina e mudar tudo de uma vez por todas. Deu certo? Não. No entanto eu via que esse tempo era uma oportunidade de mudança, eu queria mudar algo. Até porque se eu ficasse sem fazer nada, enlouqueceria - meus amigos que são testemunha do meu jeito de ser. 

Então eu percebi o que eu poderia mudar/melhorar: relacionamento com Deus. E tenho aproveitado esse tempo livre para me aprofundar nesse relacionamento, de me conectar de tal forma que eu sinta necessidade de passar tempo no secreto. Ele tem me tratado em vários pontos da minha vida, me ensinando a ver pequenos detalhes e vejo que isso tem me feito crescer em maturidade.

Eu entendo que você esteja sentindo-se ansioso por conta de toda essa situação em que vivemos, inclusive eu mesma me vi dessa forma. E eu sei que a sensação de não saber para onde ir, qual o próximo passo e de não ter controle das coisas seja angustiante, mas você concorda comigo que sempre deveria ser assim? Não a situação da pandemia, mas da dependência total nEle.

Sempre foi sobre ser dependente, na verdade somos nós que queremos tomar o controle das coisas, decidir o que a gente acha melhor, quando no final das contas, Ele sempre está lá aguardando a gente soltar aquela pontinha de dúvida/insegurança e deixar que Ele cuide de tudo.

E quando tivermos a oportunidade de abraçar, beijar e nos reunir novamente, que possamos valorizar esses momentos e nos entregar a eles sem reservas.

Aprendendo sobre processos plantando girassois



No início do ano passado uma amiga (Alô Thaly) me deu algumas sementes de girassóis, eu fiquei tão empolgada para plantar, mas tinha lido em algum lugar que era melhor plantar no final da primavera. Então eu esperei, mas acabei me esquecendo. Na segunda semana de férias, lá por dezembro, decidi que deveria plantá-los e isso me fez um bem maravilhoso, foi na hora certa, mas isso fica para outra narrativa. A verdade é que na hora percebi que seria um ótimo exercício de reflexão sobre processos, então resolvi acompanhar.

Quando ganhei as sementes fiquei super feliz e empolgada, mas eu precisei esperar o tempo certo para poder semeá-las, pois de certo não sobreviveriam às geadas e chuvas. Essa foi a primeira etapa. O mesmo ocorre em nossas vidas, quando recebemos alguma promessa ou um chamado devemos esperar o tempo de Deus para que se cumpra, e assim ir para a próxima etapa.

Quando chega na época certa do plantio, deve-se executar a ação, além de escolher o local que será plantado. É preciso fazer alguns buracos na terra, a profundidade desses buracos depende da semente, quanto maior a flor mais profundo deverá ser o buraco (pessoas que entendem que me ajudem). Então, deve-se colocar as sementes com alguns centímetros de distância e cobrir de terra de novo. Isso ocorre conosco também, para que algo floresça em nós é necessário retirar algumas coisas de dentro do nosso coração e isso por vezes pode machucar, então a semente será “ajustada” no local e coberta novamente de terra, criando um ambiente favorável para que ela germine. Não ache que seu sonho está sendo sufocado, pode demorar para que ele apareça sobre a terra, mas esperar faz parte. É preciso que a semente passe por um momento de escuridão para germinar. 

Depois disso é importante cuidar, regar (não afogar) e acompanhar a evolução a cada dia. Nos primeiros dias eu ficava impaciente, sempre checando se elas já tinham começado a sobressair na terra. E nós também muitas vezes nos encontramos em situações que desanimam, parece que o nosso sonho nunca se tornará realidade, mas quando menos esperamos ele começa a germinar, brotar, crescer e então florescer.
"Plante de manhã a sua semente, e mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos à toa, pois você não sabe o que acontecerá se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas." Eclesiastes 11:6

Os girassóis começaram a crescer, crescer e crescer, ficaram maiores do que eu, mas as flores demoraram para aparecer. Por algum tempo eu já estava até frustrada porque estava demorando demais. E chegou o dia que o primeiro começou a surgir e depois os outros, aos poucos a base foi tomando forma e o primeiro girassol finalmente floresceu. 

E assim acontece com nossos sonhos, quando se tornam realidade nós vemos beleza, ficamos encantados e maravilhados com tanta bondade do senhor de nos permitir vivenciá-los, no entanto essa sensação é ainda mais ressaltada quando participamos de todos os processos, pelos momentos de dúvida, de indecisão, de espera, da paciência, do início e do fim.


Para finalizar, algo bem importante: não menospreze seus sonhos, dê o devido valor, não os esqueça. Quando os meus girassóis floresceram eu os valorizei por um tempo, depois ficou “monótono”, tudo igual e quando vi eles já haviam secado. O secar faz parte da vida do girassol, pois é nesse momento que podemos tirar as sementes e esperar a primavera para plantar mais girassóis. Mas eu não dei conta de tantas sementes, por isso eu as compartilhei. Tenho entregado para pessoas que são importantes para mim e deixado claro que como os sonhos eu quero compartilhar com elas. Uma semente geram muitas sementes. Um sonho geram muitos outros sonhos.




