Esse post é um daqueles que ficaram nos rascunhos e que eu acabei me esquecendo, mas gostei da reflexão, mesmo depois de 2 anos e meio de ter escrito. (11/dez/18)
Nesse momento estou escutando V E R do AMEN JR e relembrando o show maravilhoso que aconteceu em Curitiba no dia 07/12/18 e depois desse show muitas coisas aconteceram
Estava olhando alguns arquivos antigos, como a minha lista de favoritos do Google. E me deparei com algo que até então não tinha parado para pensar. Algumas coisas da minha adolescência eu comecei a entender só agora. Eu tinha dificuldade de diferenciar o que era favorito do que era apenas uma coisa legal que eu vi na internet. Quando eu via um site legal já adicionava nos favoritos para não perder, se eu procurava alguma dica sobre determinado assunto, também salvava, algum produto que eu queria muito entrava na lista.
E assim a minha lista ia aumentando a cada dia, eu criava pastas e subpastas para cada área da minha vida tentando deixar tudo de forma organizada. E mantive essa lista enorme de favoritos no meu computador por anos, algumas vezes eu passeava por ela dando adeus para alguns links, mas ela continuava enorme.
Dessa forma, isso me fez refletir. Sempre tive dificuldade de separar as coisas, de criar "prioridade" Por exemplo, quando estava no ensino médio eu incluía todas as pessoas que conversavam comigo no colégio no campo "amigos", mas na verdade a maioria não sabia nada sobre mim nem eu sobre eles, entende? Na época, talvez eu fazia isso por insegurança de ficar sozinha. Não que tenha mudado muito do que sou hoje.
O ponto é que talvez você seja parecido comigo em algum aspecto da sua vida, não tem separado tudo de forma correta e tem sentido algo como sufocamento. Pois é, eu me sinto por várias vezes assim em relação a muitas coisas, mas tomo consciência de que eu me sobrecarreguei, e não foi só de trabalhos, conteúdos para estudar, papeis no meu quarto, mas também de pessoas que para mim eram melhores amigos, de conceitos sobre minha personalidade, meu estilo de vida, autocrítica, sobre tudo. E agora eu percebo que já passou da hora de mandar embora aquilo que não condiz com quem eu sou.
O que eu estou dizendo aqui, não é para você eliminar as pessoas da sua vida, mas encarar as pessoas como pessoas e dar valor àquelas que estão realmente próximas, que te dão importância, que te conhecem. A gente já sabe muito bem que é impossível agradar a todo mundo, e com uma infinidade de pessoas ao seu redor com certeza não vamos agradar a todos.
Nesse momento, além de escrever esse texto estou eliminando boa parte dos favoritos, assim, como me livrando de alguns rascunhos antigos, tô me sentindo bem melhor, tenta você também.
Isso mesmo que vê leu no título, uma resenha depois de muito tempo aqui no blog. Eu sempre gostei de compartilhar sobre os livros que li, as minhas considerações e tudo o mais, mas à vezes isso se perde no meio do caminho e eu me esqueço. Ainda mais, no meio de uma pandemia que a percepção de tempo e espaço ficou afetada.
Em 2020 eu li alguns livros, a maioria de gente que eu nunca ouvi falar e que estavam disponíveis no Kindle Unlimited, que confesso ter sido uma das melhores assinaturas que fiz.
No caso, eu já tinha ouvido falar sobre esse livro, muito bem por sinal. Roube como um Artista do Austin Kleon foi o queridinho de muitas pessoas aqui na internet e eu com certeza tinha que conferir. Confesso que estava esperando mais do mesmo, sabe? Aquelas dicas mais batidas que o sino da igreja? hahaha
Mas me surpreendi. E muito.
O livro conta com diversas sacadas muito boas, chacoalhões de dar vontade de sair roubando por ai. Além da estética muito bonita, até para o ebook, o que me chamou bastante atenção, muitas ilustrações e frases marcantes. Fiquei com vontade de ter o livro físico para sempre que eu quisesse verificar algo.
