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Me expressando

Foonte: Pinterest
Por muito tempo esse espaço foi um local de refúgio para mim. E volta e meia eu venho aqui para me reconectar com a sensação de segurança e abrigo que ele me proporciona. Apesar de saber que, atualmente, as pessoas não consomem tanto conteúdo em texto, ainda mais em blogs. Eu continuo insistindo.

Só de pensar nisso me bate uma saudade da era que os blogs estavam em alta. :´)

O meu objetivo não é falar de mais um assunto que me incomoda, ou fazer mais um texto reflexivo sobre a vida (talvez sim) mas de um tema que me anima. Expressão.

Nunca fui muito boa em me expressar, ou pelo menos não do jeito "convencional". Mas aprendi que a comunicação faz parte da personalidade de cada um e deve ser trabalhada de acordo com as necessidades e as particularidades do ser chamado humano.

Eu sempre gostei de usar a arte como forma de expressão dos meus sentimentos. A escrita foi a primeira, depois vieram a dança e o teatro. Admitir que o que eu fazia - e faço - é arte e que sou uma artista (incompreendida) foi um processo argiloso, mas como podem ver, não é mais uma questão tão problemática para mim.

Não é sobre fazer arte ou não, mas sobre expressão. É mais fácil, para mim, encontrar formas de dizer o que estou sentindo com uma dança espontânea do que em palavras. Ou escrever do que dizer, embora nas duas ações abusem das palavras.

Desde que iniciei a blogar, os meus objetivos em compartilhar foram mudando. No início eu queria fazer parte do hype dos blogs, e era bem legal a sensação de comunidade que havia por aqui. Hoje em dia é mais uma terra de ninguém, que de vez em quando aparece um perdido - que eu tenho plena convicção que jogou o meu nome no Google e caiu aqui de paraquedas. 

O fato é que eu gosto daqui, sempre gostei, gosto de escrever palavras soltas na tela em branco. Mas não é só isso, eu gosto de tentar "ensinar algo" ou compartilhar alguma coisa bacana (alguém ainda usa esse adjetivo?), ou ainda escrever histórias, por mais que não estejam muito mais no meu cotidiano, por que não?

A Jéssica de 2012, 14 anos, que estava entrando no ensino médio, criou o blog para publicar textos "profundos" sobre suas desilusões amorosas, fotos inspiradoras de gatinhos e resenhas de livros enormes que lia é completamente diferente da Jéssica de 2021, 23 anos nas costas, nutricionista, empreendedora, metida a tiktoker e com algumas responsabilidades nas mãos. 

- O que essa Jéssica publicaria? Eu não sei... ainda.

*Já aviso que não vou publicar dicas de nutrição, porque isso eu já faço em outro espaço (obrigada). Se quiser acompanhar só clicar aqui

Talvez essa outra fase seja para falar dos perrengues e brilhos do empreendorismo e fazer resenhas de livros "técnicos"? Provavelmente sim, mas sem perder a essência da Jéssica que amava uma história romântica, que fazia reflexões e desabafos sobre a vida e seus sentimentos. 

Eu cansei de dividir essas duas veersões, por isso o mashup aparecerá mais vezes nessa página.

Para finalizar, eu acredito que tenha dado para entender que quero me reconectar com aquilo que eu sempre gostei de fazer, que é me expressar, seja através de um texto, ensinando, compartilhando algo que li, sem aquela obrigação, mas com o coração aberto para aprender coisas novas e me desapegar um pouco de alguns formatos que eu mantive em todos esses anos.

Esse espaço continua sendo um refúgio para mim e fico muito feliz dele crescer e evoluir junto comigo. E fico feliz de ter você aqui acompanhando esse processo. Obrigada.

Curso Mission Arts 2019 - CTMQ-PR


Esse é o relato da experiência que tive em 5 dias no curso Mission Arts do CTMQ - Centro de Treinamento Missionário Quadrangular. Ano passado, uma amiga (Ei Thalita!) me disse que ia acontecer esse curso que era sobre missões e artes em janeiro e fiquei com muita vontade de fazer. O problema era o valor da inscrição. Mas entendi que foi Deus que colocou no meu coração e no das meninas o desejo de fazer o curso. A Thali deu uma ideia para conseguirmos arrecadar todo o dinheiro: vender quadrinhos para fotos confeccionados por nós - na verdade pela Thali e o restante do pessoal vendia. No começo eu fiquei com um pé atrás, confesso, mas depois que foram comprados os materiais eu pensei, preciso fazer dar certo. Percebi que não sou muito boa com vendas, a propósito hahaha.