Esse é mais um post do BEDA. O que você achou? Comenta aí embaixo:

O orgulho machuca e o perdão cura

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Oh lá, mais um texto sobre perdão. Não adianta, este sempre será um tema em pauta. 

Eu estava refletindo hoje sobre isso e para ajudar a devocional do ensaio (obrigada Ly) foi justamente sobre isso. Isso mexeu comigo.

A primeira coisa que lembrei foi de um caso, faz um tempo já que tive uma discussão com meu pai e isso me deixou muito triste. Eu não lembro sobre o que era, mas a verdade é que meu peito ficou muito apertado e eu não conseguia dormir. Resolvi passar por cima do meu orgulho, das nossas diferenças e pedir perdão, apesar de achar antes que estava certa. 

E vou confessar, chorei muito, pois estava ferida, eu não queria admitir o erro - talvez o que causou a discussão não, mas por ter discutido com ele.

Por que perdoar dói tanto? 

Gosto de pensar que é um remédio que precisa passar bem em cima da ferida aberta, que arde, faz a gente chorar de dor, mas depois alivia, ajuda a cicatrizar. Jesus nos ensina a perdoar como Ele nos perdoou por meio da morte de cruz, carregou todos eles e os remiu com seu sangue.
Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. (Efésios 4:32
Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós. (Colossensses 3:13)
O orgulho estava me machucando, me paralisou e quando eu liberei perdão era como se tivesse tirado o curativo, que na verdade me paralisava. O orgulho muda sua visão, muda as suas atitudes e te coloca na posição de centro. Ou melhor dizendo, te cega e te faz agir de acordo com a sua vontade e necessidades.

Eu sei que eu sempre uso as mesmas metáforas, mas até que eu encontre outra forma de dizer, será isso mesmo. Deixe ser curado, libere perdão, peça perdão. É o melhor de todos os tratamentos. 

Aqui vai um convite: Acampe 2019

As aulas mal voltaram e já está apertado para trazer posts, mas consegui fechar a primeira semana do desafio e isso é uma vitória. Aliás, minhas ideias estão se esgotando hahahah, preciso pensar em coisas diferentes para trazer aqui, por isso pensei no post de hoje "por que não?"


Para quem me conhece sabe que eu estou como estagiária no Missão Artistas de Cristo (MAC), um ministério cristão voltado para missões através da arte, ou seja, o talento que Deus nos deu. Mas quem é artista sabe que é um estado constante de aperfeiçoamento e de aprender coisas novas para fazer o melhor possível e de forma excelente para o Senhor. Se é bailarina, sempre tem uma técnica, um estilo, um passo para se aprender. O mesmo para atores, palhaços, artistas circenses, é um mar infinito, nunca acaba.

Por isso, o MAC promove todo ano há mais de 20 anos um evento de capacitação artística chamado Acampeteatro. Esse evento conta com preletores do Brasil todo, inclusive várias pessoas de diversos lugares vem prestigiar o evento. 

O tema desse ano é "Não é sobre você":
MANIFESTO: 
Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. - Rm 11:36
Estamos aqui à serviço. Escolhemos viver uma vida de entrega pela causa do Reino. Percebemos que todos os talentos que temos e todas as particularidades das quais somos feitos, vieram Dele. Somos artistas, à Sua imagem e semelhança. E tão somente porque Ele é, é que nós também o somos. Permanecemos. Apesar das dificuldades do caminho, das frustrações da vida ou da inconstância que nos cerca. Apesar de nós. Continuamos porque Ele ordenou e avisou: a recompensa não é agora. Que tamanha loucura é servir ao outro sem esperar nada em troca. Que tamanho privilégio é confiar. Porque isso tudo não é sobre nós, é sobre Ele.
Voltamos ao propósito e o seu propósito não é sobre você. O propósito é única e exclusivamente sobre o nosso Deus. 

Participar deste evento é um investimento muito importante se você tem o chamado nessa área, bem parecido com o Mission Arts que fui no início do ano, só não tem a parte prática para as ruas, é basicamente capacitação com mais de 30 oficinas, além de ter momentos de comunhão.

As oficinas oferecidas durante o seminário de artes
Lá no site do acampe tem todas as informações necessárias e se você precisar de algo ou tiver alguma dúvida pode conseguir ajuda no instagram do evento.

Fica meu convite a todos os artistas para participar desse evento incrível, venha se aperfeiçoar. Faça sua inscrição. Eu vou!