Bons artistas copiam, grandes artistas roubam - Pablo Picasso
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o capítulo que falava sobre manter hobbies. Quem me conhece sabe que eu faço de tudo um pouco e por muito tempo eu me criticava por não ser boa o bastante em pelo menos uma coisa só, mas o que ele explica nesse capítulo é que os hobbies são a fonte de energia para o trabalho. E que alguma hora o trabalho vai ficar chato, e nada melhor do que ter algum hobbie que possa ser fonte de inspiração e deleite para nossas mentes.
Uma das coisas que Austin afirma tanto no livro quanto na sua palestra no TEDx é que nós somos uma mistura (mashup) das coisas que deixamos entrar na nossa vida.
O que me faz pensar que nesse ano esquisito, eu me refugiei poucas vezes na escrita, muitas vezes foi a dança, ou a colagem, ou o desenho, ou os tiktoks (hahha novo 'talento' encontrado), ou até uma caminhada. Isso é poderoso demais.
Ainda sobre o livro, a leitura é muito leve e tranquila, eu decidi ler bem lentamente para absorver cada ensinamento, mas pode ser facilmente lido em alguns horas dias se você quiser.
Outra coisa que Kleon ensina é ter um caderno de furtos, um local onde você coloca todas ideias roubadas, e você pode deixar elas dormindo ali por um tempo até que elas se juntem com outras ideias e mais outras até que você tenha uma ideia "nova".
Esse caderno pode ser digital ou fisico, fica a teu critério. Eu gosto de intercalar entre as duas formas, pois o analógico me faz ter contato um pouco mais presente com a arte, mas o digital me ajuda a armazenar todas as informações num só local.
Se for para dar uma nota seria 4/5 - porque sou difícil, mas recomendo muito o livro para instigar a sua criatividade e ajudar a roubar ideias por aí.
Se tem algo em que a escrita é util é o poder dela nos trazer a memória o que traz esperança. Já dizia Jeremias lá em Lamentações 3:21. Aliás, o livro de Lamentações nada mais são do que murmúrios, reclamações, maas, em meio a esses murmúrios há a esperança.
Me vi como Jeremias ao ler meus textos antigos. Como pode né? Deus é tão bondoso que usa até o nosso eu passado para falar com o eu futuro.
É por isso que Deus é atemporal. Alfa e Ômega, Princípio e Fim.
Depois de uma crise de choro ~ que durou uma hora, diga-se de passagem ~ onde a dor que era tão grande, eu precisava escrever algo, mas Deus me levou aos antigos escritos e me mostrou em poucos minutos o quanto Ele se importa comigo.
Eu estava desesperada. O motivo? Bom, me sentia sozinha, desvalorizada e sentia que não tinha ninguém para me ouvir e ser meu confidente. Ora, ora, se não é o mundo dando voltas?
Caro leitor, eu tenho fé que essas palavras possam trazer paz ao seu coração, e caso você seja meu eu futuro, saiba que Ele já te consolou, que por mais que os sentimentos venham à tona, o mundo pareça ir contra você, é possível sim encontrar esperança na tristeza.
Veja bem, lembre que Ele guarda cada lágrima, eu não disse algumas, uma ou outra, eu disse CADA UMA de suas lágrimas num potinho ~ embora eu ache que seja uma bacia hahah.
Lembre-se que você não está na Terra para agradar aos homens e mulheres que existem e convivem com você. E é fato que vai se chatear com alguma palavra mal direcionada, alguma acusação sem base, mas fundamente-se ainda mais na sua identidade, posicione-se e não vitimize seus sentimentos.
Como diz nosso querido Marcos Almeida: toda dor é por enquanto. Essa tempestade vai passar, confia.
Confesso que o título desse post foi cantado ao som de Ivete Sangalo. E eu nem escuto Ivete.
Todo ano eu começo com um post de boas vindas, só nesse que não rolou. Não sei bem porquê não o fiz, talvez por querer me dar um tempo disso tudo, mas eu não sou muito boa em desapegar.
Hoje eu estava organizando algumas pastas no Notion (o melhor app de organização para mim até agora - olha que não é publi) e me deparei com um cantinho levando no título o nome desse blog. O local estava meio deprimente, desorganizado e cheio de teias de aranha, no entanto, só essa atividade de ter entrado nessa página me animou a vir aqui e falar sobre alguma coisa que eu não sei bem ainda.