Nós começamos a vender os quadrinhos e algumas pessoas não entendiam muito bem o propósito enquanto outras nos abraçaram e ajudaram. No entanto, uma semana antes do curso ainda não tínhamos todo o dinheiro, e foi ali que Deus provou a minha fé. Eu havia colocado como meta desse ano ser mais dependente dEle - quem lembra? -, primeira oportunidade e já estava duvidando. O Espírito Santo me lembrou disso e então me fortaleceu ainda mais de que Ele estava no controle de tudo e que nós conseguiríamos o dinheiro de alguma forma.

No dia da viagem, estávamos conferindo os últimos detalhes e percebemos que tinha um pouco mais do valor que precisávamos. Ficamos muito felizes e esse foi só o começo de tudo que aprendemos e recebemos nesse curso.


Fui moldada de tal forma a cada dia que passava, cada culto e a cada oficina. Minha mente abriu para muitas coisas e o desejo de fazer missões aumentava todos os dias. Eu cresci muito nesses dias, fiz amizades incríveis e que vou levar para a vida. Então chegou o dia do impacto evangelístico, nós íamos para uma rua bem movimentada de Curitiba para levar o amor de Jesus através das artes - alguém conhece a Rua XV de Novembro?. Eu escolhi a dança para fazer o impacto, fizemos um flash mob, dançamos umas 4x (pensa no cansaço), enquanto outros faziam ao mesmo tempo teatro, manipulavam bonecos, malabares, palhaços e a todo momento falando de Jesus.

Tivemos alguns problemas com o som que sempre travava, e toda vez que isso acontecia aumentávamos o tom de voz e cantávamos a música batendo palmas, provando que nada ia nos parar. Então algumas lojas cederam o som para que pudéssemos fazer o flash mob acontecer.


Depois de lá nós fomos para a 3ª Igreja do Evangelho Quadrangular para participar do culto artístico e foi sensacional. Então, após o culto partimos de viagem para a chácara onde estávamos que fica em Mandirituba, cerca de 1h de viagem. 

Algo que me chamou a atenção no curso é que muitas vezes ficamos em nossa zona de conforto e como artistas de Cristo, devemos buscar sempre nos aperfeiçoar para fazer o melhor para Ele. Então saí de lá com o coração sedento pelo estudo tanto da Palavra como das técnicas que envolvem as artes, principalmente da dança que é onde Ele me colocou.


Além disso, Deus colocou planos no meu coração para ano que vem, até mesmo para esse ano que me deixaram super empolgada. Tem sido lindo o mover dEle sobre a minha vida e das pessoas que estão ao meu redor. Creio que Ele tem pressa para que a cultura do Reino seja manifestada aqui na Terra. Percebi um pouco das dificuldades da vida do missionário, bem como a mão de Deus que sustenta todo trabalho missionário.

Assim, deixo o meu recado, se envolvam com as coisas do céu e orem pelos missionários, profetas, pastores, mestres e apóstolos. Se você puder ajudá-los de alguma forma além, seja comprando uma arte, camiseta, ou dando uma oferta e isso estiver no seu coração, faça. Seja um facilitador dos milagres de Jesus.

Sou grata a todas aas vidas que nos ajudaram para que isso fosse possível, obrigada amigos que compraram os quadrinhos que oraram por nós e nos incentivaram, amamos todos vocês.

Enfim, espero que tenham gostado e tenha instigado o coração de vocês a quem sabe participar de algum curso assim também. Eu já quero voltar no ano que vem.

*ps: todas as fotos foram tiradas pelos fotógrafos de lá, exceto a foto do letreiro que fui eu mesma que tirei.

Teatro: "Os Gigantes da Montanha" - Grupo Galpão


Olá pessoal, foram quase três meses fora do ar, mas estamos de volta! Bom, sábado, dia 29/03, eu e minha irmã assistimos uma peça de teatro de rua chamada "Os Gigantes da Montanha" do Grupo Galpão. Gostei demais, eu fiquei um pouco perdida na história (acontece, né?). E eu lembrei de tirar algumas fotos, só não digo que estão com uma qualidade muito boa. Mesmo se estivessem, eu não conseguiria mostrar o porquê eu gostei tanto da peça, só estando lá para apreciar os detalhes, a expressão dos atores, os efeitos sonoros, as músicas, nossa, encantador.

O Grupo Galpão, de Belo Horizonte, desenvolve pesquisas com vários elementos cênicos, com destaque para as linguagens do circo e da música (sempre tocada ao vivo pelos próprios atores), traduzindo para uma linguagem brasileira vários clássicos, misturando o erudito e o popular.

Eu gostei muito desse personagem, ele era engraçado mesmo não falando quase nada.
É uma peça muito engraçada e um tanto confusa, mas você vai entendendo de pouquinho em pouquinho.


As fotos não estão muito boas, mas fiz o que pude.

Encontre o Grupo Galpão:

Gostaram? Se algum dia vocês tiverem a oportunidade de assistir essa peça, assistiriam?