Amor imerecido

ABA PAI ♡ on Instagram: “Não há dúvidas de que Deus é bom, que seu amor dura para sempre, ao ponto de ter dado seu filho unigênito, Jesus, por sacrifício por nós;…”

Aba! Como sou grata pelo seu amor, por ter entregue seu único filho por mim. Ah paizinho, não existe outro amor se não o Seu. Não há no universo outro alguém que me ame tanto como o Senhor. Jesus sofreu tanto por amor, nem posso imaginar as dores que ele sentiu. 


Entregou-se em meu lugar, doou o Seu sangue em troca do meu. Curou minhas feridas por meio das Suas feridas. Me salvou e perdoou todos os meu pecados dia após dia. Não posso compreender esse amor, pois é imensurável, inigualável, inabalável, incorruptível.

A morte na cruz não foi simples, Jesus carregou toda a maldição do mundo em seus ombros, libertou todas as almas cativas, trouxe esperança às nossas vidas. O seu ato de amor não foi simples. Foi muito maior do que nossa mente pode alcançar em entendimento. Embora Ele e seu evangelho sejam simples. A morte do cordeiro puro trouxe perdão. A entrega do amado em amor rasgou os céus, as marcas depositadas sobre a pele do Filho de Deus marcaram o amor do Pai pelos seus filhos adotivos, o sangue derramado selou todas as gerações.

Como somos frágeis pai! O que seria de nós com essa estrutura sem Você? Sem o idealizador das nossas vidas. E, mesmo demonstrando ingratidão, o Senhor nunca deixou de nos amar, sempre esteve conosco apesar de afirmarmos que não. E para sermos imitadores de Cristo em sua essência, carregamos as marcas de Jesus, sabemos que a jornada possuirá dificuldades, por vezes até sofrimento, mas Ele despiu-se de Sua glória para que houvesse vida!

A sua graça não tem fim e o seu amor dura para sempre.

Esse post faz parte do BEDA!

Semana do Avivamento

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Para dar um respiro nos textos vim falar sobre a Semana do Avivamento que ocorreu aqui em Curitiba semana retrasada.

"O evento é um momento diferente de unidade entre as igrejas evangélicas da cidade de Curitiba e região metropolitana. Com cultos durante uma semana em igrejas diferentes, com pregadores e bandas de outras igrejas." (SDA Brasil)
Então, durante a semana houveram cultos em várias igrejas de placas diferentes, visto que o objetivo é afirmar que somos igreja de Cristo, independente da placa.

Para encerrar a semana, no sábado (27/07) houve um culto na Arena da Baixada. SIM, um estádio. Ao todo foram mais de 45 mil pessoas ao longo de 4 sessões de louvor, adoração e palavra.

Confesso que no início não queria ir, mas acabei indo com o pessoal da minha igreja e amigos. Já foi muito especial por estar perto de pessoas que nos fazem crescer e pelo momento de comunhão. Fora isso, as ministrações foram sensacionais. 

Algo que me chamou a atenção é que a programação não foi divulgada antes do evento, apenas no dia soubemos quem seriam os ministros, e ainda tivemos surpresas. Dentre os ministros estavam Gabriel Guedes, Banda SDA, Adhemar de Campos, André Aquino, Morada, além dos Pastores Paschoal Piragine, Luciano Subirá, Emerson Freitas e Flavius Garcia.

Todas as sessões foram emocionantes, e era visível que Deus estava naquele lugar. Ouvir ministros que estão realmente com o coração disposto a serví-Lo, um deles Pr Adhemar de Campos que é um grande nome a tantos anos no mundo cristão, compositor de diversas músicas que hoje fazem parte do repertório de todas as igrejas. 



A sessão principal para mim foi a mais marcante, com o Morada e André Aquino no palco com músicas que estou acostumada a ouvir que até pincelei um espontâneo (que me segurei o dia inteiro para isso), e Pr Luciano Subirá com uma palavra que marcou muito meu coração - inclusive inspirou o primeiro post do BEDA. 

Ah, teve um grupo de crianças , Watoto, que também cantaram e dançaram, eu fiquei muito impactada no momento que eles estavam lá, pois estavam completamente entregues. As crianças do coral são órfãs que vivem nas vilas do Watoto, em Uganda. Elas viajam o mundo todo para espalhar a alegria de Jesus, que transformou a vida delas.

Por fim, algumas coisas foram quebradas em mim. Estava numa fase meio contra a eventos, pois tinha em mente que não eram necessários e que as pessoas só iam para entretenimento, não com objetivo real de adorá-lo. Não tô falando só dos outros não, de mim principalmente. 

Entendi que os filhos devem se posicionar e manifestar a glória de Deus. A natureza anseia pela manifestação dos filhos de Deus (Efésios 1:4) e ser filho é um privilégio, mas envolve intimidade, comprometimento e responsabilidades.