Tenho percebido que desenvolvi um gosto por temas aleatórios, sem muito nexo, mas que fazem completo sentido em algum lugar na minha cabeça. Bom, como isso aqui não tem uma linha reta, tenho que dizer que fazia tempo que não tinha uma semana tão parecida com as semanas que eu tinha pré pandemia como essa está sendo.
E eu amo isso. O único detalhe que diferencia é a máscara na cara, o 'álquingel' e toda essa história de coronavírus que já tem seus dias contados (amém?). Fora isso, nem parece que estamos numa pandemia. Isso porque tenho traalhado bastante, dançado, estudando muito, ou entãoeu me acostumei com essa rotina e não me lembro mais como era uma semana "normal" pré pandemia.Vai saber.
Já comentei diversas vezes aqui que gosto da correria, embora eu me sinta um caco esmiuçado no final do dia, gosto de me sentir produtiva e útil para os ourtros.
Calma aí que não tô valorizando o esgotamento físico e mental, ok?
É mais do que importante ter momentos de descanso, comunhão com os irmãos, além de sentir-se produtivo e "ticar" mil-i-uma tarefas durante o dia.
Uma coisa que essa quarentena me ensinou é saber respeitar os meus limites e sempre olhar para os meus valores inegociáveis. Isso determina minhas prioridades, as tarefas que vou realizar durante o dia, ou o que eu devo deixar de fazer porque ferem meus valores.
Quais são os seus valores? Tira esse tempinho e pensa nas coisas que te definem (não que os outros disseram para você, mas quilo que você reconhece em si mesmo), o que você gosta - de verdade - de fazer, quais hábitos gostaria que tivesse... Vale muito a pena reconhecer aquilo que está dentro de si. Esse exercício é contínuo, mas pode ter certeza que ele clareia muito o caminho da nossa vida.
Enfim, vamos fazer o seguinte, já que eu não tenho "nada" de útil para dizer hoje, vou deixar uma palavrinha que me chamou a atenção no devocional de ontem, tá bom?
"Quem é o homem que ama a sua vida, que deseja viver muito para ver o bem? Guarda a tua língua do mal e os teus lábios de falarem enganosamente. Aparta-te do mal e faze o bem; procura a paz e segue-a."
Salmos 34:12-14
Tomara que eu não pisque e seja final de ano, vou me esforçar para ser semana que vem ou então março, tá bom? Até mais.
Faz exatamente um ano que esse evento aconteceu e eu ainda não consegui falar nada sobre ele aqui. Chegou o dia. (Sim, vou falar de um evento que tinha mais de 80 mil pessoas - pelo menos onde estava, e agora estamos numa época que deve-se evitar aglomeração de pessoas, é irônico).
O The Send.
Antes de eu começar a falar que nem uma louca empolgada aqui, vou dar uma leve explicada para você que não sabe do que estou falando e nem sequer ouviu falar do The Send (acontece).
O The Send significa em inglês: o envio. Basicamente trata-se do envio de missionários às nações. Se você quiser saber sobre a história do The Send, acho interessante clicar aqui, que tem uma explicação melhor do que eu posso dar. Para mim não é um evento, mas para facilitar a minha vida vou mencioná-lo como evento durante esse post.
Ano passado o The Send aconteceu no dia 23 de fevereiro em Orlando, Califórnia. Eu nem sabia da existência do evento e estava de certa forma perdida em relação a isso. Então fui atrás, coloquei The Send no Google e apareceu um vídeo de cantores e pastores que eu acompanho nesse evento. Então assisti esse vídeo e meu coração queimou.
Depois soube que um amigo meu que está pra lá tinha ido nesse evento (inclusive apareceu numa das fotos publicadas pela página do The Send), me senti representada. Me convenci que no próximo eu iria, já que estavam anunciando que seria aqui no Brasil. Eu estava esperançosa de que fosse em Curitiba, para ser mais fácil, mas não, tinha que ser em São Paulo. Por mais que eu tenha hesitado, no primeiro dia que abriu a compra de ingressos eu comprei.