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Limpa teu coração

orgulho no coração

"Fazer o que é justo e certo é mais aceitável ao Senhor do que oferecer sacrifícios."
Provérbios 21:3

Eu sei que você já deve ter ouvido por aí que devemos sacrificar coisas a Deus, por Jesus, mas a princípio Ele quer a nossa obediência. Calma, não estou dizendo que entregar a Deus certas coisas, como o tempo, ações, se privar de comida - jejum - e consagrar um período sem algo que interfira no seu relacionamento com Deus estejam erradas, pelo contrário, são muito importantes para o crescimento espiritual. Entretanto, obedecê-Lo é melhor, porque Ele se alegra com isso, é mais aceitável.

Só há perdão de pecados por meio de derramamento de sangue. Por isso Jesus se sacrificou na cruz por mim e por você, por tamanho amor pela humanidade. O sacrifício dEle foi baseado em amor e obediência ao Pai.

Não há sentido em sacrificar coisas a Deus e no coração isso não for verdadeiro, se a intenção for apenas externa. 

"Não deixem de fazer o bem e de ajudar uns aos outros, pois são esses os sacrifícios que agradam a Deus."
Hebreus 13:16 

Em Mateus 15:8-9 diz "esse povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão, porém me adoram, ensinando doutrinas que são normas dos homens". Então, talvez tenham te ensinado apenas tarefas como se fossem rituais de como agradar a Deus, prestar sacrifícios desnecessários enquanto seu coração ainda não foi entregue.

Pense se o seu coração está entregue realmente, pois maior que todos os outros sacrifícios é entregar o seu coração primeiro, e você sabia que Deus não resiste a um coração quebrantado? Ele é quem vai limpar toda má intenção, todo orgulho, toda a maldade. Só entregar.
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Um coração servo e submisso

my vintage book collection (in blog form).: In the shop.... How Far is Far? - illustrated by Ward Brackett
Ao ler Lucas 10:38-42 vemos Marta e Maria recebendo Jesus em sua casa.

Maria sentou aos pés de Jesus para ouvir a sua palavra e prestava atenção naquilo que Ele estava ensinando. Já Marta andava ocupada, preocupada com os afazeres domésticos, com o serviço que havia de fazer na casa e, vendo sua irmã sentada sem fazer nada, isso causa indignação. As duas possuem comportamentos diferentes diante de Jesus, enquanto Maria senta-se aos pés de Jesus para ouví-lo ensinar, Marta começa a limpar a casa. 

Hoje eu entendo que todo personagem representado numa mulher remete a igreja. Então aqui são duas igrejas, a igreja Maria e a igreja Marta. Mas Jesus diz à Marta que Maria escolheu a melhor parte. Por quê? Quer dizer que Marta estava fazendo errado ao servir Jesus?

Naquele momento, Jesus tinha algo a dizer e apenas Maria teve a revelação do mestre, enquanto Marta estava ocupada demais para atentar-se as palavras. No entanto, acredito que as duas igrejas tenham parte do Reino. Sim, existem igrejas preocupadas com o serviço a Cristo e igrejas que simplesmente sentam-se aos pés de Jesus e o ouvem, mas entendo que elas não devem se anular e serem independentes. 

Nosso coração deve carregar o princípio de serviço e submissão a Jesus, estes identificados nas igrejas representadas por Marta e Maria. E mais importante é ser dependente dEle para discernir qual o momento de servir e o momento de ouvir. 

Esteja atento à voz de Deus, o que Ele está te direcionando hoje?


Estou tentando expressar aquilo que tenho lido e entendido, releve se algo não tenha ficado claro, mas fique a vontade para falar sobre nos comentários.

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Cresça, menina

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"Para que não sejamos mais meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo” (Efésios 4:14-15).

Eu me identifiquei como menina inconstante hoje, levada pelas intenções de um coração egoísta, sem perspectiva de mudança, fui levada pelo engano e induzida ao erro várias vezes. Foi isso que o Senhor me disse, mas não foi só isso.

“Filha, o Pai corrige a quem ama, permaneça em mim, cresça no fundamento, cresça em amor, desenvolva aquilo que depositei em ti, filha. O que eu desejo é que você se arrependa e retome a caminhada, retome o caminho reto, me entrega o teu coração que Eu te ajudo”. Confesso que isso despedaçou meu coração. Que bom, agora Ele pode construir do jeito certo. 


Tenho orado para que eu seja mais constante, seja para orar, para ler a Bíblia, me relacionar com Deus mesmo, até tenho tentado criar uma rotina. Entretanto, tenho percebido que rotina não é bem a palavra certa do que eu estou buscando. Um relacionamento não é construído em cima da rotina, mas na intensidade, em amor, com diálogo, não tem hora marcada, simplesmente acontece.

Não quero sentir obrigação de parar e ler a Bíblia “porque eu ainda não li hoje”, quero sentir fome e sede, sentir necessidade de estar perto dEle porque eu não consigo viver. Ele é o pão da vida, quem come desse pão nunca morrerá. (João 6:48-50)

A minha oração hoje é “Pai, eu quero sentir necessidade de estar na Sua presença, se não eu morro. Eu preciso do seu pão, eu preciso da sua água, sem isso eu não me desenvolvo, sem isso eu não cresço. Não quero ser mais inconstante, pois Você é constante, quero manter a chama acesa e o fogo ardente em meu peito. Me ensina a necessitar-me de Ti, Pai”.


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Resenha: O Peregrino - John Bunyan


Olá pessoal! A resenha era pra ter saído há muito tempo, mas acontece que tive alguns "percalços" no percurso e dei uma atrasadinha. Esse livro é um daqueles clássicos da literatura cristã, que foi traduzido em mais de 200 línguas no mundo cristão, geralmente a sua leitura é indicada - inclusive no retiro que eu fui um dos pastores indicou, fiquei feliz de já ter lido. 

O peregrino de John Bunyan traz a analogia da caminhada de Cristão frente a todas as dificuldades e obstáculos encontrados no caminho, bem como os desvios e dúvidas que permeiam os pensamentos humanos. Boa parte do livro foi escrito em 1675, enquanto John estava preso e foi lançado em 1678. Depois disso, virou um sucesso de vendas e várias versões foram publicadas desde então. O autor narra a história como se estivesse contando um sonho ao leitor, e talvez seja esse um dos motivos de tantos sentirem-se tão próximos dele.


A história inicia-se com o desespero de Cristão ao perceber que a cidade onde ele mora, a Cidade da Destruição será destruída em breve, e também por não aguentar mais o fardo que ele carrega sobre suas costas. Nesse momento ele conhece um homem chamado Evangelista que lhe dá as coordenadas para fugir da destruição rumo à porta estreita. No entanto, ele deve prosseguir até a porta com o fardo e ali seria instruído sobre como aliviar a sobrecarga.

Durante a jornada, Cristão encontra diversos personagens como o Senhores Volúvel e Obstinado, que são vizinhos na sua cidade e tentam convencê-lo a desistir da fuga. Também se depara com senhor Sábio segundo o mundo, que usa estratégias para fazê-lo desviar do caminho, além de outros como Vã Confiança, Ignorância, bem como Fiel e Esperançoso. No decorrer da história ele conhece pessoas boas e ruins, que instruem e outras que afastam do caminho que é reto.


A narrativa é muito rica de referências bíblicas e analogias com a jornada cristã. É possível identificar-se facilmente com as atitudes de Cristão, pois ele é testado em várias áreas, pelas dúvidas, pelos desvios no caminho, mas também pela fé, persistência, força, coragem e muito mais. A partir da leitura eu consegui rastrear alguns problemas na minha própria caminhada, dessa forma tendo consciência disso, assim como Cristão ao perceber que estava no caminho errado, voltava para o caminho correto, muitas vezes tendo de pagar pelos seus erros quase que com sua vida.


Eu recomendo muito a leitura, principalmente para que você se identifique assim como eu e tenha consciência da sua caminhada e dos desvios que tenha feito na sua jornada e talvez nem tenha percebido. 

ISBN 8573254424  Editora Mundo Cristão Nota 5/5 Páginas 224

Você não é uma rocha

@familiagma
Eu sei que já estou em falta por aqui. Dois meses se passaram e não houve atualizações, textos, resenhas, links… desde que a rotina da faculdade voltou, as coisas não foram mais as mesmas. Todos os meus dias estão corridos, várias tarefas, pacientes, documentos para elaborar, TCC, ensaios 2 a 3x na semana, social, mudança de estágio, etc. Enfim, estou tentando desenvolver os meus textos conforme eu tenho horários livres.

Bom, eu preciso compartilhar aquilo que me foi compartilhado. Em um dos ensaios do treinamento o qual faço parte, a Karin (@karin.nater) ou Finoca para os mais chegados, trouxe uma reflexão muito profunda que ficou cravada no meu coração e tem mudado a minha perspectiva sobre meus sentimentos e reações às circunstâncias que me ocorrem. Então eu resolvi escrever sobre esse assunto aqui. 

Qual é a diferença entre você e uma rocha? 

Você é um ser capaz de pensar e sentir, tem necessidades fisiológicas, precisa comer, tomar água, dormir, você sente alegria, tristeza, raiva e dor. Você é capaz de amar as pessoas e de odiá-las também. Você passa por dificuldades, cai por diversas vezes, mas tem a capacidade de se levantar. Você comete erros, muitas vezes segue por caminhos que nem sempre são os melhores, mas você pode se arrepender, pode tomar o caminho de volta e pode decidir acertar na próxima vez.