Em junho de 2019 eu comprava os ingressos, sem saber como eu iria, e depois comprei as passagens de avião e a hospedagem. Tudo isso 8 meses antes do evento. Se isso não é empolgação, bom eu não sei.
Na época eu nem queria pensar muito sobre o evento para não gerar ansiedade e muitas expectativas. Mas era difícil não pensar vez ou outra. Foi a primeira vez que peguei um avião na vida, e com certeza vai ficar marcado na minha vida por isso também. Além disso, ficamos hospedados em uma pousada muito bonitinha e super aconchegante. Estávamos temerosas pelo atendimento ser feito totalmente sozinho, pois tudo é digital. Mas graças a Deus foi tudo incrível por lá, sem imprevistos.
Eu olho para trás e é difícil de acreditar que aconteceu mesmo, mas aconteceu.
Eu estava empolgada para o que Deus tinha para fazer naquele lugar e ao mesmo tempo estava receosa de me frustrar. Minhas amigas, a Ju e eu fizemos planos para fazer em SP além do The Send, porém, estes foram praticamente todos frustrados, por vários motivos. Confesso que isso me chateou um pouco durante a viagem, mas tentei manter o foco no objetivo pelo qual estávamos ali.
Deus sempre colocava uma frase no meu coração assim: "haverão outras oportunidades". E me agarrei naquilo. Não era a nossa última viagem da vida, com certeza. Era só o começo.
No sábado eu ficava pensando sobre o quão louco era 3 estádios estarem cheios de pessoas adorando a Deus unidos por um propósito. Levantando clamor por causas juntos. Para mim era algo sensacional de imaginar e de fazer parte. Ficava pensando em como daqui muitos anos eu contaria para meus filhos sobre isso. "Eu estava lá".
Eu não queria perder nenhum momento, tanto é que fiquei muito tempo sem comer e beber água. Aliás, a água. A gente só percebe o quanto ela é importante quando ela nos falta. Tivemos esse problema no estádio do Morumbi. Eu como profissional de saúde sei o quanto isso afeta às pessoas, mas não conseguia reclamar sobre a situação sabe? Sabia que até nisso Deus queria mostrar algo.
Eu estava morrendo de fome, morrendo de sede, me queimei muito, passei mal por um tempo por causa do sol forte sobre nossas cabeças. Então veio a chuva. Aquela chuva foi o refrigério da minha alma, depois dela eu não senti mais nada. Nem fome, nem sede, nem cansaço. Pelo menos eu não me lembro.
O The Send realmente me instigou a fazer muitas coisas diferentes na minha vida, apesar de ser falha, creio que foi um marco e o pontapé inicial para as coisas mudarem.
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Foto de um fotógrafo que acompanho e admiro muito! Pedro você arrasa! Esse foi um dos meus momentos favoritos! Na foto Jeremy Riddle.
Sabe, a gente não é obrigado a concordar com tudo. Eu não posso afirmar que todas as pessoas estavam com a intenção genuína de adorar a Deus por 12h, eu creio que a maioria sim estava, mas sei que podem existir pessoas que foram apenas por causa do evento e é assim que acontece. No entanto, é preferível que estejam em um lugar que tenha a presença de Deus, não é mesmo?
Quando eu voltei da viagem vi muitas críticas ao evento, porém, não podemos apenas atacar um movimento desses. Quem estava lá de coração aberto com certeza sentiu a presença de Deus. Óbvio que você pode sentir a presença em qualquer lugar, mas não tiro a importância do ajuntamento. Sempre devemos reter aquilo que é bom.
A ironia é estarmos nesse momento que devemos evitar aglomerações, abraços, até ficar em casa, não é mesmo? Lembro da minha amiga (que é estudante de enfermagem) super rpeocupada com a situação, e chegou a levar um frasco cheio de álcool em gel e nos obrigava a passar toda hora.
Acho que para um relato já está bom o suficiente, esse posta já ficou muito comprido. Aos poucos eu trago aquilo que ficou marcado no meu coração durante e depois do The Send.