E a rocha? Bom, a rocha é exatamente nenhuma dessas coisas. A rocha não pensa, não sente, não ama, não é capaz de se locomover sozinha, não erra, e se errasse não poderia se arrepender. A rocha é fria, ela é resistente.

Você não é uma rocha.

Dadas essas diferenças claras, por que você continua suprimindo seus sentimentos, os negando como se não fizessem parte de você? Por que continua tentando ser uma rocha para evitar que as suas emoções se aflorem? Hoje se vê muito por aí que “tudo bem não estar bem”, mas no final das contas a sociedade, o ambiente no qual estamos inseridos e nós mesmos pressionamos o nosso bem estar, precisamos estar aparentemente bem, principalmente nas redes sociais. Criamos a necessidade de ter uma vida perfeita

Você não é uma rocha. 

Quantas vezes você estava sentindo-se mal, mas não expressou esse sentimento pois queria ser forte? Te disseram para ser forte e se transformar numa rocha, mas você é um ser capaz de sentir. Como tirar algo que faz parte da sua natureza? Deus te criou dessa forma para que pudesse sentir, pensar, se relacionar e amar. 

Não. Você não é uma rocha.

Mas Jesus é a rocha, é nele que devemos estar firmados, assim como diz em Mateus 7. A casa firmada na rocha não sera derrubada. Mesmo que a casa passe por tempestades, ventanias, não cairá por causa do seu firmamento, mas não significa que ela não passará por essas tribulações. Assim é contigo e comigo, passaremos por dificuldades, mas não seremos abalados pois temos um fundamento, a rocha viva, Jesus Cristo.

Sei que isso tudo ficou meio repetitivo, inclusive é uma boa continuação do texto anterior, mas espero que você entenda no seu coração que o ser humano é vulnerável e limitado Nós dependemos de Alguém muito maior que nossas fraquezas, uma Pessoa que nos protege e nos ama incondicionalmente.

Assuma a vulnerabilidade

@familiagma

Estava me analisando esses dias, coisa que a gente nem sempre faz em meio à correria (nossa boa e velha amiga - ou será inimiga?), e me deparei com alguns detalhes da minha personalidade que me intrigaram muito.

Identifiquei em mim diversas fraquezas e inseguranças, que quando percebi incorporei na minha autobiografia mental. No entanto, mal identifiquei a característica e nem questionei o porquê da existência dela. Por exemplo, percebi que tenho um complexo de que não lido bem com rejeições e críticas, apesar de no exterior não demonstrar essa fraqueza, no meu interior isso estava acabando comigo. Perceberam que eu disse "tenho um complexo", ou seja, eu tomei posse desta característica, aceitei que aquilo é meu. Mas não é bem por aí que as coisas devem seguir.

Nem sempre é fácil identificar um defeito em nós, e podemos seguir duas vertentes depois desse processo: a autoaceitação ou a negação. Se aquilo for uma característica, posso aceitar e pronto ou negar e fazer algo para mudar. É nesse ponto que eu quero chegar. 

A nossa vida é dinâmica, estamos em constante mudança, tendo em vista o processo que passamos a cada dia, o ambiente muda, o nosso círculo de amizades muda e com a nossa mentalidade não seria diferente. 

Importante ressaltar que a partir do momento que identificamos o problema, devemos evitar ao máximo as desculpas. Quando erramos, devemos assumir o erro, nos arrepender e mudar. Entenda que há diferença entre assumir o erro e assumir a culpa. Assumir o erro significa que você identificou sua vulnerabilidade e isso representa a verdade, na palavra diz que nós conheceremos a verdade e ela nos libertará (Jo 8:32) e que a verdade é o próprio Jesus (Jo 14:6), se de coração nos arrependermos desse erro seremos justificados. Agora assumir a culpa é carregar um fardo de condenação, que traz consequências e destruição (Jn 1:12), que te acusa a todo instante e na palavra diz que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1) e Ele nos conservará firmes para que no dia da volta não tenhamos culpa de nada (1Co 1:8). 

É fato que todos erramos, mas devemos persistir na tentativa de não errar mais uma vez. O processo de mudança é contínuo. Eu sei que parece estranho, mas muitas vezes por não assumirmos isso, acabamos colocando a responsabilidade nas coisas e pessoas que estão ao nosso redor, não tentamos mudar a situação, tendemos a sempre colocar sobre o outro, por ser mais cômodo. O poder de mudança está sobre nós.

Que fique bem claro que assumir o erro não é aceitar que aquilo faz parte de você. Se você fizer isso também não gerará mudança e isso pesará sobre os seus ombros. O processo inclui arrependimento. Esse era meu problema ("era" porque não aceito mais ele fazendo parte da minha vida, é tudo uma questão de posse), era muito autocrítica e isso me deixava super mal, parecia que todos os dias havia um dedo acusador sendo apontado para mim. Agora, assumo meus erros, mas não deixo que isso seja maior que eu, enfrento o erro e tento não errar mais.

Jesus não te acusa, nem te condena, pelo contrário, Ele te liberta, tira o fardo pesado e coloca o dEle que é leve. Foi pela cruz que toda condenação foi revogada, pelo sangue do cordeiro fomos lavados e purificados. Por isso, só Ele pode te ajudar e dar forças para enfrentar todos os seus erros e te moldar segundo os padrões dEle que é perfeito.

Depois de eu ter escrito tudo isso, eu recebi uma notificação de vídeo do Dunamis sprints com o Eduardo Nunes e ele falou sobre a diferença entre culpa e arrependimento que corroboram com tudo o que veio ao meu coração enquanto escrevia essas palavras, por isso acho que vale a pena dar uma olhada.

Curso Mission Arts 2019 - CTMQ-PR


Esse é o relato da experiência que tive em 5 dias no curso Mission Arts do CTMQ - Centro de Treinamento Missionário Quadrangular. Ano passado, uma amiga (Ei Thalita!) me disse que ia acontecer esse curso que era sobre missões e artes em janeiro e fiquei com muita vontade de fazer. O problema era o valor da inscrição. Mas entendi que foi Deus que colocou no meu coração e no das meninas o desejo de fazer o curso. A Thali deu uma ideia para conseguirmos arrecadar todo o dinheiro: vender quadrinhos para fotos confeccionados por nós - na verdade pela Thali e o restante do pessoal vendia. No começo eu fiquei com um pé atrás, confesso, mas depois que foram comprados os materiais eu pensei, preciso fazer dar certo. Percebi que não sou muito boa com vendas, a propósito hahaha.


Nós começamos a vender os quadrinhos e algumas pessoas não entendiam muito bem o propósito enquanto outras nos abraçaram e ajudaram. No entanto, uma semana antes do curso ainda não tínhamos todo o dinheiro, e foi ali que Deus provou a minha fé. Eu havia colocado como meta desse ano ser mais dependente dEle - quem lembra? -, primeira oportunidade e já estava duvidando. O Espírito Santo me lembrou disso e então me fortaleceu ainda mais de que Ele estava no controle de tudo e que nós conseguiríamos o dinheiro de alguma forma.

No dia da viagem, estávamos conferindo os últimos detalhes e percebemos que tinha um pouco mais do valor que precisávamos. Ficamos muito felizes e esse foi só o começo de tudo que aprendemos e recebemos nesse curso.


Fui moldada de tal forma a cada dia que passava, cada culto e a cada oficina. Minha mente abriu para muitas coisas e o desejo de fazer missões aumentava todos os dias. Eu cresci muito nesses dias, fiz amizades incríveis e que vou levar para a vida. Então chegou o dia do impacto evangelístico, nós íamos para uma rua bem movimentada de Curitiba para levar o amor de Jesus através das artes - alguém conhece a Rua XV de Novembro?. Eu escolhi a dança para fazer o impacto, fizemos um flash mob, dançamos umas 4x (pensa no cansaço), enquanto outros faziam ao mesmo tempo teatro, manipulavam bonecos, malabares, palhaços e a todo momento falando de Jesus.

Tivemos alguns problemas com o som que sempre travava, e toda vez que isso acontecia aumentávamos o tom de voz e cantávamos a música batendo palmas, provando que nada ia nos parar. Então algumas lojas cederam o som para que pudéssemos fazer o flash mob acontecer.


Depois de lá nós fomos para a 3ª Igreja do Evangelho Quadrangular para participar do culto artístico e foi sensacional. Então, após o culto partimos de viagem para a chácara onde estávamos que fica em Mandirituba, cerca de 1h de viagem. 

Algo que me chamou a atenção no curso é que muitas vezes ficamos em nossa zona de conforto e como artistas de Cristo, devemos buscar sempre nos aperfeiçoar para fazer o melhor para Ele. Então saí de lá com o coração sedento pelo estudo tanto da Palavra como das técnicas que envolvem as artes, principalmente da dança que é onde Ele me colocou.


Além disso, Deus colocou planos no meu coração para ano que vem, até mesmo para esse ano que me deixaram super empolgada. Tem sido lindo o mover dEle sobre a minha vida e das pessoas que estão ao meu redor. Creio que Ele tem pressa para que a cultura do Reino seja manifestada aqui na Terra. Percebi um pouco das dificuldades da vida do missionário, bem como a mão de Deus que sustenta todo trabalho missionário.

Assim, deixo o meu recado, se envolvam com as coisas do céu e orem pelos missionários, profetas, pastores, mestres e apóstolos. Se você puder ajudá-los de alguma forma além, seja comprando uma arte, camiseta, ou dando uma oferta e isso estiver no seu coração, faça. Seja um facilitador dos milagres de Jesus.

Sou grata a todas aas vidas que nos ajudaram para que isso fosse possível, obrigada amigos que compraram os quadrinhos que oraram por nós e nos incentivaram, amamos todos vocês.

Enfim, espero que tenham gostado e tenha instigado o coração de vocês a quem sabe participar de algum curso assim também. Eu já quero voltar no ano que vem.

*ps: todas as fotos foram tiradas pelos fotógrafos de lá, exceto a foto do letreiro que fui eu mesma que tirei.

Quem é você?


Esse é o texto que representa boa parte do meu 2018, foi um ano de descobertas e de encontro comigo mesma, inclusive a maioria dos trechos foi escrito durante essa fase. Estava cheia de perguntas, volta e meia eu me questionava sobre alguma coisa diferente da vida. E então fiz um curso onde eu conhecia praticamente ninguém e me vi obrigada a dizer quem eu era. Mas "quem sou eu de verdade?"

Eu poderia começar falando sobre a minha idade, meu estilo de vida, talvez dizendo que sou uma pessoa organizada, que faço faculdade de Nutrição, mas isso não diz quem eu sou. Na verdade parece ser uma pergunta bem difícil de ser respondida, concorda? Sim e não. O que está na Terra não consegue me descrever por completo, descrever o ser humano é algo bem complexo.

Na faculdade, a gente aprende e chama o homem como um ser biopsicossocial, que deve ser visto além de suas características biológicas, psicológicas, sociais e por aí vai. Nós somos seres complexos para os homens. Eu como estudante da área de saúde que estudo e - tento - entender o corpo humano, reconheço que a estrutura é uma perfeita biologicamente, diversos mecanismos, vias metabólicas, compensatórias e etc, é maravilhosa. E depois entramos no aspecto social e vemos ainda mais complexidades relacionadas a nós, as relações entre humanos, o comportamento perante a sociedade e os significados e simbolismos presentes em coisas que nos rodeiam. E então, o aspecto psíquico, onde nossa mente está cheia de questões das mais bobas e aleatórias para questões sérias que ainda não foram encontradas as respostas, e muitas batalhas internas que nos desestabilizam e afetam o social também.


Mas sabe de uma coisa, quando lemos a respeito da nossa criação parece ter sido tão simples. Repare, em Gênesis, quando a formação do homem é descrita, parece que foi tudo muito rápido. "E Deus formou o homem do pó da terra e soprou em sua narinas o sopro de vida", a gente lê essa frase em segundos, e isso carrega tamanha magnitude. Uaau! Parece que a criação do homem, essa criatura complexa, demoraria bem mais que alguns segundos. Deus criou o homem em um dia (que a gente nem sabe se esse dia tinha 24 horas mesmo), um dia inteirinho dedicado para a criação do homem, a criatura que seria à imagem e semelhança dEle, creio que Deus teve muito cuidado, carinho e concentração quando nos criou. Então chegamos a conclusão que somos criaturas dEle, mas será que é só isso? 

Você sabe quem é você? 
Ou você acha que sabe? 
Ou você é o que as pessoas dizem sobre você?

Eu tenho reparado em alguns detalhes da minha vida e me questionado por diversas vezes se aquilo que eu acho que sou é a realidade, e percebi que muitas coisas que eu fazia eram porque pessoas ao meu redor me diziam que eu era e eu as aceitei. Eu não estou dizendo - apenas - de coisas ruins, eram bons elogios relacionados a minha personalidade, à minha inteligência, desenvoltura e etc. Ao longo do tempo fui me moldando a esses padrões e aquilo que era meu de verdade, trancava numa caixinha e ninguém sabia desses detalhes. Resultado: muitas atitudes não condiziam com aquilo que eu realmente sou na essência. Algumas atitudes sim foram ótimas mudanças e começaram a fazer parte de mim, entretanto, outras eram máscaras. que escondiam a verdadeira identidade.

Tenho me descoberto a cada dia. E para algo ser descoberto é necessário retirar o "objeto" que está em cima e que o esconde. E tem sido assim, tenho me livrado daquilo que não é meu, das críticas, das opiniões alheias que não condizem com quem eu sou e que Ele diz sobre mim, me encontrando cada vez mais. Ao longo do tempo, algumas coisas vão tomando outras formas e o meu ser é moldado, afinal, a gente nem sempre mantém a mesma opinião para o resto da vida e somos imperfeitos. Então, amadureço. E eu vou me despindo dessas coisas velhas, me reinventando, me renovando.



Em meio a essa fase eu me encontrei com uma missionária (Alô Amanda!!) que com muito carinho me deu uma arte escrito "identidade". Não, ela não sabia o que eu estava passando e liberou palavras preciosas sobre a minha vida, que me ajudaram a prosseguir o caminho e me conhecer cada vez mais nEle.